RSS
Twitter
WhatsApp do Portal AZ86 9981.8563
Busca

Marcelo Castro deixa ministério depois de anunciar licitação

27/04/2016 • 15:52
Por Bruno Santiago, de Brasília

(Atualizado às 21h20)
 
O deputado federal Marcelo Castro deixou nesta quarta-feira (27) o cargo de ministro da Saúde. Seu pedido de exoneração já estaria pronto para ser entregue à presidente Dilma. Curiosamente, Castro deixa o ministério um dia após o anúncio da realização de licitação de mais de R$ 12 milhões na sua Pasta.
 

Segundo o apurou o G1, a assessoria do Ministério da Saúde informou que o ministro Marcelo Castro esteve na noite desta quarta no Palácio do Planalto, onde entregou sua carta de demissão ao chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff, ministro Jaques Wagner.
 
Eleito deputado federal pelo PMDB-PI em 2014, ele se licenciou do mandato e estava no comando da Saúde desde outubro do ano passado.

Em março deste ano, o PMDB decidiu romper com o governo da presidente Dilma Rousseff e entregar os cargos no Executivo, mas Castro permaneceu.

Semana passada o acreditado colunista Claudio Humberto chegou a denunciar que servidores do Ministério da Saúde haviam relatado aos órgãos de controle um ‘frenético’ ritmo de assinatura de contratos e antecipação até de gastos que estavam previstos somente para o segundo semestre.

Já o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, destacou que um dos últimos atos de Marcelo Castro como ministro da Saúde seria a licitação marcada para terça-feira (26), no valor de R$ 12 milhões, onde seria escolhida a agência de propaganda que fará os comerciais da campanha de vacinação contra a pólio.

Só que a vacinação, segundo destaca Lauro Jardim, ocorrerá em setembro, portanto, daqui a cinco meses.

Jardim chegou a antecipar que, entre as agências concorrentes, (Calia, Lowe, Agnelo), a favorita seria Propeg.

Para não perder a boquinha federal, Marcelo aceita até presidir a Caixa

11/04/2016 • 12:30
Bruno Santiago *

O Ministro da Saúde, o deputado Marcelo Castro (PMDB) está sendo cogitado pelo Palácio do Planalto para assumir a Presidência da Caixa, ou continuar no ministério, caso migre para o PP. A estratégia é para garantir a fidelidade dos aliados na tentativa de barrar o processo de impeachment e evitar o término prematuro do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O problema é que, para assumir um órgão da administração indireta, como a Caixa, Marcelo tem que renunciar ao mandato.
 


A essas alturas, sob ameaça inclusive de ser expulso do PMDB, por desobedecer as determinações do partido, Marcelo Castro aceita tudo. Afastado da medicina por 30 anos, ele chegou a se autodenominar "especialista em estradas', quando carreava recursos federais, notadamente de emends parlamentares, para seu cunhado, Sebastião Vitor, o Tião Sorriso, gastar em reparos das estradas federais, através do Dnit, órgão que comandou por mais de dez anos no Piauí. A maioria das obras era construída pelas construtoras dos irmãos e parentes de Castro.

Segundo reportagem do Correio Brasiliense, em alguns casos, por exemplo, a ação de cooptação dos partidos para garantir os votos contra o impeachment é feita de maneira conjunta. Juntos, PR, PP e PSD, legendas mais assediadas pelo Executivo no Congresso, conseguiram, com base em dados levantados pelo Siafi até 5 de abril e levantados pela liderança do DEM no Senado, receberam R$ 12,2 milhões de restos a pagar represados desde 2012.

As três legendas conseguiram mais recursos que o PMDB, maior bancada da Câmara, e o PSDB, principal legenda da oposição. Em números brutos, o PMDB, que desembarcou do governo há quase duas semanas — embora seis dos sete ministros estejam entrincheirados nos respectivos cargos —, arrecadou R$ 10,8 milhões. Já o PSDB conseguiu abocanhar R$ 8,43 milhões. Os três novos queridinhos do governo só ficam atrás do partido da presidente, o PT, que recebeu R$ 24,97 milhões.

Mas o PP, que sozinho conseguiu R$ 4,15 milhões em restos a pagar, não tem apenas as emendas como mimos. Maior bancada aliada após a saída do PMDB, com 40 deputados, os pepistas devem levam o Ministério da Saúde, com o deputado Ricardo Barros (PR); todos as estatais e autarquias envolvendo o Ministério da Integração Nacional, incluindo o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).



