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Bolsas dos EUA caem por temores sobre alta de juro

23/05/2016 • 18:39
Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram em queda nesta segunda-feira (24), com a alta das ações da Apple sendo insuficiente para compensar preocupações de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa aumentar as taxas de juros num ritmo mais acelerado.

O ritmo de aumento de juro pelo Fed é um grande foco entre investidores, que têm se beneficiado dos historicamente baixos custos de empréstimos desde a crise financeira de 2008.

O índice Dow Jones teve variação negativa de 0,05%, a 17.492 pontos, o S&P 500 recuou 0,21%, a 2.048 pontos, e o Nasdaq Composite perdeu 0,08%, para 4.765 pontos.

As ações da Apple subiram 1,27% após o "Economic Daily News", de Taiwan, noticiar que a empresa pediu a fornecedores que produzam mais de sua próxima geração de iPhone que o esperado anteriormente.

G1

Bovespa fecha em baixa pela quinta sessão seguida

23/05/2016 • 17:35
A Bovespa fechou em queda nesta segunda-feira (23), fechando cinco pregões seguidos no vermelho e diante da repercussão da divulgação de conversa gravada do ministro do Planejamento, Romero Jucá, na qual ele sugere que uma troca no governo federal resultaria em 'pacto' para frear os avanços da operação Lava Jato.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem afirmou, no título, que a Bovespa fechou em queda pela quarta sessão seguida. Na verdade, foi a quinta queda consecutiva. O texto foi corrigido às 17h18)

O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 0,79%, aos 49.330 pontos.

No mês de maio, a bolsa recua 9,8%. Em 2016, acumula valorização de 13,7%.

Perto do fechamento, a Petrobras operava em baixa, perdendo quase 5% nas ações preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos), em meio à queda dos preços do petróleo. Nesta segunda, o Conselho de Administração da empresa avalia a indicação de Pedro Parente para a presidência da estatal, no lugar de Aldemir Bendine.

Já a Vale tinha alta quase 2% nas ordinárias (que dão direito a voto em assembleias da empresa), mesmo com a queda dos preços do minério na China.

Segundo a Reuters, a queda desta segunda reflete a repercussão negativa de notícias envolvendo o ministro do Planejamento, Romero Jucá.

Gravações obtidas pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostram Jucá sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um "pacto" para tentar barrar a Operação Lava Jato. À TV Globo, Jucá disse o “pacto” a que ele se refere seria para destravar a crise, e não um acordo para barrar a Operação Lava Jato.

Profissionais do mercado financeiro entendem que tal notícia pode tirar apoio do atual governo, dificultando a aprovação de medidas essenciais para o país. "A leitura é de que isso vai atrapalhar muito a gestão do (presidente interino) Michel Temer e pode impactar votações no Congresso", disse à Reuters o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez DTVM.

No cenário externo, os preços do minério de ferro no mercado à vista da China caíram 5,4% nesta segunda-feira e tocaram o menor patamar desde meados de março, em meio a uma fraca demanda por aço na China, segundo a Reuters.

Semana passada
A Bovespa fechou em queda pela 4º dia seguido n sexta-feira (20). O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 0,82%, aos 49.722 pontos.

G1

Bayer faz proposta de US$ 62 bilhões pela Monsanto

23/05/2016 • 15:37
O grupo alemão Bayer revelou nesta segunda-feira (23) uma oferta de US$ 62 bilhões (55 bilhões de euros) para assumir o controle da produtora americana de grãos transgênicos Monsanto, uma operação que criaria a líder mundial do setor de pesticidas e adubos.

Bayer faz proposta de US$ 62 bilhões pela Monsanto (Foto: Marco Bello/Reuters/Arquivo; Brendan McDermid/Reuters/Arquivo)

 "A Bayer fez uma oferta em dinheiro por todas as ações da Monsanto a US$ 122 por ação, por US$ 62 bilhões", anunciou o grupo químico-farmacêutico germânico.

