15/07/2008 - 08:33
Prefeitura de TeresinaParticiparam desta entrevista: Ana Cândida Martins, Flávia Rocha e Leilane Nunes
Fotos de Dantércio Cardoso
O Portal AZ inicia hoje (15) a série de entrevistas com todos os candidatos à Prefeitura de Teresina. O primeiro a responder aos nossos questionamentos é o petista Nazareno Fonteles. O candidato atacou a administração de Sílvio Mendes e disse por que se considera a melhor opção para Teresina. Veja a entrevista na íntegra:

Foram feitas pesquisas e 71% das pessoas entrevistadas esperam que o novo prefeito aumente a geração de emprego e renda. Como o senhor vai fazer isso?
A gente reconhece que a relação de trabalho, emprego e renda (é bom colocar sempre as três palavras porque a gente entende que dá idéia só de concurso público, principalmente nas empresas maiores). Eu acho que o empreendedorismo é cada vez mais importante porque ajuda as pessoas a desenvolverem seu potencial e não ficarem só esperando a oportunidade de serem indicados para um cargo. E a micro e pequena empresa tem sido grande geradora de emprego e renda. Inclusive passou até agora pelo Congresso Nacional, deve ser aprovado nas comissões, o Promur. É um programa para o micro empreendedor urbano, é uma espécie de Pronaf urbano. Enquanto o governo federal não aprovar, nós vamos fazer uma espécie de embrião, onde o empreendedor informal, como a costureira, o camelô, pode ter incentivo de mil a 6 mil reais, que pode chegar até 9 mil reais se tiverem dois ou mais profissionais juntos, porque nós queremos incentivar o cooperativismo. Esse é um caminho também para chegar à formalidade e ouvir a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa ou então incentivar o cooperativismo. Isso viabiliza uma economia mais partilhada, que é o que a gente defende.
Nazareno diz que quer uma “Teresina solidária”
Um segundo ponto é que a gente acha que Teresina sempre foi muito pensada só, e não como região. Então nós queremos, por exemplo, desenvolver um programa de capacitação para os agricultores familiares, mas não só em Teresina, mas também no território Entre Rios, já pegando várias outras cidades que estão nesse território. O Piauí está dividido em 11 territórios e esse é um deles. De Timon, chegando até Caxias. Nós pensamos numa Teresina solidária, porque isso gera emprego e renda, como está previsto nos últimos estudos da Pesquisa Mundial de Alimentos. Como o Brasil tem condições de produzir alimentos para si e para os outros, e o Piauí tem muita terra, pouca gente e muita água, se soubermos fazer a capacitação para melhorar a produtividade de grãos, do caju, por exemplo, principalmente do caju anão, desenvolver nossa cajuína, que é uma coisa boa, e produtos que hoje a Cozinha Brasil já faz, que é usado não só para os produtos doces, mas também para os salgados, tipo hoje se faz com a soja. Nós queremos incluir isso na merenda escolar, de forma que o pequeno produtor gere emprego e renda, para fazer com que os produtos sejam comprados a partir da agricultura familiar local.
Eu estou defendendo o projeto do presidente Lula, fui até indicado para ser relator mas isto ainda não aconteceu, talvez por um atraso na indicação da comissão especial, que é, ao se estender a merenda escolar para o ensino médio no país inteiro, se propõe uma reserva de no mínimo 30% da aquisição dos produtos da merenda escolar para o pequeno agricultor familiar local.

Dentro do ponto que traz a pesquisa, sobre trabalho e renda, a atual administração diz que tem buscado solucionar isso através da Fundação Wall Ferraz, que oferece qualificação profissional e crédito para o pequeno empreendedor. O senhor acha que isso persiste dentro da população porque não se avança? O que o senhor acha?
Eu acho que o PSDB tem tido uma visão muito pequena das coisas. Quando eu usava às vezes o termo maquiagem e as pessoas podem achar que é um termo forte. Porque quando eu digo maquiar é falar que resolve e não resolve. Você vê o Banco do Povo. Não é como o Banco do Povo em várias administrações nossas. Nós queremos fazer isso com o Banco do Povo, para atingir milhares de pessoas. A Fundação Wall Ferraz fica fazendo os consertos aqui e acolá, mas ninguém vê impacto, não treina pelo cooperativismo, não dá soluções para entrar, por exemplo, uma incubadora, o que poderia ser feito em parceria com as universidades, Uespi e Ufpi, mas o Cefet poderia contribuir nisso como é feito em outros estados, incubadora de micro e pequenas empresas inclusive na área tecnológica. Outra área que nós queremos valorizar na geração de emprego e renda é na inclusão digital.