*Com informações do Correio Brasiliense

Piauí é o Estado com menor número de deputados pró impeachment

10/04/2016 • 15:21
Por Lauro Jardim*

Um levantamento da Consultoria Bites revela a posição dos deputados em relação ao impeachment. Dados inéditos dessa pesquisa mostram a proporção estado por estado.

O que tem, proporcionalmente, mais parlamentares a favor do impeachment de Dilma Rousseff é o Espírito Santo, com 80%.

Em seguida aparecem Goiás, com 76,5%, e Amazonas e Santa Catarina, empatados, com 75%.

Entre os contrários ao impedimento, o Piauí lidera, com 50%, seguido do Acre, com 37,5%, e do Ceará, com 36,4%.

Jorge William

Porém, nem todos se decidiram ainda. O Amapá apresenta a maior fatia de deputados indecisos: 75%. Enquanto em Alagoas, o valor é de 66,7%, e em Sergipe, de 50%.

Os pró-impeachment são maioria nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. Em São Paulo, o grupo corresponde a 71,4%; em Minas Gerais, são 58,5%; e no Rio, são 45,7%.

Em toda a Câmara, são 275 deputados a favor, 118 contrários e 120 indecisos.


*O Globo

Em debate de 13 horas, 39 deputados defenderam o impeachment e 21 contra

09/04/2016 • 09:02
Ao todo 61 deputados discursam. A maioria, 39 deles, defenderam o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO),  que sugeriu o prosseguimento do processo de impeachment, praticamente o dobro dos que se posicionaram contrários (21) e um indeciso. Cada deputado membro da comissão teve 15 minutos para defender sua posição, enquanto os não membros falaram por dez minutos.

Brasília - O deputado Carlos Sampaio (E) e o presidente da comissão, Rogério Rosso, analisam o parecer que pede o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)No total, havia 116 deputados inscritos para discursar. Os que não falaram desistiram ou foram embora antes de serem chamados pela presidência da comissão.

Com mais de 11 horas de sessão, o presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), tentou reduzir o tempo de fala já que o horário limite estabelecido inicialmente, 3h de sábado, já havia sido ultrapassado. A proposta, contudo, não foi bem aceita.

Conforme o estabelecido pelos líderes, a ordem de inscrição dos oradores obedeceu a alternância entre favoráveis e contrários ao impeachment. No entanto, depois das 3h todos os governistas inscritos já haviam falado e a lista seguiu com discursos apenas daqueles que defendiam o impeachment. Pouco antes, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sugeriu o encerramento da reunião, proposta que foi rechaçada pelos oposicionistas.

Impeachment x Golpe
Para o deputado Laudivio Carvalho (SD-MG), está claro que o impeachment não caracteriza “golpe” como têm sugerido os governistas. “Mesmo que o governo venha insistindo em denominar de golpe, tenho que dizer com todas as letras: não é golpe, é impeachment! O que não faltam são indícios de má conduta; as pedaladas fiscais são apenas o começo, a população clama por mudança, a presidente perdeu a confiança do povo e governa na corda bamba”, disse.

A tese foi rebatida pelo petista Paulo Teixeira (SP).  “Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”. “A acusação é vazia e partidária”, reforçou o deputado  Carlos Zaratini (SP). “Toda vez que se derrubou um governo popular não foi no debate político, mas por meio do denuncismo. Foi assim com Getúlio Vargas, foi assim em 1964, foi assim com Juscelino Kubistchek. A oposição quer dar um golpe, tomar o poder sem voto. Quer fazer da votação no plenário uma eleição indireta”, acrescentou Zaratini.

Decepção
Para a deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), Dilma decepcionou várias mulheres brasileiras. “Entristece-me saber que não temos uma representante que merecemos”, disse. O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) disse que os fatos contidos na denúncia justificam o afastamento de Dilma.

“A defesa [da presidenta] diz que sempre ocorreram as pedaladas fiscais e não ocorreram em 2015. Mentira. Em dezembro de 2015 havia um saldo de R$ 55,6 bilhões em pedaladas. O governo se beneficiou de financiamento ao longo do ano e a prova é que o governo pagou juros sobre isso. Se deve, paga juros. É óbvio que é uma operação de crédito”, disse Nascimento.

