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Escola pública do Piauí é a primeira a conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016

03/05/2016 • 08:56
A diretora da Escola Estadual Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves, Aurilene Vieira de Brito, está entre os dez primeiros condutores do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016, pessoas que representam a excelência e a essência dos brasileiros. A chama Olímpica chegou ao Brasil nesta terça-feira (03), para uma jornada de 95 dias por mais de 300 cidades.



O grupo ainda tem nomes como a bicampeã Olímpica Fabiana Claudino, o campeão mundial de surfe Gabriel Medina, o matemático Artur Ávila Cordeiro de Melo, condecorado com a Medalha Fields, e a menina Hanan Khaled Daqqah, de 12 anos, refugiada síria que vive no Brasil, percorrerá a parte inicial do revezamento na cidade.

Aurilene Vieira de Brito enfrenta as dificuldades diárias de educar estando em um dos 30 municípios do Brasil com o pior do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ainda assim, a professora conseguiu colocar sua escola entre as melhores no Ensino Médio no país, ao vencer a defasagem educacional dos alunos e conquistar dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e Química. Aurilene sintetiza a determinação dos brasileiros e comprova que a educação é capaz de superar barreiras econômicas e regionais. Por isso, a escola é a primeira no país a conduzir a Tocha e sua representante é a 5ª da relação geral.

Até 5 de agosto, dia da cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016, eles, como os 12 mil indicados, têm uma mesma missão: conduzir a Tocha Olímpica Rio 2016 para anunciar a chegada dos primeiros Jogos Olímpicos do Brasil e da América do Sul. A chama dos Jogos vai pedir passagem, gerar energia e contagiar o país e o mundo com o ideal Olímpico.


Fonte: CCOM

Piauí conquista 10 medalhas na Copa Nordeste de Ciclismo em Sergipe

02/05/2016 • 08:54
A Copa Nordeste de Ciclismo trouxe um saldo positivo para o Piauí, que encerrou no último domingo (1º), a 28ª edição do evento em Aracaju, Sergipe, com 10 medalhas, sendo duas de ouro, três de prata e cinco de bronze. Os 300 ciclistas dos nove estados da região que participaram  do evento oficial da Confederação Brasileira de Ciclismo – CBC fizeram bonito.

A Bahia mais uma vez mostrou a sua força e venceu a Copa no quadro de pontos e medalhas, obtendo 20 medalhas, sendo 12 de ouro. O Piauí manteve o seu resultado de 2015, conquistando a 6ª colocação com 10 medalhas, sendo duas de ouro, conquistadas por Thiago Tharson Bittencourt, de Parnaíba, na categoria Júnior, e por José Arlindo Névoa, na categoria Veterano.



No último dia de competição da Copa Nordeste de Ciclismo, neste domingo (1º), na prova de Circuito, Thiago Tharson mostrou por que foi escolhido pela Federação de Ciclismo do Piauí – FCP o melhor atleta de 2015, na festa dos campeões da temporada passada, realizada recentemente em Teresina. 

A fera venceu em primeiríssimo uma das categorias mais rápidas e fortes do evento, a Júnior. E não ficou sozinho não, o seu companheiro de categoria Vitor Alexandre de Miranda cruzou em segundo a linha de chegada, ficando com a medalha de prata. O outro piauiense Mateus Ferreira ficou em 16º lugar.

No feminino, destaque para a melhor atleta piauiense de 2015, Karine de Macedo Frota; ela conquistou medalha de prata. As outras piauienses  Maria do Carmo Castro, a Carmem ficou em 10º e Elza Nunes dos Santos em 11º.  Ainda na competição Circuito, medalha de prata para o Piauí, na categoria Master C-1 para Walfredo de Macedo Oliveira; na mesma categoria Ancério da Penha Rosa chegou em 8º. Na categoria Veterano José Arlindo Névoa conquistou medalha de bronze.  Na Master A-1 Rogério Ferreira em 6º, na Master A-2 Joceano Lustosa Alves em 9º, na Master B-2 Júlio Cesar Furtado em 6º.