Aqui nós temos alguns talentos, gente que já foi premiada pelo Google. Um jovem, inclusive que já teve contato com meu filho, o Rafael. Ele foi premiado em maio. Um jovem talento que a gente não vê nem ser divulgado. Então nós temos talentos como tem Pernambuco, como tem em Campinas, em São Paulo. Essa área é uma área que permite você produzir aqui para uma empresa nos Estados Unidos, na Índia, e dentro da sua casa. Isso gera emprego e renda para Teresina.
Então, eu acho que a gestão do PSDB e do DEM tem esse lado raquítico, que se a gente for olhar é uma herança. O Fernando Henrique, por exemplo. Olha o Pronaf do Fernando Henrique. Era 2 bilhões e pouco. Agora passou para 12, para 13 e já vai para 14 bilhões. Olha o Bolsa Escola no Fernando Henrique. Vem para o Lula, é Bolsa Família, é Bolsa Escola, atingindo 11 milhões de famílias, quer dizer, universaliza. A gente tem esse cuidado de atingir para mudar. Por isso no governo Fernando Henrique não teve geração de emprego e renda. Só Lula já gerou mais de 10 milhões de empregos. Não teve diminuição de desigualdade olhando o governo como um todo e no nosso teve de forma permanente. Mais de 25 milhões de pessoas ultrapassaram a linha da pobreza.

Esse termo maquiagem, "faz de conta", vale para a administração inteira?
Olha, se a gente for olhar alguns pontos, isto é quase geral. Por exemplo, o transporte. Você imagine o que é uma gestão que diz que conhece Teresina, que faz crítica aos outros candidatos que diz que não conhece Teresina, como é que você conhece Teresina, tem 20 anos em Teresina? E o Estatuto das Cidades é de 2001 e diz que cidades que tem mais de 500 mil habitantes têm que ter plano de transporte e você passa sete anos, duas administrações e vem na véspera da eleição apresentar um plano de transporte não incluindo metrô, não incluindo a zona rural, não pensando a Rede Integrada de Desenvolvimento Econômico de Teresina? Isso é maquiagem, é demagogia, é usar de mecanismo de curto prazo para ganhar o poder ou permanecer no poder. A ponte, por exemplo, que liga a Frei Serafim a João XXIII, tem 20 anos que esse pessoal está aí e porque não fizeram? Você propõe uma ponte de 80 milhões de reais e não tem a idéia de alargar a ponte da Frei Serafim? Eu coloquei 20 milhões para a ponte Mocambinho-Pedra Mole. Quando o Heráclito ia fazer a ponte do Poti, você sabia que a preferencial era a ponte Mocambinho-Pedra Mole? Maior maquiagem está na área de saúde porque o atual prefeito teve quase 10 anos como secretário, agora com 4 anos como prefeito, o projeto do Pronto Socorro é do tempo do Heráclito Fortes, o governo Federal e o estadual fazem sua parte, e não está preparado para funcionar. Isso é ou não falta de planejamento, falta de compromisso com a saúde? Sem falar que os hospitais regionais que tinham planejamento do tempo de Wall Ferraz. Tem 20 anos e não conhece a realidade? Como é que a população vai acreditar que você vai resolver esse problemas que se arrastam num novo mandato?
O atual prefeito tem a proposta de criar a guarda municipal e empurra como se a segurança fosse um problema do Estado. Como é que o senhor vai tratar essa questão?
Ele propôs criar a guarda quando era candidato, reafirmou quando se elegeu, reafirmou em 2005 e até hoje não fez. Promessa, fez promessa e não realizou. Eu acho que guarda municipal é compromisso nosso, criar o conselho Municipal de Segurança Pública, fazer capacitação dos gestores, da comunidade, dos servidores da educação, da saúde, para o policiamento comunitário. Mas essa parte da segurança social, atuar com assistência social, como da saúde, às vezes tem um pai que é alcoólatra. Isso tanto o pessoal da saúde da família como do CRAS pode atuar. É onde o município tem que ter responsabilidade.

Na educação, quais são seus projetos?
