Lula programa com Dilma tour pelo Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já definiu uma das estratégias para tentar vitaminar a candidatura ao Planalto de Dilma Rousseff (PT) a partir de julho, informa reportagem de Valdo Cruz na edição desta sexta-feira (30) da Folha (íntegra somente para assinantes UOL e do jornal). Ele fará, depois da Copa, viagens em tom de despedida pelo país, quando dirá que a ex-ministra é a única que dará continuidade às políticas de seu governo.

Além disso, Lula confidenciou a aliados que prepara uma "série de atos de impacto" para buscar uma virada na eleição, mantidos em sigilo por enquanto. É uma tentativa de acalmar os integrantes da campanha de Dilma, que não tem reagido bem ao desempenho da ex-ministra nas pesquisas de intenção de voto e a suas aparições públicas.

Quanto às escassas aparições públicas com Dilma desde que saiu do governo, Lula acredita que não pode "banalizar" sua presença ao lado da ex-ministra nessa fase, quando boa parte do eleitorado ainda não está ligado na disputa. Seria "gastar munição".

Intervenção

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, minimizou ontem as críticas que a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, vem recebendo de integrantes da legenda e ex-assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dutra classificou as avaliações negativas sobre a desenvoltura de Dilma na pré-campanha de "normais", mas afirmou que "não concorda e que preferia que não fossem feitas".

De acordo com a coluna "Painel", da Folha, publicada ontem, as críticas partiram inclusive do coordenador da campanha petista, Fernando Pimentel, que recomendou à ex-ministra (Casa Civil) "respostas mais objetivas e curtas, sob pena de terminar uma entrevista sem conseguir passar o recado inteiro".

Dutra disse que as críticas ainda não foi discutida internamente pela coordenação da campanha de Dilma e que não iria polemizar o assunto. "Eu não dou importância, é natural, mas não vou esquentar", afirmou.

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