Comandante do 11º BPM diz que há defasagem de policiais em Timon e que comando e governador sabem

Comandante foi duro em suas palavras e atribui ao comando da segurança pública o conhecimento do fatos.

Jairo: aprimorar os estudos e colocá-los em prática é a solução
Jairo: aprimorar os estudos e colocá-los em prática é a solução

São fortes as declarações do tenente Coronel Jairo Xavier, comandante do 11º BPM em Timon, e de acordo com as informações repassadas durante entrevista concedida ao programa Tribuna Independente, na Rádio Comunitária, hoje pela manhã, o comandante confirma a falta de condições da PM em realizar um trabalho de combate à marginalidade e ao crime na cidade.

Em postagem feita no blogdoribinha essa semana sobre a situação de insegurança na cidade de Timon e atribuindo essa inapetência da segurança ao desmantelo que vem sendo promovido pelo governador Flávio Dino, as palavras ditas hoje pelo comandante da PM vem corroborar com essa afirmação.

Comando sabe e o governador também

O comandante foi claro em suas palavras em afirmar que tanto o comando da PM no Maranhão, quanto o secretário de Segurança Jefferson Portela tem uma “ideia interna corporis de que a Policia Militar do Maranhão está pensa para a Região dos Cocais”. Adianta ele que “incutiram na cabeça dos grandes gestores da segurança pública do Estado e não tenho nenhum receio de frisar isso, pois já tive debates até acalorados com o Coronel Comandante Geral, com o secretário de estado também e devem ter levado ao conhecimento do governador (Flavio Dino), dizem que Timon tem policial demais. E isso não é verdade!!, disse o coronel.

Quadro ideal nunca foi feito

De acordo com o comandante a estrutura organizacional do 11º BPM ainda funciona com o quadro organizacional Q.O é remanescente da 3ª Companhia de Polícia de 2005. De acordo com o coronel Jairo, quando elevaram Timon a BPM deixaram o quadro organizacional daquela época, previsto em Lei de 1993, com previsão de 464 PMs, um major, dois capitães e seguiam-se os demais cargos.

“Pegaram esses cargos mudaram para um nome bonito de 11º BPM acrescentaram um tenente coronel como comandante e mais um major e até hoje esse quadro não foi lotado. Hoje nós temos 292 policiais para os municípios de Timon, Matões e Parnarama”, disse o comandante.

Regime escravocrata

Segundo ele, “todos são sujeitos de direito, profissionais de segurança pública, cidadãos, pais de família e que merecem respeito. Não posso impô-los regime escravocrata, não posso exigir que o policial more no quartel, que abandone sua família e que ele viva única e exclusivamente para estar atuando. Existem outras maneiras de convocação, mobilização, reposição, jornada extraordinária, mas que não é suficiente, esse efetivo não é até hoje e já foram feitos vários estudos e se disserem que não tem conhecimento eu os desminto, disse o coronel.

“Todos têm conhecimento, quer seja na esfera política, profissional, da defasagem que existe, e não é só em Timon não, me atrevo a dizer que em todas as cidades do interior. Temos cidades por aí que devem ter dois policiais”, disse Jairo Xavier.

Defasagem muito grande

“Timon, dos 292, eu tenho que cobrir essas três cidades. De fevereiro a novembro, são dez meses, eles tem direito à férias, tenho efetivo à disposição da Força Nacional, que está no Rio de Janeiro, à disposição do Grupo Tático Aéreo, em São Luis, efetivo cedido para o Colégio Militar...então nós temos uma defasagem muito grande, que fora isso nós temos uma tropa envelhecida, muitos com problemas nas articulações, de coluna, stress pós-traumático, policial que teve confronto e hoje está em tratamento psicológico”, disse Jairo Xavier.

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Solução: aprimorar os estudos e colocar em prática

Ele adverte que a solução seria aprimorar os estudos que já foram realizados, que segundo eles todos têm conhecimento, inclusive quanto à questão orçamentária. O comandante enalteceu à parceria feita com a prefeitura, pois se não fosse graças a ela o orçamento enviado pelo governo não seria suficiente. Jairo Xavier também evidenciou a questão dos excessos e disse que tem cortado-os na carne, alguns foram transformados em processos encaminhados à justiça, alguns afastados, excluídos.

O cargo é do comandante

“E assim ocorre nossa gestão, nós temos que ser equilibrados, agora repito: toda vez em que há um momento sazonal desse, com fato de repercussão, tudo volta à carga. Nós tivemos ai de junho do ano passado até agora ninguém lembra que estava tudo tranquilo e sob níveis aceitáveis, pois vamos continuar trabalhando enquanto nos permitir a gestão da unidade, mas é aquela história que se o comando acha por bem que mesmo contrariando os indicativos as estatísticas ficarem comprovadas acha que a figura da pessoa única do comandante e que pode mudar que o faça estamos à disposição, finalizou Jairo Xavier.