É preciso falar ainda na saúde. O programa saúde da família não funciona a contento. Falta estruturação dos profissionais. É preciso estruturação, plano de carreiras, capacitação. O plano de carreiras tem que incluir o agente comunitário, que está insatisfeito com essa gestão. Um dos grandes problemas dessa gestão foi que quando se investiu no PSF, tirou pessoas que estavam nos ambulatórios da periferia e migraram para lá e desfalcaram a equipe. Aí nem o PSF funciona como deveria, que tem uma carga horária maior, nem os hospitais funcionaram. Tudo estourou no HGV porque as urgências que deveriam ser atendidas nas periferias tiveram que ser atendidas no HGV. Aí tiveram que ter uma união: presidência, estado e município, para poder ajudar. Na educação eu procurei ajudar na luta do Fundeb, que hoje é uma realidade. Se a gente fizer uma comparação dos recursos, desde a primeira gestão ele debrou. A expansão da universidade federal e a colocação de recursos para a UFPI.
Eu estou propondo que o uniforme escolar completo seja bancado pelo município porque nós estamos lidando com pessoas de baixa renda. E a outra é escola de tempo integral. Mais uma medida para ajudar as pessoas de baixa renda. A criança vai passar o dia fora da rua, dos riscos e vai ter alimentação de qualidade. As escolas têm que serem abertas, todas as quadras esportivas cobertas.
Vamos falar um pouco dessa questão político-partidária? O senhor acha que foi um erro se aliar logo no início da campanha?
Eu fui grande defensor dessa tese. O governador se convenceu da mesma tese. Tivemos uma conversa individual como cada partido. Por que eu defendo? Por que temos um único discurso. É só ver o caso da CPMF. Eles criaram no governo dele e agora fizeram questão de derrubar quando a saúde poderia melhorar. O Piauí poderia estar recebendo mais recursos se não fosse o PSDB. Eu represento um projeto. Eu ser o único da base o Lula poderá vir ajudar na campanha. Lula, Wellington e Nazareno tem o mesmo projeto. Agora, aqui o projeto é do Serra, que é só olhar o comportamento do prefeito. Embora tentando fingir que não é desse projeto. No dia em que Lula foi inagurur o Pronto Socorro, no momento mais importante em que Lula ia falar, onde estava o prefeito? Ao lado do Serra. Ele está o lado da oligarquia que o Wall quis vencer. Lembra da frase que Wall dizia? Oligarquia nunca mais. Quem é oligarquia? É Freitas Neto, que depois virou DEM, é Charles Silveira, é Hugo Napoleão porque o DEM é para todos. Que foi um movimento que o Firmino fez para se juntar com o Hugo e Teresina derrotou e elegeu Wellington. E o Sílvio, que finge não ser político, está conseguindo agasalhar exatamente a oligarquia reprovada por Teresina, por Wall Ferraz, derrotada por Wellington Dias. O que o povo precisa compreender agora é que Sílvio está exatamente aquilo que Firmino tentou em 2002.

O senhor teria dito que ganha no primeiro turno?
Eu não disse isso. O que eu disse foi que eu prefiro decidir tudo no primeiro turno. Para a população não ter mais um mês de campanha. A gente tem mais um mês de capanha para a população escolher. Eu gostaria que a população decidisse, mas a população é soberana. Se for a vontade do povo, vamos para o segundo turno. O projeto que está aí é um projeto conservador. O projeto que trazemos vem modernizando o país a favor dos mais pobres. O outro apenas se apropria dos benefícios que os outros dois têm para se mostram bem para o povo. Eu sou o time que moderniza o país. Há mais de 20 anos que eu venho lutando por esse projeto. A população só vai saber quando a campanha chegar na televisão. O prefeito brigou com Wellington, foi para a Espanha, colocou o Felipe Mendes para ficar aqui privatizando e só se encolheu quando viu que a população estava contra. Foi feito uma pesquisa e mais de 75% da população estava contra. Hoje isso está esquecido. Mas na campanha nós vamos mostrar. Temos que mostrar o que falta e mostrar solução.

Teresina cresce pouco em relação a outras cidades do Nordeste?
Não há dúvida. O governador sempre diz que quando olha para outras capitais sente. Em vinte anos de governo poderia ter feito mais.
