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Primeiro carro 'popular' da Hyundai se chamará HB20 e chega em outubro

20/07/2012 • 00:20
Hatch terá versões 1.0 e 1.6, esta com opção de câmbio automático.
Principal adversário que os sul-coreanos miram é o VW Gol.


hyundai hb20 (Foto: Divulgação)
Hyundai HB20 tem primeiras imagens divulgadas (Foto: Divulgação)

A Hyundai do Brasil finalmente desfez o mistério e acaba de revelar que o nome de seu primeiro carro 'popular' no Brasil, um projeto até então conhecido pelas sigla da empresa: HB. E ele não será batizado de forma tão diferente: dispensando o tradicional "i" dos carros da companhia, o hatch vai se chamar HB20, misturando o nome da montadora com o número 20, como é conhecida a plataforma da qual ele é derivado. A Hyundai diz que o automóvel foi criado a partir do "futuro i20", que ainda não foi lançado.

Mas o HB20, diz a empresa, é um carro totalmente voltado para o consumidor brasileiro -apesar de ter sido totalmente projetado na Coreia do Sul. A Hyundai diz que pesquisas indicaram que o brasileiro queria um veículo com "desenho estiloso" e foco em resistência. O pacote de opcionais também foi pensado para o público nacional, mas a montadora diz que ainda não definiu tudo o que será de série e por quais equipamentos o cliente pagará mais para ter.

Uma decisão já foi tomada: assim como a maioria de seus concorrentes, o hatch terá freios ABS e airbag duplo apenas como opcionais -por enquanto, já que esses itens de segurança serão obrigatórios nos carros fabricados a partir de 2014.

Sem disfarces
Na última quinta-feira (19), o G1 esteve na fábrica de Piracicaba (SP), a primeira da Hyundai na América Latina, e viu o carro sem disfarces -mas fotos não foram permitidas. No entanto, a companhia divulga nesta sexta as primeiras imagens oficiais do hatch, até então visto apenas sob camuflagem. Elas confirmam o "desenho estiloso" que fez a fama da sul-coreana no Brasil. O carro será oferecido motor 1.0 e 1.6, este com opção de câmbio automático.

Houve outras revelações. Segundo os executivos, agora em fase de testes, a fábrica começará a produzir para venda no fim de setembro e o carro começa a ser comercializado no início de outubro, um pouco antes do Salão do Automóvel de SP, onde será atração do estande da Hyundai juntamente com um protótipo do "SUV looking", que nada mais é do que sua versão "cross". Ela deverá ser produzida somente em 2013, juntamente com um sedã.

Sobre o HB20, a Hyundai diz que o carro não deverá mudará mecanicamente nem de visual em relação aos protótipos vistos em Piracicaba. O que está sendo definido agora, além do pacote de equipamentos de série e do que será opcional, são as cores de pintura da carroceria. Na linha de montagem se via várias: do tradicional trio prata, preto e branco a vermelho, tons de azul, cinza e verde. A empresa fez questão de ressaltar que o que estava na linha -também vetada para fotos- não era produto de venda, apenas de teste.

Foco no Gol
Apesar de o segmento de carros de entrada ser bastante concorrido, a empresa mirou principalmente no Volkswagen Gol, o carro mais vendido no país há 25 anos. Foi ele o automóvel citado quando os executivos da empresa foram questionados sobre em qual faixa de preço, entre as dos concorrentes, o HB20 se encaixaria.

O Gol, que acaba de passar por uma reestilização, será vendido a partir de R$ 27.990. A Hyundai, claro, deverá guardar segredo sobre os preços do seu hatch ao menos até o início de setembro, quando vai apresentá-lo devidamente à imprensa.

A meta é vender 25 mil unidades até o fim do ano. A montadora sul-coreana acredita a versão 1.6 deverá ter mais saída, baseando-se na constante queda da participação de motores 1.0 no mercado, vista nos últimos anos.

Por dentro
O modelo sem camuflagem do HB20 foi visto em uma sala com luzes coloridas e revestida de tecidos pretos, ou seja, não foi examinado à luz do dia. Fotos do interior também foram proibidas. A versão parecia ser topo de linha, aparentemente reunindo todos os equipamentos que o hatch terá -de série ou como opcional.

Estavam lá o ar-condicionado, computador de bordo, rádio, volante revestido com controle de som, ajuste elétrico dos retrovisores externos -esses com repetidores de seta-, entrada para USB e iPod que poderão ficar devidamente escondidos em um console com tampa, câmbio automático de quatro marchas, vidros elétricos inclusive traseiros, porta-revistas nas costas dos bancos da frente, 2 apoios de cabeça reguláveis nos bancos de trás, faróis de milha e abertura interna do porta-malas. Este aparentava ter capacidade inferior à de Gol e Uno.

O display do rádio era verde e o azul típico dos painéis da Hyundai não se repetia ali. Mas o odômetro e o conta-giros são iguais aos do Elantra, mas sem detalhes cromados. O desenho da parte superior do painel lembra mais o de outro sedã, o Azera, ou o do Veloster, modelo que também caiu nas graças de consumidores brasileiros, com saídas de ar mais compridas, acompanhando as linhas.

O plástico rígido predomina no painel e nas portas, mas é de toque agradável. Assim como o tecido dos bancos. Enquanto o preto é a cor principal, o teto é um cinza claro, os bancos, cinza escuro. O volante possui ajuste de altura e profundade, o que conta como uma vantagem em relação a boa parte dos concorrentes. O banco do motorista tem ajuste de inclinação. O freio de mão divide espaço com um porta-copos, o que o deixa mais perto do banco do motorista, mas não chega a incomodar - pelo menos quando se precisa dele só para sair ou parar o carro, pois, na pista, não havia possibilidade de encarar uma rampa.

Impressões (bem curtas) na pista
A montadora disponibilizou carros nas 3 versões para um curto percurso na pista de testes da fábrica. Era duas retas longas e quatro curvas principais em um trajeto totalmente placo e com asfalto perfeito -a parte da pista que oferece pisos diferentes estava fechada. Cada carro circulava sozinho, não sendo permitido mais de um no circuito ao mesmo tempo. Como nesse contexto qualquer carro tem a obrigação de ir bem, as primeiras impressões do HB20 foram positivas.

O 1.0 conta com motor de 3 cilindros, o mesmo que equipa o Kia Picanto, o que lhe deixa com mais vibração e um barulho mais forte nas acelerações. O som vaza na cabine, mas não chega a ser um grande incômodo -e há que se considerar o barulho da camuflagem sobre o carro.

A potência do motor não foi revelada: a Hyundai limita-se a dizer que é 5% maior que a dos motores da concorrência -para efeito de comparação, o Gol 1.0 tem 76 cavalos quando abastecido com etanol, mesmo combustível usado nos carros testados; no Picanto, o motor tem 80 cv. Acelerando na reta, o bloco responde bem, chegando sem muito reclamar a pouco mais de 120 km/h. O 1.6, como esperado, esbanja mais fôlego.

O câmbio mecânico tem bom acerto, com engates fáceis e precisos. O automático, no entanto, bem que poderia ser o do Soul e do Cerato, de 6 marchas, mas aí é sonhar alto -e caro demais. A Hyundai diz que vai esperar para ver aceitação dessa versão pelo consumidor brasileiro para considerar se evoluiu, pelo menos, para a transmissão de 5 marchas.

G1
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