No sábado (30) na prova de Resistência, o Piauí conquistou a primeira medalha de ouro na categoria Veterano, com José Arlindo Névoa; na categoria Máster C-1 Walfredo Damaceno Oliveira obteve a medalha de bronze; na mesma categoria Ancerio da Penha Rosa ficou em 8º lugar.

A pentacampeã piauiense de mountain bike, Maria do Carmo Castro quase abocanhou o pódio, ficando com a 4ª colocação; a campeã foi Dilma Chacon, do Rio Grande do Norte, a prata foi para Irislene Silva, do Maranhão, e o bronze para Cristiane Almeida, da Bahia; as demais piauienses Karine Frota ficou em 7º, e Elza Nunes, em 13º lugar.

Na categoria Júnior, Thiago Tharson por milésimos de segundos não subiu ao pódio, ficando na 4ª posição, com o tempo de 2h52min959; o campeão Henrique Alves Rocha, da seleção baiana, foi o campeão e com o tempo de 2h52min469. Foi no arranque final, em menos de um segundo que se definiram os medalhistas dessa forte categoria. É claro que Thiago conquistaria o ouro no dia seguinte, no Circuito. Vitor Alexandre Nascimento ficou em 8º; na Master A-1 Rogério Ferreira do Nascimento foi o piauiense melhor colocado em 11º lugar; na categoria Máster A-2 Joceano Lustosa Alves, cruzou a linha em 8º; na Máster B-2 Julio Cesar Cabral Furtado conquistou o 5º lugar

Na sexta-feira (29), a abertura da 28ª Copa Nordeste de Ciclismo começou bonita para o Piauí que, de cara, conquistou três medalhas de bronze na prova de Contrarelógio Individual (CRI). Na categoria Elite, na sua especialidade, Emanuel de Jesus Costa Rabelo, o Kiko, conseguiu sua meta, que era conquistar uma medalha; promessa cumprida; na Elite, Vitor Fernandes e Andrei Costa, ambos da seleção de Sergipe, conquistaram ouro e prata, respectivamente. Também na Elite, outro piauiense José de Araújo Gomes Júnior ficou em 16º.  As outras medalhas para o Piauí foram para Walfredo Damaceno, da Master C-1, e para o veterano José Arlindo Névoa.



Na categoria Feminino, as piauienses Karine Frota e Maria do Carmo Castro, cruzaram a chegada na 5ª e 6ª colocações. Thiago Tharson e Vitor Alexandre chegaram em 8º e 9º lugares, respectivamente, na categoria Júnior. Nas Máster A-1, Rogério Nascimento ficou com o 7º lugar; na Master A-2, Joceano Lustosa ficou com o 9º lugar; Júlio Cesar Furtado, da Master B-2, ficou em 6º.

A 28ª edição da Copa Nordeste de Ciclismo é uma organização e realização da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) e Federação Sergipana de Ciclismo (FSC), com patrocínio da Caixa Econômica Federal. A delegação piauiense contou com 15 atletas. O chefe da equipe foi Zenardo Maia e Davi, comissário. A ida do Piauí Sergipe só foi possível graças ao empenho do presidente da Federação de Ciclismo, George Rodrigues e graças ao patrocínio da Fundespi (Governo do Estado do Piauí), que cedeu ônibus equipado para a delegação, que já retorna neste domingo para o Piauí. O uniforme da seleção piauiense totalmente novo deixou o Piauí mais bonito no pódio com as cores combinando com as da bandeira do Estado.

Medalhas ao Piauí

Resistência
Ouro - José Arlindo Névoa - Veterano
Bronze - Walfredo Damaceno Oliveira – Master C-1

Circuito
Ouro – Thiago Tharson Bittencourt Silva - Júnior
Prata - Vitor Alexandre de Miranda – Júnior
Prata – Karine de Macedo Frota
Prata - Walfredo de Macedo Oliveira – Master C-1
Bronze – José Arlindo Névoa – Veterano

Contrarelógio individual
Bronze – Emanuel de Jesus Costa Rabelo - Elite
Bronze – Walfredo Damaceno Oliveira - Máster C-1
Bronze – José Arlindo Névoa - Veterano

Focada após queda, Sarah volta à boa forma: "Busco a perfeição todo dia"

29/04/2016 • 08:45
Sarah Menezes é ouro no GP de Havana de judô (Foto: Divulgação/IJF)Campeã olímpica em Londres 2012, Sarah Menezes passou por um período de baixo rendimento e chegou a ter a vaga nos Jogos Olímpicos ameaçada por Nathália Brígida. Mas no início deste ano, a judoca parece ter reencontrado o caminho da vitória. A piauiense subiu no pódio em todas as competições que disputou em 2016 e cresceu justamente na reta final da preparação para os Jogos Olímpicos do Rio.

