O povo quer muito mais

O governador do Maranhão Flavio Dino (PC do B), foi eleito com o discurso de uma grande mudança de rumos na condução política do Estado, gerando, com isso, a expectativa de uma guinada efetiva na postura e de ganhos efetivos nos indicadores sociais. Mas o governador está chegando na metade do mandato, e os questionamentos sobre sua gestão tem sido muito mais contundentes que os elogios. Alguns problemas são, inclusive, de natureza ética, com a cobrança da imprensa para que seja encerrado o contrato do governo com a empresa Dimensão Engenharia, do empreiteiro Antônio Barbosa, preso na operação Lilliput da Polícia Federal. A polícia afirma que milhões de reais foram repassados para o empresário, que é apontado como líder de uma organização criminosa com faturamento gigantesco na área da saúde. Com igual rigor, também há denúncias de um certo Instituto Cidadania e Natureza, alvo da operação Sermão dos Peixes da Polícia Federal, também motivo de denúncias de desvio de recursos públicos. O dia-a-dia do governador parece que ainda titubeia com ações de pouca efetividade, como a vinda a Teresina, meses atrás, para a simples entrega da correção de um dos acessos da ponte da Amizade, que custaram R$ 400 mil, ou, como fez ontem, a entrega de duas viaturas para a cidade de Timon. No plano financeiro, o governador está pedindo R$ 400 milhões a um banco da falida e tumultuada venezuelana, que se soma a outros R$ 55 milhões conseguidos junto à Caixa Econômica Federal. Ou seja, o governador, que reclamava não ter condições de pagar os vultosos empréstimos do governo  passado, na ordem de R$ 3 bilhões, já acrescenta quase R$ 500 milhões em novas dívidas. É dentro desse contexto que Dino não deve ter estranhado quando Instituto de pesquisas fez um levantamento recente, em que a principal pergunta foi a comparação direta entre a atual administração e da governadora que derrotou em 2014. Pelo andar da carruagem, o novo se apresenta com a cara do passado, muito combatido.

JVC deve se filiar ao PMDB e, aos que lhe dão ouvidos, fala em candidatura em 2018.
JVC deve se filiar ao PMDB e, aos que lhe dão ouvidos, fala em candidatura em 2018.

No rastro
Investigadores do melhor calibre, os dois jornalistas de São Paulo e Paraná que estiveram em Teresina no último final de semana, descobriram que moram no Piauí, dois ex-executivos das construtoras Delta e Odebrechet.
Um estaria em franca atividade, fazendo lobby e o outro recolhido à sua fazenda no interior do Estado.

Sem jeito
A corrupção na política é mesmo endêmica.
Dirigentes de partidos estão comprando helicópteros e jatos com a verba do Fundo Partidário.
Acaba não, mundão!

Alô Firmino!
As pessoas que trabalharam no dia da passagem da tocha olímpica em Teresina ainda aguardam o pagamento.
Elas tem afundado o caminho que leva à Fundação Cultural Monsenhor Chaves sem  uma resposta positiva. Já se vão dois meses.
E olhe que esse dinheiro é do Ministério da Cultura.

JVC
Sem partido já há alguns meses, o ex-senador João Vicente Claudino começa a dar sinais para onde deseja ir: o PMDB.
Deve ser das mais festivas a solenidade de sua filiação ao partido do presidente da República.

Candidatura
JVC tem conversado muito e dito a quem lhe dá ouvidos que deve ser candidato a governador em 2018.
O risco aí é bater de frente com o nome mais forte do partido hoje, João Henrique  Souza, que, segundo comentários de bastidores, também pensa no cargo.

União
A coluna errou ao informar que o candidato a vice na chapa encabeçada por Paulo Henrique Costa, a prefeito de União,  seria seu pai, Gervásio.
O candidato a vice é o comerciante  Lauro Nery .

União 2
A coluna errou sim, em razão de uma confusão de datas. É que de fato Gervásio Costa foi candidato a vice de Paulo Henrique, seu filho, mas nas eleições de 2012 e não será na deste ano.

Lá vai!
Adivinha quem foi depor na Polícia Federal semana passada, por conta de envolvimento com grilagem de terras? Se você pensou  em gente graduada do Interpi, de governo passado, andou no rumo.
Gente grande, que tem (ou teria) ligação com o saque de R$ 8 milhões na boca do caixa do BB.

Você sabia?
O ministro da Saúde Ricardo Barros é o feliz proprietário de um pedaço de terra, de mais de 20 mil hectares, localizado nos Cerrados piauienses.
Mas o ministro queixa-se vítima de grileiros. Suas terras foram invadidas. Tanto que contratou advogado para resolver o caso na justiça.

Espionagem
Não deve ser amigo do indicado para o Ibama, Marcus Vinícius Monteiro Barbosa, o sujeito que tem encaminhado às redações uma matéria publicada no site piauinoticias.com, sobre uma briga envolvendo o rapaz e o médico Kleber Lemos, em Floriano.
Mas isso foi em 2012.

Empossado
Marcus Vinícius Monteiro Barbosa, indicação do deputado federal Heráclito Fortes, assumiu o cargo ontem.

Mandinga
Romildo Mafra, nomeado em 2003, ficou na superintendência do Ibama piauiense por oito anos e quatro meses. De lá para cá, a média de sustentação de um superintendente é de três meses. Por lá já passaram cinco chefes.
Que mandinga Romildo deve ter feito?

Ping Pong

O bombeiro

Amigo pessoal de Romildo Mafra, Robert Rios vai se encontrar com o senador Alberto Silva para fazer-lhe um pedido.
Robert: "Se o Ibama continuar na sua cota de deputado federal, na próxima legislatura, gostaria que o Romildim permanecesse por lá..."
Alberto: "Olhe, pelo que acompanhei do nosso Romildo nesses quatro anos, acho que ele seria bom comandando o Batalhão de Bombeiros..."
Robert: "Por quê?"
Alberto: "Porque nesse tempo todo ele só me apresentava pessoas para trabalhar na 'brigada do fogo”.

Originalmente publicado em 7 de janeiro de 2007

Expressas

O Conselheiro do CNJ Norberto está propondo cotas para negros e pessoas com deficiência em todos os concursos realizados pelos Tribunais de Justiça do país.

O Espaço Coco Bambu preparou uma programação especial para o almoço de Dia dos Pais com buffet completo e música ao vivo.

O presidente interino Michel Temer (PMDB) não tem boa avaliação em Teresina. Segundo o Data AZ na soma dos conceitos bom (9,69%) e ótimo (1,42%), Temer chega apenas a 11,11% de aprovação.