Marina Silva se licencia para organizar PV

A partir da agora, Marina Silva (PV) está livre para trabalhar por sua campanha à sucessão presidencial. Ontem, a ex-ministra do Meio Ambiente se licenciou de seu cargo de senadora.

O pedido de licença não remunerada, encaminhado à mesa diretora do Senado, prevê que Marina ficará de fora do parlamento até 17 de junho “para tratar de interesses particulares”. Em junho, serão oficializadas as candidaturas ao Planalto.

Em nota, ela afirmou que a “reestruturação programática” de seu partido e a elaboração de seu plano de governo exigirão “determinado grau de dedicação e tempo”.

Em ritmo de pré-campanha, Marina esteve ontem em Curitiba. Em uma sala acanhada da sede do PV na capital paranaense, a candidata lamentou que Ciro Gomes (PSB) tenha tido sua candidatura à Presidência inviabilizada dentro do próprio partido.

– Foi feita uma operação de guerra para não permitir que o partido lhe desse a legenda.

Em seguida, Marina disse que preferia participar de uma eleição em que houvesse um leque mais variado de opções ao eleitorado.

– Prefiro correr o risco de ser avaliada entre muitos do que fechar o leque entre poucos – disse.

Em palestra a estudantes e empresários, Marina afirmou que o Brasil precisa de líderes e não de gerentes, destacando que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o atual, Luiz Inácio Lula da Silva, se enquadram na categoria de líderes. E rechaçou a opinião de quem a critica por elogios que faz a Fernando Henrique.

– Se para ganhar votos é preciso abrir mão do que é justo e certo, é melhor abrir mão de voto – disse.

Questionada por empresários sobre a reforma tributária, ela reforçou que não iria prometer, porque, se fosse algo simples, já teria sido feito. Marina disse ainda que está se unindo à proposta do senador Pedro Simon (PMDB), que defende uma Constituinte exclusiva para realizar as reformas.

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