Sarah caminha para a sua terceira Olimpíada na categoria ligeiro (-48kg). Na primeira, em Pequim, 2008, foi derrotada na estreia, quando tinha apenas 18 anos. Em Londres, 2012, Sarah foi muito além e conquistou a medalha de ouro, o que não acontecia no judô há 20 anos (e um feito inédito entre as mulheres brasileiras na modalidade). Logo, ela foi cotada como uma das principais esperanças de medalha do Brasil em casa. Mas as coisas não aconteceram como o planejado.

A judoca não conseguiu manter o desempenho que a levou ao lugar mais alto do pódio em Londres. Para a técnica da seleção feminina de judô, Rosicléia Campos, a queda de rendimento após o ouro olímpico é natural. Compromissos, agenda lotada, patrocinadores dificultam que o atleta consiga manter o foco no esporte. Mas, para a treinadora, Sarah demorou um pouco mais que o normal, o que forçou uma “força-tarefa” para recuperá-la. Ela está entre os 18 convocados para o Pan-Americano de Havana, em Cuba, entre os dias 29 de abril e 1º de maio.

- É muito normal essa queda acontecer. Uma atleta que é campeã olímpica demora pelo menos um ano pra voltar a treinar por causa da demanda de compromissos da agenda. Imagina a Sarah, que é de Teresina, no Piauí, única atleta olímpica e medalhista de ouro. Ela virou mais que um ícone na cidade. Ela demorou a voltar, ficou quase dois anos assim. Por isso teve uma força tarefa pra trazê-la de volta. Ela veio morar no Rio e assim ela fica o tempo todo focada. Perto do nutricionista, do preparador-físico, do COI, de todo mundo. Assim todos estão de olho nela – revelou.

Sarah admite ter se enrolado um pouco após a conquista (relembre o ouro acima), e que isso prejudicou seu desempenho durante o ciclo olímpico. Com a agenda lotada, a atleta não foge da responsabilidade e assume que não conseguiu se concentrar no judô.

- Minha queda foi em 2014 e 2015. Ela aconteceu mais por causa da minha agenda, muitos compromissos, muitas entrevistas, minha faculdade. Acabei não tendo uma organização muito boa. Depois tive que trancar a faculdade, fazer mudança, as coisas foram se concentrando melhor e aí o resultado veio.  Acredito que foi meu planejamento, minha agenda deu uma atrapalhada. Eu me atrapalhei. Eu acabei não dando conta da minha tarefa – confessou a judoca.

Para a piauiense, a vinda para o Rio foi essencial para que pudesse se recuperar e voltar a lutar em alto nível.

- A importância da vinda pro Rio foi no treinamento. Na minha cidade não estava tendo gente pra treinar comigo na parte específica que é a da luta. Então, eu vindo pro Rio, tinha muita gente, muita gente graduada, com a mesma altura para eu treinar e isso me ajudou muito. Trabalho específico na parte técnica, tática e estratégica. E à noite, a luta. A gente conseguiu dividir durante o dia cada parte do treino. E isso fez com que eu evoluísse mais e trouxesse mais resultados. Aqui acordo todo dia determinada, buscando a perfeição – afirmou a judoca.

O gestor de alto rendimento da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, elogiou a postura da judoca dentro do tatame. Mas confessou que é preciso fazer uma cobrança em cima de Sarah para que ela mantenha o alto rendimento nas competições.