A Bayer, fabricante dos criticados pesticidas chamados de "assassinos de abelhas", havia anunciado na quinta-feira, sem revelar detalhes, que estava em contato com a Monsanto, fabricante de glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup usado em muitos de seus grãos transgênicos.

A proposta
A empresa alemã explicou que a proposta representa um aumento de 37% em comparação à cotação do título da Monsanto na véspera da oferta, em 9 de maio, apesar de o grupo com sede em Saint-Louis ter registrado desde então uma valorização importante graças aos boatos sobre os contatos de fusão/aquisição.

A operação permitirá "criar uma empresa líder no setor da agricultura, com capacidades excepcionais de inovação, em benefício dos agricultores, de nossos funcionários e das comunidades onde estamos presentes", afirmou o presidente da Bayer, Werner Baumann, que assumiu o comando do grupo em 1º de maio.

A Bayer espera obter com a operação uma economia de 1,5 bilhão em três anos e registrar um aumento do lucro de 5% no primeiro ano e de pelo menos 10% nos seguintes.

O setor agroquímico da Bayer registrou queda nas vendas nos últimos meses.

A Monsanto também sofre uma queda nas vendas das sementes transgênicas.

Ao mesmo tempo, a empresa foi afetada na Europa pela polêmica sobre o glifosato, um produto criticado pelas organizações ecológicas.

O Greenpeace organizou no fim de semana protestos em vários países para exigir a proibição dos pesticidas e dos organismos geneticamente modificados (OGM).

Impactos
A fusão Bayer-Monsanto confirmaria a consolidação do movimento no setor, com a fusão em curso entre as americanas Dow Chemical e DuPont, assim como a do grupo suíço Syngenta com a chinesa ChemChina.

Analistas apontam que a Bayer, possivelmente, terá de acelerar sua saída da Covestro, produtora de plásticos controlada pela empresa, ou vender sua divisão de saúde animal para compor a estruturação financeira do acordo.

De acordo com a Bayer, a aquisição impulsionaria em cerca de 5% o lucro líquido da empresa no primeiro ano, chegando a dígitos duplos nos anos seguintes. A combinação também ofereceria uma sinergia de US$ 1,5 bilhão em três anos.

A empresa aponta ainda que os portfólios são geograficamente complementares, com presença forte da Monsanto no mercado de sementes na América do Norte, enquanto a Bayer tem mais atuação no mercado de agrotóxicos e insumos na Europa e Ásia.

A empresa alemã, entretanto, já antecipa que o negócio deverá passar pela análise por agências reguladoras, especialmente na Europa. A Standard & Poor's avalia que "pode haver dificuldades junto a reguladores, já que o poder de barganha do fornecedor deverá crescer substancialmente após o acordo".

G1

Mercado financeiro sobe estimativa de inflação para este ano

23/05/2016 • 15:07
Os economistas dos bancos subiram sua expectativa para o comportamento da inflação neste ano, ao mesmo tempo em que passaram a prever uma retração menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, segundo pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (23), o relatório Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.

A previsão do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 7% para 7,04% na semana passada. Com isso, a taxa prevista permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,51% em abril para de 0,86% em maio. A taxa é a maior para o mês de maio desde 1996, quando o IPCA-15 registrou alta de 1,32%.

 Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 5,5% na última semana, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% - fixado para 2017 - mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.

O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto
No caso do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado passou a prever uma contração de 3,83% para o nível de atividade, contra a estimativa anterior de um "encolhimento" de 3,88% em 2016.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Se a expectativa dos analistas se confirmar, a situação da economia brasileira terá piora neste ano frente à retração registrada em 2015, que foi de 3,8%, e o PIB terá o maior "tombo" desde 1990 - quando recuou 4,35% - ou seja, em 26 anos.

Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.

Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras mantiveram a previsão de uma alta de 0,5%, informou o BC.