Inconstitucional
O deputado Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade – RJ) disse que a tentativa de impeachment da presidente pelo “conjunto da obra” não está previsto na Constituição. “Procurei muito na Constituição essa expressão 'pelo conjunto' da obra e não encontrei. Quem julga pelo conjunto da obra é o eleitor. Se se trata de crime de responsabilidade, é preciso verificar se os tipos penais estão presentes”.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também contestou a tese do impeachment. “Uma presidenta não pode ser afastada por ter baixa popularidade. Isso é muito pouco”. A deputada rebateu as críticas feitas ao seu partido. “Não me envergonho de ser do PT, nem de apoiar a presidente Dilma, nem do pão com mortadela. A simbologia da mortadela é porque essas pessoas jocosas não sabem que este governo foi capaz de incluir 37 milhões de miseráveis.”

Autor de um dos três votos em separados apresentados à comissão do impeachment, Weverton Rocha (PDT-MA), rebateu o parecer do relator da comissão. “Autorizar o gasto não indica que ele se realizará. Importante salientar que a abertura de créditos suplementares não pôs em risco o atingimento da meta”.

Povo iludido
Para o deputado Izalci (PSDB-DF), a presidente e o PT “iludiram” o povo. “O povo foi iludido com propostas demagógicas, acabaram com o sonho da nossa juventude, acabaram com o Pronatec, com o Fies e com o Ciências sem Fronteira. Com essa irresponsabilidade do governo ressuscitaram a inflação, maior mal que existe para o trabalhador. Além da inflação, ressuscitaram o desemprego. Não haverá golpe, haverá impeachment e ele tem que ser já, para o bem do país”.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MT) defendeu o impeachment e criticou a defesa da presidenta. “A defesa da Dilma é alicerçada em mentira, mentira, mentira. O ministro José Eduardo Cardozo veio aqui e apresentou uma defesa vazia. Se a Dilma é honesta, ela é incapaz”.

Votos no plenário
Para o vice-líder do governo, deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE), não há como o governo vencer a disputa na comissão. Contudo, ele garantiu que os oposicionistas não terão os votos suficientes para aprovar a admissibilidade do impeachment no plenário da Câmara.

“Aqui na comissão nós já perdemos. Mas ele não têm força de painel [no plenário]. Vocês, que acreditam na democracia, fiquem tranquilos que eles não colocarão 342 votos no painel no próximo domingo. Aqui, podem ganhar. O governo está fazendo seu papel aqui, eles vão ter a ilusão que ganharam, mas esqueceram de combinar com os russos. Dilma não vai cair, porque não é corrupta, tem um partido e base social”, disse Costa.

Debate tranquilo
Apesar da polarização, os debates na comissão transcorreram sem grandes acirramentos. Em alguns poucos momentos, no entanto, os ânimos se exaltaram e houve bate-boca. Em um dos casos, os deputados Silvio Costa (PTdoB-PE) e Danilo Forte (PSB-CE) trocaram ofensas. A confusão, entretanto, foi rapidamente contornada pelo comando da comissão.

A próxima reunião da comissão está marcada para a próxima segunda-feira (11), às 10h, quando o relator Jovair Arantes fará a réplica. Na ocasião, os 27 líderes partidários poderão fazer comentários acerca do parecer e orientar suas bancadas. Também será aberto espaço para as considerações finais da defesa da presidenta. A votação do relatório na comissão está marcada para ter início às 17h da segunda-feira.

Leia aqui porque a reunião da Comissão do Impeachment começou na noite de sexta-feira e foi até a madrugada de sábado.


Agência Brasil

Comissão do Impeachment começa hoje discussão do relatório

08/04/2016 • 12:05
A Comissão Especial do Impeachment começa hoje, às 15 horas, a discutir o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou ontem que os trabalhos poderão se estender pela madrugada de sábado e que não será convocada nova reunião até segunda-feira (11), data da votação do parecer.



Antes da reunião, Rosso se reúne com os líderes partidários para tentar um consenso quanto aos procedimentos. O funcionamento da comissão no final de semana tem gerado divergências entre os parlamentares.

Segundo Rogério Rosso, todo esforço é no sentido do cumprimento do prazo para a emissão do parecer pela comissão, que vence na próxima segunda-feira.

Confira a íntegra do relatório do deputado Jovair Arantes


Câmara Federal
  1. «
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. »
portal az - Informação de Verdade
Todos os direitos reservados © 2000 - 2016