- Ninguém é campeã olímpica por acaso. Sarah tem uma qualidade técnica enorme. Tem uma cabeça, quando está no tatame, muito boa. Mas fora, quando volta para casa, é que começam os problemas da Sarah. É uma atleta que conseguiu a fama por ser campeã olímpica. Num momento como esse, na reta final, chove matéria, gravação, patrocinador, evento. Como faz para o atleta ter foco? Ainda é jovem, não tem tanta maturidade, apesar de cascuda. Então temos que ficar cercando ela fora do tatame. Ela é o tipo de atleta que eu gostaria que todos fossem dentro do tatame. Mas quando sai, aí temos que controlar. Nós apertamos e ela dá uma subida. Quando soltamos um pouco, ela cai de novo.

Sarah Menezes no treino da seleção brasileira de judô, no Rio de Janeiro (Foto: Richard Souza)

Longe de casa, a judoca de 26 anos tem saudade, mas reconhece que, nessa hora, até distância da família é uma coisa boa.

- Às vezes eu prefiro a família um pouco distante. Porque treina muito, aí eles ficam com dó. O desgaste é muito grande. Aí prefiro que a família fique distante e só veja o lindo, que é na hora do tatame. Porque, querendo ou não, eles ficam com pena, querem ajudar e acabam atrapalhando. Mas a comunicação é importante e estamos sempre nos falando por celular e internet – contou.

Neste ano, Sarah conseguiu bons desempenhos em todas as competições que participou. No Grand Prix de Havana, conquistou o ouro. No Grand Slam de Paris e no Grand Prix de Samsun, ficou com o bronze. Rosicléia comemora essa ascensão da atleta em um momento tão decisivo.

- Muito bom que ela voltou. Voltou ao ritmo. O processo demorou, mas deu tempo de voltar. Ela está tendo bons resultados, está feliz, motivada e isso é o mais importante. Estamos pensando com uma ótima perspectiva para o futuro.


Fonte: Globo esporte

Aidar e Ataíde são expulsos do Conselho Deliberativo do São Paulo

26/04/2016 • 09:52
http://s2.glbimg.com/8YPjUGyuGiuocjEGidxlV3Rgazk=/0x335:1500x1742/320x300/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2015/09/27/rib2301.jpgO ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e o agora ex-diretor de relações institucionais, Ataíde Gil Guerreiro, foram expulsos do Conselho Deliberativo do clube nesta segunda-feira à noite. Em reunião extraordinária realizada no Salão Nobre do Morumbi, os dois foram excluídos pelo Comitê de Ética do Clube, que após ampla investigação, divulgou sua decisão em um relatório de 16 páginas. Os dois podem recorrer à Justiça, mas Ataíde Gil Guerreiro já adiantou que vai respeitar a decisão. Ambos não são mais conselheiros vitalícios, mas seguem associados ao clube.

No total, 178 conselheiros estiveram presentes na reunião. No caso de Aidar, 142 votaram pela expulsão e 36 foram contrários. Em relação a Ataíde, 120 optaram pela exclusão, 56 não concordaram com o parecer e dois não votaram.  Aidar, que saiu rindo muito do salão nobre, não quis conversa com a imprensa, enquanto Ataíde Gil Guerreiro lamentou a atuação do Comitê de Ética do Clube.

– Desde o início, estava claro que o presidente do Comitê de Ética estava querendo aparecer, não tem outra explicação. Ele escreveu no relatório que houve uma tentativa de homicídio contra o Carlos Miguel. Isso é um absurdo. Estava tão confiante que nem me preocupei em fazer política com os conselheiros.  É lamentável que uma tentativa de agressão tenha o mesmo peso de todas as desonestidades praticadas pelo ex-presidente – disse Ataíde, que vai pedir demissão do cargo de diretor de relações institucionais nesta terça-feira.

A negociação de Iago Maidana, a transferência fracassada de Rodrigo Caio e comissões pagas a empresa TML Foco no contrato com a Under Armour, fornecedora de material esportivo, são motivos de acusação a Aidar.

Já Ataíde foi julgado porque agrediu Aidar durante reunião em um restaurante de São Paulo, no ano passado, revoltado, segundo ele, com as irregularidades cometidas pelo ex-presidente. Na ocasião, ele era vice-presidente de futebol.

