1. Blogs
  2. Mãe de primeira
  3. Coisas que não te contam sobre a maternidade
Publicidade

Coisas que não te contam sobre a maternidade

Hoje decidi desvendar alguns mistérios sobre a maternidade que descobri sendo mãe. Realmente nem todo mundo vai te falar o que realmente é ser mãe, mas eu estou aqui para listar algumas coisas que descobri na pratica. Mas lembrando sempre que cada mulher vive a maternidade de uma forma.

Vou iniciar falando sobre o seu corpo, o novo corpo. Você ficará flácida, com um pouco de barriga (a maioria), às vezes você até se pergunta o que há de errado e nem se reconhece no espelho. Acostumar-se com esse novo corpo vai ser algo muito difícil.

O amor materno pode não nascer junto com o bebê. Ele não acontece sempre de imediato. Ao contrário da propaganda sobre maternidade, o amor é construído no dia-a-dia, nos abraços, no toque, no cheiro, no contato pele a pele. De início, tudo fica bem confuso. Você não sabe se olha pra si, se olha para o bebê, se olha pro que tá acontecendo ao redor.

Amamentação é um aprendizado contínuo (Foto: arquivo pessoal)

A amamentação é natural, mas não automática. A pega do bebê pode ser difícil. Você pode não saber qual é a melhor posição para você. O leite não desce de imediato, mas ninguém te fala que o colostro é forte e suficiente. Você começa a achar que está fazendo tudo errado. Não consegue conter as lágrimas. Você se preparou pra aquele momento mágico, mas ele não acontece. Você se esforça, o bebê chora (porque é também um aprendizado pra ele!). Você descobre, no meio do caminho, que a amamentação é suor, esforço e doação.

O bebê vai chorar. Simplesmente, vai. Ele vai chorar porque saiu de um lugar escurinho e está tendo que lidar com toda essa luz aqui fora. Ele vai chorar porque saiu de um lugar quentinho e está tendo que lidar com as variações de temperatura. Ele vai chorar porque todo o barulho, pra ele, é novo. Ele vai chorar porque ele está tentando se adaptar à nova vida, assim como você. Aliás, ele e você vão chorar e muito. (apesar de que tive sorte do meu bebê não ser chorão).

Tem dias que o banho só será tomado a noite. Essa é a realidade (Foto: arquivo pessoal)

As noites em claro são praticamente impossíveis de lidar. Você leu que o bebê vai acordar de três em três horas para mamar. Pode ser que aconteça, mas pode ser que ele acorde a cada duas horas, a cada hora, ou a cada meia hora. Principalmente no primeiro mês. Por isso é importante contar com a ajuda do papai nessas horas. Você quase não vai dormir. E privação do sono não é brincadeira. Ninguém te prepara pra não dormir. Talvez seja a parte mais difícil.

O parto pode não ser o dos seus sonhos. Se for cesárea, ninguém te conta da sensação horrível de não sentir as pernas, da tremedeira que pode dá na cirurgia (eu achei que fosse morrer!). Nada é mágico como nas fotografias profissionais.

Pode ser que você não se sinta feliz. Nesse momento, uma culpa avassaladora bate à porta. Você tem um bebê novinho em folha em casa, lindo, precioso, mas você não se sente feliz. O cansaço, o sono, o peito vazando, a dor nos seios, o sangue que desce, o absorvente enorme, a barriga pós-parto. Tudo está diferente e você não sabe como vai funcionar daquela maneira.

Você provavelmente não vai conseguir fazer nada. Às 15h, você ainda vai estar de camisola, sem banho, sentada no sofá amamentando e apertada para fazer xixi sem conseguir. A vida corre lá fora. As pessoas vivem suas vidas e você parece que está ali, parada, literalmente a serviço de um serzinho minúsculo que depende de você. Você não vê mais seus filmes, suas séries, sua novela. Aliás, você nem lembra que dia da semana é. Completamente perdida, imersa num mundo paralelo, pisando em ovos, em nuvens, vagando no desconhecido. Parece que nunca mais você vai ver a luz.

Somos guerreiras em ser mulher e mãe. Somos fortes (Foto: arquivo pessoal)

As pessoas somem. Não ligam, não dão sinal de fumaça, não oferecem ajuda. Você se sente sozinha, desamparada, com um bebê nos braços sem saber onde é a saída. Mas os amigos de verdade vão te procurar e ajudar, principalmente a família.

Essas são algumas verdades sobre a maternidade e o que quero passar para vocês é que precisamos compartilhar nossas dificuldades e assumir que ser mãe é um desafio diário. Precisamos parar de esconder ou camuflar nossos sentimentos. Somos serem humanos e temos falhas. Dificuldades e tristezas.

