30/06/2008 - 13:53 - Flávia Rocha
Venda de trabalhosA Máfia das Monografias em Teresina foi denunciada em maio do ano passado em matéria da TV Clube. Em agosto, o Ministério Público, através da promotora Rita de Fátima Teixeira, pediu à Delegacia Geral a instauração de inquérito policial. Depois de seqüentes cobranças durante 10 meses, a promotora de justiça recebeu, na última quinta-feira (26), uma resposta: a Delegacia Geral alega que não pode instaurar inquérito.
Com a alegação, o caso pode não ser investigado e, o pior, dá subsídios para a banalização da venda de monografias e trabalhos de conclusão de cursos do ensino superior nas universidades e faculdades de Teresina.
Na matéria veiculada na TV Clube, em maio de 2007, produzida pelas jornalistas Karina Matos e Flávia Rocha, foram exibidos classificados de jornais e gravações telefônicas que mostravam como funcionava o esquema. Profissionais pós-graduados e funcionários públicos anunciavam a venda de monografias e TCC’s nos classificados para aqueles que não querem ter trabalho ou se julgam incapazes.
O preço da monografia variava de R$ 300 a R$ 1000. Qualquer pessoa podia fazer o pedido, não precisava nem sugerir o tema, apenas uma ligação. O pagamento podia ser feito em até duas vezes. No final, o trabalho era entregue todo pronto, com direito a datashow e “aula” sobre as possíveis perguntas da banca examinadora.
Segundo a promotora da 3ª Vara Criminal, Rita Teixeira, a Delegacia Geral alega que a conduta é atípica e não há como se configurar a prática de falsidade ideológica. “Quem utiliza a monografia comprada está praticando o crime. Quanto à pessoa que fez, não há prática de crime. A conduta é moralmente e eticamente condenável, mas não está prevista no Código Penal. Então, não podemos fazer nada. Mas ainda vou analisar a alegação e darei uma resposta até sexta-feira”, disse a promotora.
Quem compra um TCC pode ser enquadrado no crime de falsidade ideológica e pegar pena de um a cinco anos de reclusão e pagamento de multa previsto no Código Penal Brasileiro. "O problema é que não tem como se chegar a quem comprou. Isso devia ser feito nas universidades, com uma banca examinadora bem feita", concluiu a promotora de justiça Rita Teixeira.
giosousa@pop.com.br
30/06/2008
16:15
eu mesmo paguei pra uma pessoa a minha monografia. o assunto eu domino, depois de feita eu expus o que tava gostando, modifiquei o necessário. o importante aí é vc acompanhar o processo e ter dominio do assunto. eu exeço minha profissão de administrador com competencia, prova disso que ja trabalho ha sete anos em uma multinacional e tenho so crescido na empresa, não tive tempo de estar procurando regras minimaas de formatação e digitação. PAGUEI MESMO E NÃO ME ARREPENDO!!! AS FACULDADES É QUE TEM QUE SER MAIS CRITERIOSAS NA AVALIAÇÃO!!!!
pregis@bol.com.br
30/06/2008
16:01
A banca avaliadora é que deveria ser mais criteriosa na avaliação da defesa do aluno. Com isso, se sabe realmente se o aluno tem realmente domínio sobre o assunto ou não. As instituições competentes deveriam estar preocupadas com a facil acessibilidade de pessoas incapazes de fazer um curso de graduação. Prova disso são as provas simplórias feitas pelas faculdades particulares,nem por isso ha toda essa celeuma!!!!!
angelodisouza@hotmail.com
30/06/2008
15:24
Na verdade, acho um absurdo a compra de monografias e nesses casos, alguns orientadores têm sua parcela de culpa, pois conhecem o desempenho do graduando. o que se vê muito é a falta de orientação, até mesmo nos professores de metodologia que fazem uma verdadeira lambança com a ABNT, esta que, apesar de ser uma norma nacional, cada professor ou faculdade tem suas proprias regras, ignorando a norma geral. é de se observar tambem, que existem casos em que muitos graduandos tem em mente o que vão defender e tem conhecimento do assunto, mas não sabem como desenvolver o trabalho no papel. portanto, o MEC deveria adotar critérios mais sérios com as faculdades, como as provas de adminisssão nos cursos que até um alunio de ensino fundamental responde e os orgãos responsaveis nunca adotaram medida alguma pra um caso realmente sério.
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