Taxa de juros
O mercado financeiro baixou a estimativa para a taxa básica de juros no final este ano de 13% para 12,75% ao ano. Isso quer dizer que o mercado acredita em uma redução maior dos juros básicos da economia nos próximos meses. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano.

Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros baixou de 11,50% para 11,38% ao ano - o que pressupõe uma queda maior dos juros também no ano que vem.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.

As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,70 para R$ 3,67. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 3,90 para R$ 3,88.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 48 bilhões para US$ 49,6 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit permaneceu inalterada em US$ 50 bilhões.

Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil avançou de US$ 58,5 bilhões para US$ 59,3 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu inalterada em US$ 60 bilhões.

G1

Meirelles diz que anuncia amanhã medidas legislativas e administrativas

23/05/2016 • 12:10
Depois de analisadas as contas públicas pela nova equipe econômica do governo do presidente em exercício Michel Temer, serão anunciadas na manhã desta terça-feira (24) medidas que visam, principalmente controlar as despesas públicas e retomar o crescimento da economia, em última instância. Na manhã desta segunda-feira (23), o ministro da Fazenda Henrique Meirelles garantiu que as propostas passam tanto pelo campo administrativo quanto legislativo.

“Nós estaremos trabalhando de hoje para amanhã. Serão longas 24 horas. Gostaria de dizer que a ideia é um plano de voo, de direção, com medidas que tenham efeitos plurianuais e que tenham impactos permanentes, que não estejamos só focando no resultado desse ano, do próximo. Devemos dar uma linha de ação que, em sendo aprovada pelo Congresso, tenhamos uma grande segurança por parte da sociedade, dos analistas, dos bancos, de todos.”

'Realismo fiscal'
Na última sexta-feira, o governo federal anunciou que enviará ao Congresso Nacional nesta semana uma proposta que prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Se confirmado, será o pior resultado da série histórica, que tem início em 1997.

Entenda a atual situação das contas públicas e possíveis medidas

Meirelles reconheceu que essa estimativa é resultado de um trabalho “duríssimo” e que não teve apenas como objetivo prever o déficit deste ano ou do próximo, mas sim, foi “resultado de um cuidadoso realismo fiscal”.

Situação séria e grave
“Evidentemente, existem doses de incerteza no processo, desde a evolução da arrecadação até questões mais pontuais, por exemplo: qual será o efeito da lei de regularização de capitais, quanto, de fato, vai entrar, qual será a arrecadação... a questão da dívida dos estados e uma série de outras coisas...existe número grande de restos a pagar...que estão sendo escrutinizados e apurados em detalhe. Mas o que houve foram blocos de estimativas das mais rigorosas possíveis e muito cuidadosas de maneira que possa-se, de fato, divulgar um número que seja uma plataforma mais sólida para tomada de providências e ação", destacou.

O ministro reforçou que avaliação de que a situação é séria, grave, mas que existe muito potencial de crescimento, já que o Brasil é um país que oferece muitas oportunidades, segundo Meirelles.

“Não há dúvida de que partimos de uma situação que, em primeiro lugar, é essa questão da conta fiscal, que é crítica e importante de ser solucionada", disse;

Caso nada fosse feito, e a evolução das contas continuasse em expansão, Meirelles sugeriu que a relação da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB) superaria 80% em alguns anos, se aproximando do dobro da média de países emergentes.

“A situação chegou a tal ponto que corremos risco de descumprimento da regra de ouro: a emissão de dívida para quitar despesas correntes. Isso de fato é uma regra de ouro que precisamos reestabelecer na economia brasileira e nas finanças.”

Para o futuro, com a implementação das medidas, Meirelles vislumbra a volta da confiança das famílias, dos empresários e do mercado, a retomada do investimento, do emprego e, em consequência, a recuperação da arrecadação tributária.

“É importante porque todo processo de ajuste será facilitado por uma arrecadação que seja crescente. O processo começa por um controle rígido e rigoroso das despesas. Aumento da arrecadação é consequência do processo, mas não como pressuposto de saída do processo. Isso tem de ficar claro.”

G1
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