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Marina muda capítulo sobre casamento gay de programa

30/08/2014 • 15:37
A coordenação da campanha da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, fez uma modificação substancial no capítulo "LGBT" (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) do programa de governo divulgado na sexta-feira. Na página 216, constava que a candidata defendia "apoiar propostas em defesa do casamento civil igualitário" e a "aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". A campanha, entretanto, decidiu recuar e optou por uma redação mais genérica: "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

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A versão inicial surpreendeu até mesmo a comunidade LGBT, já que Marina é evangélica e nunca defendeu o casamento gay. Em nota, a campanha afirmou que o documento anunciado ontem contém "falha processual na editoração" e "incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT". Segue a nota: "Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável, tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos".

Trechos – Na página 215 do programa, o texto dizia: "Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade sexista, heteronormativa e excludente em relação às diferenças". E ressaltava que "uma sociedade em que somente a maioria – seus valores, tabus e interesses – é atendida pelo poder político, enquanto minorias sociais e sexuais silenciam, não pode ser considerada democrática".

A nova redação do tema ficou assim: "Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida. Essa dificuldade chega a assumir formas agressivas e sem amparo em qualquer princípio que remeta a relações pacíficas, democráticas e fraternas entre as pessoas".

A versão modificada aponta ainda que "a democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses. Os grupos LGBT estão entre essas minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados, defendidos e reconhecidos, pois a Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei".

Nuclear – A segunda correção foi a exclusão da energia nuclear como fonte importante de geração de energia para o país. Na página 144, o programa de energia nuclear foi apontado como um dos que merecem atenção para aperfeiçoamento e aumento de sua participação na matriz energética brasileira.

Contudo, a campanha informou que, sobre o tema, o que deve ser seguido está na página 65, no item 3: "Realinhamento da política energética para focar nas fontes renováveis e sustentáveis, tanto no setor elétrico como na política de combustíveis, com especial ênfase nas fontes renováveis modernas (solar, eólica, de biomassa, geotermal, das marés, dos biocombustíveis de segunda geração".

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