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A igualdade de gêneros ainda é um sonho a ser conquistado

08/03/2016 • 09:21
Por Cristiana Nunes

O Dia Internacional da Mulher foi criado quando mais de 100 operárias morreram em um incêndio na Triangle Shirtwaist, em 1911, Nova York, de lá pra cá outros marcos assinalaram a luta do empoderamento das mulheres. O direito de voto feminino em 1932, o questionamento dos padrões de beleza na famosa “Queima de Sutiãs” de 1968, a Lei Maria da Penha homologada em 2006 são alguns deles, contudo a desigualdade de gêneros ainda prevalece em todo o mundo.


Desde a instituição do Dia da Mulher, em 1911, grandes avanços foram registrados nessa luta. Na política, a mulher brasileira ganhou direito de voto opcional em 1932, que passou a ser obrigatório em 1946, mas apesar do eleitorado feminino ser maioria, as mulheres representam a grande minoria em cargos políticos. Apenas 30% dos candidatos são mulheres e isto porque os partidos são obrigados a colocar mulheres na disputa.


Durante o Miss América, em 1968, centenas de mulheres jogaram sutiãs, produtos de beleza, sapatos e revistas femininas no chão e protestaram sobre os padrões de beleza da época. Hoje já vemos campanhas de marcas de beleza falando de mulher real, mais natural, feliz consigo mesma.


Em 2006, o Brasil homologou a Lei Maria da Penha, para defender as mulheres vítimas de abuso e agressão. Em 2015, mais um ganho, o feminicídio foi reconhecido como qualificador para o crime de homicídio.


Quase 10 anos depois, para o promotor de Justiça, Francisco de Jesus (foto acima), do Nupevid (Núcleo de Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar), o que mudou com a Lei Maria da Penha foi a conscientização da mulher em relação aos seus direitos e a sua cidadania. “Hoje a mulher denuncia mais e tem consciência dos seus direitos, mas falta uma melhor estruturação para atendê-la. Uma equipe multidisciplinar presente na delegacia da mulher, que deveria funcionar 24 horas, também é necessário”, explicou.


Delegada da Mulher Vilma Alves e promotor Francisco de Jesus

Segundo Francisco de Jesus, uma melhoria no judiciário também é imprescindível para que os casos sejam efetivamente julgados. “O que acontece hoje é que 40% dos processos prescrevem sem o julgamento do mérito, o que fortalece o abusador”, declarou.

Em 2010 a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou “Os Princípios de Empoderamento das Mulheres” (Women Empowerment Principles – WEPs, sigla em inglês) contendo sete princípios para ajudar as empresas e as comunidades a entender como dar poder para mais mulheres.

Segundo a ONU, empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.

Contudo esta tão esperada igualdade de gêneros ainda está longe de ser alcançada. Quando estão em uma atividade remunerada, mulheres recebem em média 24% menos do que homens, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2015. Entre os profissionais de média e alta gerência de marketing, enquanto os homens receberam um aumento salarial de 40%, entre 2014 e 2015, as mulheres receberam apenas 7%, pelo mesmo cargo e período, de acordo com a Talenses, consultoria de recrutamento de executivos em São Paulo.

Antes de entrarem no mercado profissional a desigualdade entre homens e mulheres também pode ser percebida em números. 67% das estudantes universitárias entrevistadas por uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular afirmaram já terem sofrido algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física) no ambiente acadêmico.

Em pleno século XXI, ainda é esperado que a mulher realize jornada tripla de trabalho, como profissional, esposa e mãe. Tarefas domésticas continuam sendo desenvolvidas preferencialmente por elas e ainda é comum encontrarmos mulheres dispostas a sacrificar seus projetos profissionais, para colocar a família como prioridade.


A culpa entre dividir o tempo entre o pessoal e profissional ainda é vivenciada por grande parte das mulheres que precisam cumprir prazos, aguentar a pressão dos chefes e ainda participar de reuniões escolares e arrumar alguém pra ficar com as crianças quando estão doentes. Ao mesmo tempo, a sociedade continua impondo a doutrina da maternidade. Os cuidados com os filhos, a casa e o marido são inquestionavelmente responsabilidades da mulher.

A ginecologista, mastologista e sexóloga, Andréa Rufino, acredita que a equidade de gênero só poderá ser alcançada com uma mudança de comportamento das próprias mulheres.

“Apesar de todo o avanço, de toda a luta para a igualdade entre homens e mulheres, muito ainda precisa ser feito. Uma maneira de reverter a situação é falar a respeito, trazer a discussão para dentro de casa, levar para o trabalho. O lugar que foi dado às mulheres precisa ser questionado todos os dias por nós mesmas. Os filhos que vêem o pai realizando tarefas domésticas têm o comportamento diferenciado daqueles que só vêem as mães. As tarefas devem ser divididas”, explicou.

