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17/07/2008 - 11:20 - G1

Extradição

Cacciola está em cela coletiva, dizem advogados

Os advogados que defendem Salvatore Cacciola informaram que o ex-banqueiro ocupa, no presídio Ari Franco, no subúrbio do Rio de Janeiro, uma cela com aproximadamente 14 pessoas. Segundo Guilherme Eluf, que o defende, o espaço é precário e não possui camas para todos os detidos. 

Entre os presos, há pessoas com nível superior e presos comuns, segundo Eluf. Ele aponta que Cacciola, até o momento, não reclamou de nada, que diz acreditar na Justiça e que provará sua inocência. Os advogados esperam que Cacciola fique preso numa cela especial, já que tem curso superior, conforme determina a Constituição. Eles ainda não sabem se ele vai deixar o presídio Ari Franco ainda nesta quinta-feira.

Segundo o advogado, o ex-banqueiro nunca se furtou a responder a nenhum ato da Justiça brasileira e que, mesmo na Itália, mantinha contato com os advogados e respondia os atos processuais através de cartas rogatórias.


Extradição
O Governo Federal brasileiro chegou a entrar com pedido de extradição quando o ex-banqueiro vivia na Itália, mas não ganhou a ação. O advogado explica que no processo de extradição Cacciola respondia por gestão fraudulenta, que é considerado um crime genérico na Itália.

Guilherme Eluf falou também que há dois dias a mãe do ex-banqueiro faleceu no Rio de Janeiro. Segundo ele, ela estaria triste ao saber que seu filho seria trazido preso para o Brasil. Carlos Eluf, que também defende Cacciola, diz que no período que viveu na Itália o ex-banqueiro tomava conta de um hotel em Roma.

Os advogados aguardam a decisão sobre um pedido de habeas corpus feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), solicitando a libertação do ex-banqueiro. A defesa alega que o pedido de prisão cautelar ou preventiva não pode ultrapassar 81 dias, prazo já cumprido por Cacciola em Mônaco. O STJ aguarda informações do processo antes de proferir sua decisão


Chegada
Cacciola desembarcou no Brasil por volta das 5h desta quinta-feira (17), no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Foi a etapa final de uma viagem que começou na véspera, em Mônaco, onde ele estava preso desde setembro do ano passado.

Cacciola, que não usava algemas, seguiu direto para a sede da Polícia Federal no aeroporto e não chegou a passar pelo saguão de desembarque.




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