Críticas às alianças de Sílvio
A coligação forte dos últimos 12, 16 anos é DEM ou alguém que migrou de lá, do ex-PFL. Você pode olhar quem é o chefe de gabinete do ex-prefeito? Quem é o principal conselheiro político dele (Sílvio Mendes), é o Heráclito Fortes. A gente tem que resolver isso, vamos dizer: tirar o essencial. O PTB é conjuntural, um candidato dele está aqui, outro está ali. A cara, as ações, a principal política, eles estão juntos, é só olhar a nível nacional: DEM e PSDB estão lá juntos em oposição ao Governo Federal, isso é o que eu vejo. Estou falando porque eu vejo isto é no cotidiano do Congresso, não estou falando de ouvir dizer. Eu sinto na pele.
Quais as soluções para o Trânsito em Teresina?
O transporte já deveria ter tido um plano, se não em 2001, mas em 2002, 2003, que deveria ter um plano de transporte em Teresina, baseado no Estatuto da Cidade. O plano diretor que só foi feito no ano passado, se formos olhar, ele demorou muito. A gente sente muito esse improviso. Teresina poderia ter viadutos já ali na Coelho de Rezende, no cruzamento da Frei Serafim com a Miguel Rosa, no balão da Redenção, para evitar aquele sinal, o alargamento da ponte Frei Serafim – João XXIII.
Na ponte do Mocambinho onde estamos colocando recursos, outras deveriam ser feitas mais para a zona Sul. Teresina poderia ter dito mais avenidas, se esta ponte tivesse sido feita, Teresina poderia ter tido futuras áreas urbanas que hoje estão como rural, então Teresina teria um trânsito melhor.
O que eu acho é que em Teresina não tem pensado muito o pedestre. As ciclovias são poucas. Você vê que até as avenidas que estão sendo feitas, não têm ciclovia. Termina colocando em risco a população e prejudicando os mais pobres que é quem tem as bicicletas. São coisas deste tipo que eu acho que tem que ser mudado, claro que tem que ter um cronograma, o plano agora que começou a apontar alguns pontos, mas eu acho que no período que eles tinham era para ter feito soluções mais baratas. E não fizeram. Poderiam ter colaborado para este metrô estar melhor atendido e você vê que não colocaram nem no plano de transportes o metrô, ter feito vias para a zona Rural, ajudando a desenvolver mais os povoados, os assentamentos, mesmo que fosse só com piçarra. A gente sente muito a falta disso. Agora que tem a rede integrada, você não pode mais pensar no transporte sozinho. Essas rodoviárias dos pobres são uma coisa que tem que ser transformado em algo decente.

O que ele disse sobre o desentendimento com Heráclito Fortes, no Sebrae, nesta segunda-feira (14)
Não, não, não tivemos desentendimento não! Ele fez vários comentários e críticas ao Governo e ele esperava que eu fosse responder e se surpreendeu quando eu disse: Vou já, vou sentar aqui ao seu lado e responder, na verdade já tinha me despedido e ele pediu para ouvir mais ainda. Eu fiz uma brincadeira porque já tinha ouvido ele falar várias vezes. Ele falou mais do que todo mundo e como eu tinha compromisso antes de me retira e fui cumprimentar todo mundo antes e já estava saindo. Ele sempre estava dando alfinetadas, falando uma coisinha sobre o governo estadual, federal sobre o PT e eu não toquei no assunto, e quando tomei esta atitude, vi que ele ficou assim já falando diferente. Acho que ele não esperava esta minha reação. O que eu ouvi nos bastidores foi de que as pessoas ficaram incomodadas, ele foi meio inconveniente.
Críticas de Heráclito ao Ministro da Justiça e à Polícia Federal
Eu acho que ele está no papel dele, de fazer oposição no estilo que ele faz. O tempo dirá que tem razão, bateram já muito no PT e o Lula foi reeleito. O Wellington foi reeleito no 1° turno. O PT é o partido de maior credibilidade no país. Na última pesquisa ele ultrapassava os 25%, no Piauí eram 30% e o segundo nacional, não chegava a 10%. O povo vê pelos feitos, não é só com zuada, não é só com conversa.
Mão Santa no palanque
Não sei se o Senador vai subir no palanque ou não, mas as suas declarações têm sido favoráveis a nossa candidatura. O PMDB é que está coligado conosco e é quem tem o nosso vice, que é o Marcos Silva, filho do Alberto Silva. Eu estou coligado é com o partido, seria estranho é se ele não seguisse o partido dele (risos).
