Maia questiona de onde virão os R$ 3 bi necessários para a intervenção no Rio

Segundo o interventor federal, general Braga Netto, esse é o valor do déficit na Segurança Pública do Rio de Janeiro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), questionou nesta terça-feira (20) de onde virão os R$ 3 bilhões necessários, segundo o interventor federal general Braga Netto, para suprir o déficit na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

A informação sobre o déficit foi passada por Braga Netto na segunda-feira (19) aos deputados que integram a Comissão Externa da Câmara que acompanha a intervenção e depois foi confirmada pelo Gabinete de Intervenção Federal (GIF).

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (Foto: Bernardo Caram/G1)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (Foto: Bernardo Caram/G1)

“São R$ 3 bilhões e a gente pergunta: de onde virão os três bilhões para suprir a demanda do interventor? Temos um Orçamento da União 100% comprometido com despesas obrigatórias e ninguém tem coragem de enfrentar esse tema”, afirmou o presidente da Câmara.

Maia deu a declaração durante o seminário “Segurança e Desenvolvimento: A importância do combate ao mercado ilegal”, promovido pelo jornal "Folha de S.Paulo" e Instituto Etco, em Brasília.

Verba

Após a revelação sobre o déficit na Segurança do Rio, o presidente Michel Temer disse, ainda na segunda, em entrevista ao O Globo, que a verba para a intervenção do Rio deve ser entre R$ 600 e R$ 800 milhões.

Depois, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que o governo definiu que a intervenção no Rio de Janeiro receberá R$ 1 bilhão e o valor para o Ministério da Segurança Pública pode chegar a R$ 4 bilhões.

Controle de fronteira

As discussões do seminário giraram em torno de segurança, do combate ao mercado ilegal e da necessidade de controle de fronteira.
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, que também participou do seminário, defendeu a integração do setor de inteligência da União e dos estados.

“A senha para abrir a corrente que nos vai deixar seguir pelo caminho da solução é a integração. E a integração é necessária em todos os níveis dos entes federados e de toda a estrutura de inteligência da união. Não é possível desenvolver atividade de estado sem ter uma política clara para tratar disso”, afirmou Etchegoyen.

O ministro citou medidas tomadas para controlar as fronteiras e relatou que, no dia 15 de abril, haverá uma reunião em Foz Iguaçu, na tríplice fronteira, com representantes da Argentina e do Paraguai para tratar do assunto.

“Estamos tratando de integrar os sistemas com a Argentina, por exemplo, compartilhando produção e resultados, centros de controle, agilizando as reações que ambos os estados dispõem, os instrumentos que cada estado dispõe”, explicou.