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

A reunião do Conselho começou com a leitura do parecer do Comitê de Ética do Clube, que durante 60 dias, investigou denúncias de desvio de dinheiro e danos aos cofres do São Paulo durante a gestão Carlos Miguel Aidar, de abril de 2014 a outubro de 2015. As denúncias foram feitas por Ataíde. O comitê também apurava a agressão de Ataíde Gil Guerreiro em Carlos Miguel Aidar - o relatório apontou que Ataíde Gil Guerreiro teria tentando matar Carlos Miguel Aidar durante a discussão ocorrida no hotel Radisson no dia 5 de outubro do ano passsado. Só que o relatório foi bem mais amplo do que isso e trouxe novos fatos.

No caso de Ataíde Gil Guerreiro, o presidente do Comitê de Ética, José Carlos Ópice Blum, afirmou ter recebido um documento que mostra que Guerreiro teria recebido uma comissão de R$ 100 mil pela indicação dos serviços do advogado José Roberto Cortez, que presta serviços ao São Paulo, a outros clubes do futebol brasileiro. A ideia teria partido do então presidente Carlos Miguel Aidar. Em seu depoimento, Ataíde disse que a situação é totalmente diferente. Aidar sugeriu que se cobrasse R$ 100 mil de cada clube e que Ataíde dividisse a comissão com Cinira Maturana, namorada de Aidar. Ataíde não gostou da ideia. Meses depois, ele foi questionado pelo então presidente Leco que o mesmo advogado estaria cobrando R$ 8 milhões do São Paulo por serviços prestados.

- É mais uma coisa ilícita que ele fez. Para os outros clubes, se cobrava R$ 100 mil. Para o São Paulo, R$ 8 milhões - disse Ataíde.

Na época, Cortez foi contratado para cuidar das questões de impostos atrasados do clube, função que era feita gratuitamente por Antônio Cláudio Mariz de Oliveira. Cortez cobra do São Paulo a quantia de R$ 8 milhões por serviços prestados, dos quais já recebeu praticamente a metade. O São Paulo tenta se livrar desse pagamento.

http://s2.glbimg.com/RdWKHv--8KYSWLBiOIO2xZjQ7oI=/169x149:489x450/320x300/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2016/04/26/ataide.jpgNo caso de Carlos Miguel Aidar, o fato novo é que foi revelado que a namorada do ex-presidente, Cinira Maturana, esteve envolvida na venda fracassada de Rodrigo Caio para o futebol espanhol. Ela é acusada de participar de várias outras negociações, como por exemplo do acordo de fornecimento de material esportivo com a Under Armour, que provocou enorme polêmica dentro do clube.

Depois da leitura do parecer, que durou aproximadamente uma hora, o Comitê de Ética sugeriu as cassações dos mandatos de conselheiros vitalícios dos dois envolvidos. Na sequência, cada um teve 20 minutos para se defender. Enquanto Ataíde Gil Guerreiro foi passional e partiu para o ataque contra Carlos Miguel Aidar, o ex-presidente foi frio e, com muita calma, explicou o envolvimento de Cortez com o São Paulo e a presença da namorada na negociação de Rodrigo Caio.

Gritando várias vezes e falando palavrões, Ataíde chamou Aidar de bandido, mau-caráter e safado, entre outros xingamentos. Contou que tinha total confiança no ex-presidente até receber uma proposta para dividir comissão pela contratação de um jogador da Portuguesa. Relatou a história do dia da suposta agressão, confirmou que pegou Carlos Miguel pelo pescoço e diz que teve vontade de matar o desafeto.

– Meu único arrependimento nessa história toda é não tê-lo agredido. Peguei o teu pescoço e tinha vontade de te matar. Não sou sem vergonha que nem você. No caso do Iago Maidana, ele não deixou chegar no (departamento de) futebol, fez tudo sozinho. E, para piorar, colocou o (José Eduardo) Chimello (ex-gerente de futebol) na história. Olha o naipe das pessoas que ele colocou no São Paulo. É outro sem vergonha, já que falou que não teve nenhum envolvimento com a contratação do jogador – afirmou Ataíde.