Reclamações à coligação com o PMDB
Reclamar eu já reclamei com o meu PT, com o Governo. Depende da necessidade e do ponto. Eu não mudei, essas coisas se apresentam conforme a história. Eu coerentemente defendo o meu partido e na defesa do partido, a gente pode ter conflito de idéias com membros ou com a direção do partido, como eu já tive, desde o começo. Porque eu defendo a melhoria do meu governo e do meu partido, mas ninguém vê eu ser oposição ao meu governo, nunca! E também não a crio. Veja as verbas que eu já coloquei, eu sou o deputado que mais colocou as indicações de verbas de acordo com o governo do Estado e votei de acordo com o presidente. Não foi à toa que a revista Veja um dia publicou uma matéria em que eu estava em primeiro lugar, em coerência com o governo Lula junto com o líder do PT na época, em 2007. Eu tenho que separar se há uma divergência, temos que olhar para o projeto maior. É no projeto que nos casamos.
Campanha
Nas caminhadas que tenho feito, vejo muita insatisfação e muita vontade de votar na gente. Tô do lado do Lula e do Wellington e tenho muita admiração pelo nosso mandato. Então nas dez caminhadas que já fiz, pois tem dias que faço duas, eu acho que tem sido formidável, eu estou satisfeito com a aceitação.
Deus e o Diabo – A tônica da campanha
Eu não estou pintando Deus e o Diabo. Eu estou demarcando campo para a população didaticamente optar. São projetos diferentes, opções diferentes. Em 2010, o Sílvio vai estar de que lado? Do Serra ou do equivalente dele? É o partido dele, ele vai sair do partido? Então a gente tem que deixar claro quem que ameaça os projetos do Lula, quem ameaça projetos sociais como o Bolsa Família, como o Pronaf, como o Programa da Agricultura Familiar estas coisas que são do lado do pobre, não há dúvida que a população vai ficar sabendo. E eu vou dizer para ela: olhe aqui é isso, e aqui é aquilo (risos). Eu tenho que mostrar para o eleitor que eu represento um projeto que transforma o Brasil para melhor, do lado do mais pequeno. Lula e Wellington: eu quero levar este projeto com a maturidade e a experiência que os dois já têm, para Teresina. E caracterizar o outro lado, como o lado da oligarquia.
Terminal de Integração
É uma defesa do PT e é a primeira coisa que temos que fazer. Não ter o bilhete de integração aqui é algo muito ruim para Teresina. Eu tenho ouvido isto nas ruas. Em Fortaleza e Belo Horizonte já tem. Quero também o transporte interbairros. A administração atual tem tantos problemas que nem a licitação do transporte público consegue fazer. Eu realmente lamento que não tenha acontecido a licitação até hoje, quando sempre vai chegando véspera de eleição eles dizem assim, nós vamos licitar, isto tem acontecido e agora está acontecendo de novo.
Aumento da bancada petista na Câmara
A idéia é de a gente juntar os sete partidos e juntar tudo em um bloco com um único candidato e assim ficou o bloco de esquerda, aumentando a chance de fazer mais vereadores. Esta estratégia foi muito boa, porque potencializou a chance de a gente fazer talvez 11 vereadores. Nós temos potencial para isto aí. A chance é de ter maioria, já é um bom começo para quem hoje tem dois vereadores. Eu espero que ocorra isto. É o fundamental, a bancada ser eleita e o prefeito também.
Reconhecimento dos próprios defeitos
Eu tenho muitas dificuldades. Acho que o Sílvio tem dificuldade de resolver as coisas com um debate franco. Eu via muita dificuldade dele em negociar com os médicos, não que não tenha que ter conflito, tem que ter conflito, mas de ouvir, de intercambiar. Se você tem dificuldade pessoal, você tem que ter alguém que faça, que construa a ponte já que você tem dificuldade. E eu acho que o gestor não pode ter todas as qualidades, você tem que ter capacidade de ter colaboradores que otimizem as suas virtudes e diminuam os seus defeitos. Como pessoa humana, você tem muitos defeitos e muitas qualidades. Tenho para mim que ele tem dificuldades em algumas coisas. Eu tenho bastante defeitos, falar dos meus defeitos é sempre difícil, porque os outros é quem falam melhor do que eu, mas eu tenho percepção das minhas dificuldades também, a gente vai amadurecendo e vai aprendendo. Eu reconheço minhas dificuldades.

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tabocaida@yahoo.com.br
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