“O papel que nos foi ofertado nos faz sentir culpadas quando não conseguimos seguir o modelo padrão, de boa mãe, boa esposa e boa profissional. Não somos objetos de posse dos nossos parceiros, precisamos questionar todos os dias este papel que nos foi importo e, acima de tudo, exorcizar esta culpa”, declarou Andréa Rufino.

Primeira mulher a receber transplante de útero nos EUA tem boa evolução

07/03/2016 • 18:58
Uma mulher de 26 anos e mãe adotiva de três meninos, que na semana passada tornou-se a primeira a passar por um transplante de útero nos Estados Unidos, foi apresentada nesta segunda-feira (7) à imprensa.

  Médicos realizam o primeiro transplante de útero dos Estados Unidos em uma paciente de 26 anos  na Clíniva Cleveland, em Ohio, no dia 24 de fevereiro  (Foto: Reuters/Cleveland Clinic)

A mulher, identificada apenas pelo primeiro nome, Lindsay, nasceu com uma condição conhecida como fator de infertilidade uterina, o que significa que não é possível utilizar o útero, ou que ele não funciona corretamente, inviabilizando a gravidez.

 Este transtorno afeta entre três e cinco por centro das mulheres em todo o mundo, e cerca de 50 mil mulheres nos Estados Unidos.

No caso de Lindsey, ela contou que foi informada que não poderia ter filhos quando tinha 16 anos. "E a partir deste momento rezei para que Deus me desse a oportunidade de experimentar a gravidez e aqui estamos hoje no início dessa viagem", disse a mulher em coletiva de imprensa.

Em 26 de fevereiro, a mulher recebeu um útero de uma doadora de 30 anos que havia dado à luz previamente e morreu de forma repentina, informaram os médicos da Clínica de Cleveland, em Ohio (nordeste). A cirurgia levou nove horas.

Lindsey, que se reuniu com a imprensa dez dias após a operação e falou sentada numa cadeira de rodas, expressou uma "imensa gratidão pela família da doadora".

"Eles me deram um presente que nunca serei capaz de pagar e estou imensamente agradecida".

Caso de sucesso na Suécia
Em 2014, em um feito inédito da medicina, uma mulher da Suécia deu à luz depois de receber um transplante de útero.

A mãe, de 36 anos, recebeu o útero de uma amiga próxima de sua família no ano passado. Seu bebê, um menino, nasceu prematuro, mas saudável.

Na Turquia, houve um caso de uma paciente que, depois do transplante de útero, ficou grávida, mas acabou perdendo o bebê.

G1

Ataques jihadistas sem precedentes deixam vários mortos na Tunísia

07/03/2016 • 18:30
A Tunísia foi palco nesta segunda-feira (7) de ataques simultâneos sem precedentes em uma região da Tunísia próxima à Líbia, durante os quais ao menos 35 jihadistas, 10 membros das forças de segurança e sete civis tunisianos morreram.

Policiais se reúnem na cidade de Ben Guerdane, na Tunísia, após ataques jihadistas promovidos nesta segunda-feira (7) (Foto: FATHI NASRI / AFP)

Os ataques, registrados ao amanhecer, tiveram como alvo um quartel do exército, uma delegacia de polícia e um posto da guarda nacional em Ben Guerdane, uma localidade de 60 mil habitantes situada a poucos quilômetros da Líbia.

O número de extremistas envolvidos não foi divulgado, mas as autoridades disseram que ainda havia operações "em andamento para perseguir os terroristas".

 Segundo o chefe de Estado tunisiano, Habib Essid, os autores dos ataques contras as forças de ordem na cidade de Ben Guerdane queriam estabelecer um "emirado" do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"O objetivo deste ataque era prejudicar a segurança em nosso país e estabelecer um emirado (província) do Daesh em Ben Guerdade", disse Essid, garantindo que, "graças a todos os esforços, a cooperação entre nosso exército e nossas forças de segurança internas, a reação foi forte e rápida".

As autoridades tunisianas também anunciaram o fechamento das fronteiras, um fortalecimento das patrulhas terrestres e aéreas ao longo da fronteira comum com a Líbia, onde o caos político permitiu que os jihadistas do grupo EI prosperassem.


O presidente francês, François Hollande, expressou apoio da França à Tunísia, "que mais uma vez foi visada porque é um símbolo. Mais do que nunca, a França está determinada a prosseguir e intensificar sua cooperação com a Tunísia na luta contra o terrorismo", garantiu o chefe de Estado.

"A Tunísia está no caminho da vitória contra estes grupos", proclamou o porta-voz do governo, Khaled Chaouket, na rede de televisão pública Wataniya.

Toque de recolher noturno
As autoridades decretaram um toque de recolher em Ben Guerdane, entre as 19h00 e as 05h00 locais, e o primeiro-ministro Habib Essid, que se reuniu com o presidente Beji Caid Essebsi, pediu aos habitantes que estivessem vigilantes.