Aidar disse que a contratação de Cortez foi um serviço ao clube, já que o São Paulo estava com muitos problemas pelo atraso de PIS e COFINS e estava perto de ser punido em última instância, com obrigação de pagar uma multa altíssima. Revelou ainda que contratou Cortez por ter estudado com ele e ser seu amigo.

– Amigo trabalha de graça para amigo. Para empresa não – justificou o ex-dirigente.

Na sequência, Aidar falou sobre Cinira Maturana ter envolvimento na tentativa de venda de Rodrigo Caio a clubes espanhóis.

– Ela estava na Espanha de férias para comemorar o aniversário do filho – ressaltou Aidar, que depois admitiu que pediu a Cinira para que fosse encontrar a comitiva da negociação de Rodrigo Caio em Barcelona e depois em Madri.

Após um intervalo de dez minutos, iniciou-se a votação e depois foi realizada a apuração que determinou a expulsão da dupla do quadro de conselheiros vitalícios do clube.

Globo Esporte

Quarta eliminação em casa transforma Itaquera em problema para Corinthians

24/04/2016 • 19:45
O Corinthians ainda não perdeu jogando em Itaquera em 2016 (12 vitórias e um empate em 13 partidas). Foi lá, porém, que a equipe alvinegra vivenciou a maior frustração da temporada até aqui: no último sábado (23), em duelo válido pelas semifinais do Campeonato Paulista, empate por 2 a 2 com o Audax no tempo normal e revés nos pênaltis. Em um ano, essa foi a quarta eliminação do clube do Parque São Jorge em disputas de mata-mata – e todas as quedas aconteceram em casa. O time comandado por Tite iniciará nesta semana a disputa de mais um confronto eliminatório (contra o uruguaio Nacional, nas oitavas de final da Copa Libertadores) e terá outra chance de decidir como anfitrião. Afinal, a Arena Corinthians é um peso positivo ou negativo para os donos da casa?


Desde que o estádio foi inaugurado, em 2014, o Corinthians disputou 66 partidas em seus domínios. O retrospecto aponta 50 vitórias, 12 empates e quatro derrotas para os anfitriões em Itaquera.

Em 2016, foram 13 jogos em Itaquera. O Corinthians amealhou 12 vitórias e um empate (justamente na partida contra o Audax), com 31 gols anotados e apenas quatro sofridos (dois no último sábado).

São números expressivos na história do estádio e no retrospecto da temporada. Contudo, chama atenção a lista de eliminações. As últimas quatro quedas do Corinthians em mata-mata aconteceram em duelos com Palmeiras (Campeonato Paulista de 2015), Guaraní do Paraguai (Copa Libertadores de 2015), Santos (Copa do Brasil de 2015) e Audax (Campeonato Paulista de 2016). Em todas, a partida derradeira aconteceu em Itaquera.

É exatamente isso que o time alvinegro enfrentará nos próximos dias: um mata-mata com decisão em Itaquera. O Corinthians terá pela frente o Nacional nas oitavas de final da Copa Libertadores, com duelo de ida no Uruguai (27/04) e o segundo confronto em São Paulo (04/05).

Em termos de comportamento, o Nacional não deve repetir o que fez o Audax no sábado. O time de Osasco agrediu o Corinthians, brigou pela posse de bola (os donos da casa tiveram 51,8% de controle, segundo dados do Footstats) e trocou 331 passes certos em Itaquera (os anfitriões distribuíram 358.

"O Audax foi o time mais corajoso que já jogou aqui. Não teve nada de ficar com a bunda lá atrás, com a linha defensiva lá embaixo. Ele partiu para o jogo e encarou o Corinthians", avaliou Tite.

Ainda que a comissão técnica espere um jogo completamente diferente contra o Nacional, é impossível dissociar as coisas: o duelo com os uruguaios será influenciado pelo retrospecto recente de eliminações do Corinthians em Itaquera.

"São três meses de trabalho, e o Corinthians está em reconstrução. Nós estamos bem, e infelizmente perdemos um jogo nos pênaltis para o Audax. Temos de absorver isso e pensar adiante", cobrou o volante Bruno Henrique.


UOL
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