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Presos da Casa de Custódia arrebentam cadeados e tentam fugir

25/01/2016 • 10:04
Por Valéria Amorim

Agentes penitenciários impediram na noite do último domingo (24) uma fuga em massa de detentos da Casa de Custódia de Teresina. Por volta das 21h, os presos dos pavilhões G e H teriam arrebentado os cadeados das celas utilizando vergalhões retirados das paredes para conseguirem fugir.



 “Os cadeados são de péssima qualidade e podem ser facilmente quebrados pelos detentos. Fora isso, o gerador do presídio está quebrado e ontem mesmo faltou luz. Várias coisas só contribuem para as fugas e ainda assim a Secretaria de Justiça não toma nenhuma providência que solucione esses problemas básicos”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), Kleiton Holanda.

 De acordo com Holanda, somente no pavilhão H existem 144 presos. Para reforçar a segurança da Casa de Custódia, foi necessário recorrer à Polícia Militar. Policiais da Companhia do Promorar foram acionados e ficaram de plantão na penitenciária durante a ação.

Nesta madrugada (25), também foi registrada mais uma tentativa de fuga. Presos da Penitenciária de Parnaíba tentaram fugir por volta das 2h e foram impedidos pelos agentes da unidade.



“Eles também arrebentaram os cadeados e tentaram fugir quebrando o telhado. Os agentes penitenciários perceberam a ação dos detentos e conseguiram impedir que eles fugissem”, afirma Kleiton Holanda.

Até o momento, já foram registradas 17 tentativas de fuga somente no ano de 2016, sendo que três fugas foram concluídas. Destas, 13 presos conseguiram fugir. Além disso, já foram contabilizadas duas mortes de detentos.

Justiça ouve Renato Duque e João Vaccari em ação que envolve Dirceu

25/01/2016 • 10:00
Mais quatro réus investigados pela Lava Jato serão interrogados pela Justiça Federal do Paraná em um processo da 17ª fase da operação – batizada de Pixuleco I – nesta segunda-feira (25). São eles: o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, o ex-assessor de José Dirceu Roberto Marques e o ex-sócio minoritário da empresa JD Consultoria Julio César dos Santos.

Os dois primeiros estão presos no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A audiência com o juiz Sérgio Moro está marcada para começar às 14h.



A oitiva com os réus desta ação, que envolve, também, o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, começou na quarta-feira (20). Os primeiros a serem interrogados foram Milton Pascowitch, que cumpre prisão domiciliar, o  irmão dele José Adolfo Pascowith e o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. A ação investiga, entre outras questões, o envolvimento de Dirceu no esquema bilionário de fraude, corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras.
O ex-ministro está preso desde agosto de 2015 e, atualmente, também está detido no complexo médico.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), José Adolfo atuava como operador, assim como o irmão, da diretoria de Serviços da Petrobras, que era ocupada por Duque. O ex-diretor da estatal já é réu em ações penais originadas da Lava Jato.

Milton Pascowitch atuava como elo entre a diretoria de Serviços da estatal e o Partido dos Trabalhadores (PT), segundo as investigações.

O contato era feito por meio da JD Consultoria, de propriedade de José Dirceu, conforme a Polícia Federal. Milton atuava junto à Engevix, empreiteira com contratos com a estatal e que é acusada de pagar propinas a diretores.

Dirceu pressionou para receber propina


No depoimento de quarta, Milton Pascowitch confirmou que o contrato de consultoria entre a empresa dele, a Jamp Engenheiros Associados e a JD Consultoria, de propriedade de Dirceu, serviu ao pagamento de propina por contratos entre a Engevix e a Petrobras.

Pascowitch disse, inclusive, que o ex-ministro exercia forte pressão para receber propina desses contratos.

O lobista também afirmou que usou a Jamp para pagar parte da compra da sede da empresa de Dirceu, a reforma de um apartamento em nome do irmão do ex-ministro, a reforma de outro imóvel cujo verdadeiro dono seria José Dirceu e a compra de uma casa para a filha dele. Ao todo, esses negócios teriam rendido ao ex-ministro, segundo Pascowitch, mais de R$ 2,7 milhões.

O MPF afirma que essa quantia foi paga para Dirceu porque ele foi o responsável por indicar Renato Duque ao cargo de diretor de Serviços da Petrobras.

Para o MPF, Pascowitch foi quem intermediu os pagamentos de propina para Dirceu e para o Partido dos Trabalhadores (PT), durante os anos em que trabalhou junto com a Engevix. Apenas o ex-ministro teria recebido R$ 11 milhões, segundo os investigadores.

Sobre as relações com o PT, Pascowitch afirmou que o ex-tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto, era quem recebia as quantias devidas pela Engevix. A atuação dele teria começado em 2009. Segundo o lobista, em um contrato para a construção de cascos para a exploração do pré-sal, o partido ficou com R$ 14 milhões.

Pascowitch disse que desse montante R$ 4 milhões foram repassados como doações oficiais ao PT. O restante, conforme o lobista, foi pago em dinheiro vivo, para o próprio Vaccari, entre os anos de 2010 e 2011. Perguntado sobre como transportava tanto dinheiro, ele deu detalhes. “Eu fazia através de uma malinha que eu tenho, com rodinha. Cabia R$ 500 mil”.