O presidente, por sua vez, condenou este ataque jihadista "coordenado" e "sem precedentes".

"Os tunisianos estão em guerra contra esta barbárie e estes ratos que vamos exterminar (...) definitivamente", declarou Essebsi em declarações transmitidas pela televisão pública.

As escolas e escritórios públicos estavam fechados em Ben Guerdane, segundo testemunhas, e as forças de ordem patrulhavam as ruas e convocavam por megafone os habitantes a permanecer em suas casas, segundo um correspondente da AFP no local. Em alguns telhados era possível observar soldados montando guarda.

Imagens que circulam pela internet mostram alguns habitantes observando e aplaudindo os soldados. "Viva a Tunísia! Deus é grande!", gritavam enquanto ainda eram ouvidos disparos.

Entre as vítimas civis dos confrontos figura um menino de 12 anos, disse à AFP um responsável do hospital da cidade, Abdelkrim Chafroud.

A Tunísia precisa enfrentar desde a revolução de 2011 a ascensão de um movimento jihadista responsável pela morte de dezenas de policiais e soldados, assim como de turistas estrangeiros.

G1

Morte de adolescente de 15 anos é investigada como suspeita de dengue

07/03/2016 • 18:16
  Mosquito Aedes aegypti, transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é analisado em laboratório de Cali, na Colômbia  (Foto: Reuters/Jaime Saldarriaga)A morte de um adolescente de 15 anos, morador de Santo Anastácio, está sob investigação e entre as possíveis causas do óbito está a dengue. O jovem morreu no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, por volta das 22h40 deste domingo (6), onde deu entrada com um "quadro já avançado".

O HR confirmou a morte com a "suspeita de dengue" e, conforme informou em nota, o adolescente foi atendido pela equipe médica e de enfermagem e "evoluiu para óbito cerca de uma hora depois". "A causa da morte só poderá ser confirmada nos próximos 30 dias após o resultado de exames laboratoriais", ponderou o hospital.

O enfermeiro da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) de Santo Anastácio, Rodolfo Luís Carneiro, disse ao G1 que o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do HR fez a coleta de exames que apontarão as reais causas da morte do jovem. "Foi tudo muito rápido, não tem como dizer nada sobre o assunto, apenas que é um óbito em investigação", salientou.

Ele relatou que o adolescente foi atendido primeiramente no município e se queixava de falta de ar, além de já ter problemas de coração. "Ele foi atendido, mas, como evoluiu muito rápido, foi encaminhado o mais rápido possível para o Hospital Regional, que é o hospital de referência da região", explicou.

O enfermeiro ainda disse ao G1 que há uma outra morte que pode ter sido causada pela dengue na cidade. "Também está em investigação. É um idoso de 85 anos. Estou contabilizando os casos positivos da doença, mas até o último levantamento eram 184 casos", falou Carneiro.

Ele frisou que a dengue é uma doença que está preocupando todo o país e que Santo Anastácio está fazendo todas as ações necessárias para combater o mosquito Aedes aegypti. "Todo cuidado é pouco. É extremamente importante cada um fazer a sua parte. Se não tem foco, não tem mosquito. Se não tem mosquito, não tem doença. Estamos fazendo a divulgação na mídia, nas escolas e nas igrejas e trabalhando arduamente para combater essa doença que vem se alastrando", destacou Carneiro.

Não há um prazo para que a confirmação sobre a morte do adolescente seja divulgada. “Dependemos do resultado do Instituto Adolfo Lutz”, finalizou o enfermeiro.

G1

Polícia investiga morte de homem encontrado nu e amarrado em SC

07/03/2016 • 17:22
Alexandre foi encontrado morto e amarrado em Florianópolis (Foto: Reprodução/RBS TV)A Polícia Civil de Florianópolis investiga a morte de Alexandre Santigo, de 32 anos, encontrado nu, com as pernas amarradas e marcas de pedradas pelo corpo. O crime teria acontecido na madrugada de sábado (5), no parque Náutico Walter Lange, no centro da capital.

 O delegado de homicídios Ênio de Oliveira Matos, que investiga o caso, afirmou nesta segunda-feira (7) que a morte teria sido motivada por uma briga com moradores de rua por causa do consumo de drogas. Ele disse ainda que por enquanto não tem nenhum suspeito.

O corpo de Alexandre foi encontrado no início da manhã de sábado em um gramado no Centro, na região das pontes que ligam a ilha ao continente, próximo a um clube de remo.

A RBS TV entrou em contato com a família de Alexandre, que preferiu não gravar entrevista para não atrapalhar a investigação, mas o irmão da vítima disse que espera que a polícia chegue até o responsável pelo crime.

Os amigos de Alexandre disseram que ele trabalhou como comissário de bordo durante cinco anos e também em uma operadora de telefonia. O rapaz foi velado no cemitério de Barreiros, em São José, e enterrado na manhã de domingo (6).

G1
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