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12/08/2009 - 14:49 - Da Redação do Portal AZ

Sem Rentabilidade

Após matéria da revista Época, Brasil Ecodiesel estuda fechar no Piauí

- Na foto de Ricardo Stuckert, datada de 04/08/2005, o presidente Lula participa da colheita da mamona que será utilizada na produção de Biodiesel na Unidade de Produção Comunitária Santa Clara. Ao seu lado, em pé, o governador do Piauí, Wellington Dias, e o ministro da Agricultura Miguel Rossetto

- Prejuízo da empresa, que tinha o apoio do governo estadual e federal, afeta também cerca de 600 famílias, que ficarão como nau à deriva


O fiasco chamado mamona
A empresa Brasil Ecodiesel estuda fechar temporariamente sua sede no Estado do Piauí, por conta da não rentabilidade e das inúmeras denúncias, entre elas, de desrespeito para com os trabalhadores. O mesmo pensamento na cúpula da empresa paira também sobre a unidade do Ceará. No território cearense, a Brasil Ecodiesel é acusada de poluir o rio Poti, que também banha território piauiense.

Esta semana, através da revista Época, em matéria assinada por Ricardo Mendonça, que visitou a cidade de Canto do Buriti (PI) para fazer a reportagem, o Brasil tomou conhecimento de uma promessa feita com pompas em território piauiense pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva - com a presença do governador Wellington Dias e ministeriáveis-, mas que não foi concretizada. O título do texto é "O fiasco do petróleo verde".

"Pequenos agricultores que apostaram na mamona estão na miséria. A empresa-símbolo do biodiesel quase faliu. E Lula deixou de insistir tanto no assunto", diz o subtítulo. "O assentamento Santa Clara, que também recebeu apoio do governo do Piauí, nasceu como o mais ousado projeto de plantação de mamona do país. Em 2004, o governo do Piauí cedeu uma área de 18.000 hectares para a empresa Brasil Ecodiesel fazer uma espécie de reforma agrária privada no local", diz o texto.

"A empresa distribuiu lotes de 8 hectares para 610 famílias, deu uma pequena casa para cada agricultor e assinou contratos de parceria. As famílias receberiam sementes, insumos, assistência técnica e um adiantamento mensal de R$ 250 por seis meses. Em troca, entregariam a colheita, que no final seria transformada em biodiesel. Após dez anos de trabalho nesse regime, receberiam a posse definitiva da terra", continua.

Uma outra 'Guaribas' no Piauí
A revista também denuncia que quatro anos depois da visita presidencial o "palco" é completamente outro. "A região é frequentemente apontada como palco de denúncias graves, como exploração de trabalho infantil, prostituição, desmatamento e produção ilegal de carvão. Hoje, cerca de 600 famílias continuam assentadas, mas a maior parte dos terrenos está ociosa. As plantações de mamona produziram bem abaixo do esperado", escreveu  Ricardo Mendonça.

"O certo é que a Ecodiesel estimava 1.200 quilos por hectare, mas o resultado médio nunca passou de 400 quilos por hectare. Atrasos nas plantações, má qualidade das sementes, falta de apoio técnico e pragas são as explicações mais ouvidas. Aos poucos, a cultura foi sendo abandonada", acrescenta.
 
"O que era apresentado como o pioneiro projeto econômico e de inclusão virou um grande problema social", disse à Época, Dionísio Carvalho, da Rede Ambiental do Piauí.

A ação da Brasil Ecodiesel foi lançada em 2006 a R$ 12,00. Na semana passada custava R$ 0,83. Uma queda equivalente a 93%.

Mamona é cara
"Para especialistas do mercado de biodiesel, um dos fatores que invibializam a mamona, paradoxalmente, é a qualidade de seu óleo, que tem aplicação nobre no setor químico. 'A mamona ainda é cara por três motivos: baixa produtividade, baixa produção e demanda forte para outras finalidades, como produção de cosméticos, tintas e até combustível de foguetes', diz Arnoldo Campos, coordenador do programa de biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Leia mais sobre o Caso:

Crise
Unidade da Brasil Ecodiesel continua sem contratos desde janeiro




Comentários

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anjo45@uol.com.br

12/08/2009

20:05

Para continuar a ter obras como essa vote Dilma - vote PT

 

robcaland@hotmail.com

12/08/2009

20:01

Com humildade se chega a resultados mais honestos, reais. O governo petista vem fazendo a diferença em muitas setores, estávamos precisando disso a muito tempo, décadas. O problema é a impáfia da maioria de seus representantes, que tudo anuncia como se fosse a descoberta da roda, como sendo o grande diferencial em tudo. Parece que não fazem um estudo mais aprofundado, consultando técnicos dos mais variados, e ficam achando que somos tolos e que acreditamos em tudo o que é divulgado. Um exemplo disso tudo são os fertivais que acontecem no Piauí. O de Campo Maior, aquele gastronômico, foi um fiasco. Fui lá prestigiar e o que vi: as ruas da cidade em calamidade, falta de opção, nenhuma orientação de turismo ecológico e os restaurantes sem aceitar cartão de crédito, o que é um atraso. Em grandes cidades até camelô aceita cartão. Isso sem falar no restaurante mais badalado de lá, ruim e de péssimo atendimento. Então não basta dizer que realiza, é necessário dar infra estrutura mínima para o funcionamento. Vivemos de febres e, espero, que a relação políticos - povo seja mais realista, quem tiver ideias que anuncie, para as mentiras e as invencionices o povo tem que dar um basta, caso contrário não cresceremos jamais.

 

maxcaribenho@hotmail.com

12/08/2009

17:46

xxxxxxxxxxxxxxx

 

sincero@hotmail.com

12/08/2009

17:45

Esse governo do PT faz descaso com a agricultura brasileira, esse governador do piaui é um burro em relação a isso junto com seu secretario de agricultura é tao tal que observe a emater aqui do estado

 

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