R$ 7 milhões para o ex-ministro


O delator Júlio Camargo, que também é réu nesta ação, foi interrogado na sexta-feira (22), e disse que fez pagamentos de cerca de R$ 7 milhões oriundos propina para o ex-ministro.

Esses pagamentos, segundo Camargo, foram feitos a pedido de Renato Duque. O delator disse que tinha uma conta corrente junto com Duque e o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco para pagamentos de propina. “Num momento Renato Duque me chamou e disse, Júlio, da nossa conta corrente eu quero que você destine R$ 4 milhões a José Dirceu”, relatou.

A partir de então, o delator diz que foi procurado por outro operador, Milton Pascowitch, que se apresentou como representante de José Dirceu e estabeleceu um cronograma de pagamentos.


Defesas

A defesa de José Dirceu afirmou que o depoimento de Pascowitch foi confuso e que as declarações precisam ser provadas, para que se faça qualquer acusação.

Sobre o pagamento de R$ 7 milhões, citado por Júlio Camargo, o advogado de Dirceu disse que todo o dinheiro que o ex-ministro recebeu foi em função de serviço prestado, com nota fiscal emitida. Afirmou ainda que Dirceu não recebeu propina de Júlio Camargo e que tem a impressão de que as pessoas se favorecem nas delações usando o nome de José Dirceu.

A defesa do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco disse que ele reafirmou o conteúdo da delação premiada.

O advogado de Vaccari Neto, Luiz Flávio D'Urso, disse que a acusação de que Vaccari recebeu dinheiro de propina não procede.

Em nota, o PT afirmou que todas as doações que recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmatros legais e foram posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.

Fase final

Esta fase de depoimentos dos réus é a penúltima antes da sentença do juiz Sérgio Moro. Até o fim deste mês, todos serão chamados para prestar esclarecimentos, podendo falar ou mesmo ficar em silêncio diante do magistrado. Após essa etapa, a Justiça determina um prazo para que o MPF e as defesas apresentem os argumentos finais. Em seguida, o processo segue para a análise e sentença do juiz, que pode condenar ou absolver os réus.


G1

Prefeito piauiense é morto a tiros durante velório

25/01/2016 • 09:55
Da Redação do Portal AZ

O prefeito de Goianésia do Pará, o piauiense João Gomes da Silva foi morto a tiros na noite do último domingo (24). João Gomes da Silva (PR), mais conhecido como “Russo”, estava em um velório, no centro da cidade quando foi assassinado.

João Gomes da Silva nasceu na cidade de Barras, região Norte do Piauí, tinha 62 anos de idade e ocupava o cargo de prefeito desde 2013.


De acordo com informações preliminares, um homem que também se encontrava no velório efetuou os disparos contra o gestor. O suspeito ainda fugiu de moto com a ajuda de um comparsa que o esperava na área externa do estabelecimento.

A Polícia foi acionada e a perícia esteve no local. O corpo do prefeito seguiu para o Instituto Médico Legal (IML), do município de Tucuruí. A Polícia realizou diligências e até o momento ninguém foi preso.

* Com informações do G1

No RN, homem encontra R$ 500 mil no quintal de casa e entrega à polícia

25/01/2016 • 09:22
Um morador da Zona Norte de Natal encontrou neste domingo (24) R$ 500 mil dentro de um balde escondido no quintal de casa. Quatro revólveres estavam junto ao dinheiro. O homem fez a denúncia na Delegacia de Plantão Zona Norte, que apreendeu a quantia e as armas.


De acordo com a Polícia Civil, o homem encontrou o material e fez uma denúncia na delegacia. A polícia identificou que o dinheiro foi roubado de uma agência da Caixa Econômica Federal, na avenida João Medeiros Filho, no dia 11 de janeiro.

O delegado Ernani Leite encaminhou o dinheiro e armas para a Polícia Federal, que investiga o caso.
G1

Polícia encontra quase 50 quilos de crack enterrados no Norte do Estado

25/01/2016 • 08:15
Da Redação do Portal AZ*

A Polícia Militar desenterrou no final da tarde deste domingo (24), 46 tabletes de crack em um terreno baldio, no povoado Morada Nova dos Crentes, zona rural do município de Bom Princípio do Piauí. A apreensão foi realizada por uma guarnição da Força Tática, a qual recebeu uma denúncia anônima informando sobre a droga enterrada.



A guarnição foi até local e encontrou os tabletes enterrados e acondicionados em quatro baldes. A droga foi conduzida para a Central de Flagrantes.

Segundo informações do delegado Rodrigo Mello, provavelmente a droga estava guardada para manutenção do trafico de drogas nas festas de carnaval. A grande quantidade de crack apreendida ainda está na substância pura e seria misturada com outras substâncias para depois ser vendida.

Segundo a polícia, o prejuízo ao trafico de drogas se aproxima de dois milhões de reais. Tanto a Policia civil como a Policia Militar realizaram a pesagem dos 46 tabletes de crack, que totalizaram 47,85 Kg (quarenta e sete quilos e oitenta e cinco gramas). A droga apreendida foi encaminhada para a Perícia Criminal.


*Com informações do portal Proparnaíba
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