Digo mais, somos ótimas mães, conseguimos cuidar de um bebe, casa, trabalho, família e de você mesmo.

Hoje decidi desvendar alguns mistérios sobre a maternidade que descobri sendo mãe. Realmente nem todo mundo vai te falar o que realmente é ser mãe, mas eu estou aqui para listar algumas coisas que descobri na pratica. Mas lembrando sempre que cada mulher vive a maternidade de uma forma.

Vou iniciar falando sobre o seu corpo, o novo corpo. Você ficará flácida, com um pouco de barriga (a maioria), às vezes você até se pergunta o que há de errado e nem se reconhece no espelho. Acostumar-se com esse novo corpo vai ser algo muito difícil.

O amor materno pode não nascer junto com o bebê. Ele não acontece sempre de imediato. Ao contrário da propaganda sobre maternidade, o amor é construído no dia-a-dia, nos abraços, no toque, no cheiro, no contato pele a pele. De início, tudo fica bem confuso. Você não sabe se olha pra si, se olha para o bebê, se olha pro que tá acontecendo ao redor.

Amamentação é um aprendizado contínuo (Foto: arquivo pessoal)

A amamentação é natural, mas não automática. A pega do bebê pode ser difícil. Você pode não saber qual é a melhor posição para você. O leite não desce de imediato, mas ninguém te fala que o colostro é forte e suficiente. Você começa a achar que está fazendo tudo errado. Não consegue conter as lágrimas. Você se preparou pra aquele momento mágico, mas ele não acontece. Você se esforça, o bebê chora (porque é também um aprendizado pra ele!). Você descobre, no meio do caminho, que a amamentação é suor, esforço e doação.

O bebê vai chorar. Simplesmente, vai. Ele vai chorar porque saiu de um lugar escurinho e está tendo que lidar com toda essa luz aqui fora. Ele vai chorar porque saiu de um lugar quentinho e está tendo que lidar com as variações de temperatura. Ele vai chorar porque todo o barulho, pra ele, é novo. Ele vai chorar porque ele está tentando se adaptar à nova vida, assim como você. Aliás, ele e você vão chorar e muito. (apesar de que tive sorte do meu bebê não ser chorão).

Tem dias que o banho só será tomado a noite. Essa é a realidade (Foto: arquivo pessoal)

As noites em claro são praticamente impossíveis de lidar. Você leu que o bebê vai acordar de três em três horas para mamar. Pode ser que aconteça, mas pode ser que ele acorde a cada duas horas, a cada hora, ou a cada meia hora. Principalmente no primeiro mês. Por isso é importante contar com a ajuda do papai nessas horas. Você quase não vai dormir. E privação do sono não é brincadeira. Ninguém te prepara pra não dormir. Talvez seja a parte mais difícil.

O parto pode não ser o dos seus sonhos. Se for cesárea, ninguém te conta da sensação horrível de não sentir as pernas, da tremedeira que pode dá na cirurgia (eu achei que fosse morrer!). Nada é mágico como nas fotografias profissionais.

Pode ser que você não se sinta feliz. Nesse momento, uma culpa avassaladora bate à porta. Você tem um bebê novinho em folha em casa, lindo, precioso, mas você não se sente feliz. O cansaço, o sono, o peito vazando, a dor nos seios, o sangue que desce, o absorvente enorme, a barriga pós-parto. Tudo está diferente e você não sabe como vai funcionar daquela maneira.

Você provavelmente não vai conseguir fazer nada. Às 15h, você ainda vai estar de camisola, sem banho, sentada no sofá amamentando e apertada para fazer xixi sem conseguir. A vida corre lá fora. As pessoas vivem suas vidas e você parece que está ali, parada, literalmente a serviço de um serzinho minúsculo que depende de você. Você não vê mais seus filmes, suas séries, sua novela. Aliás, você nem lembra que dia da semana é. Completamente perdida, imersa num mundo paralelo, pisando em ovos, em nuvens, vagando no desconhecido. Parece que nunca mais você vai ver a luz.

Somos guerreiras em ser mulher e mãe. Somos fortes (Foto: arquivo pessoal)

As pessoas somem. Não ligam, não dão sinal de fumaça, não oferecem ajuda. Você se sente sozinha, desamparada, com um bebê nos braços sem saber onde é a saída. Mas os amigos de verdade vão te procurar e ajudar, principalmente a família.

Essas são algumas verdades sobre a maternidade e o que quero passar para vocês é que precisamos compartilhar nossas dificuldades e assumir que ser mãe é um desafio diário. Precisamos parar de esconder ou camuflar nossos sentimentos. Somos serem humanos e temos falhas. Dificuldades e tristezas.

Digo mais, somos ótimas mães, conseguimos cuidar de um bebe, casa, trabalho, família e de você mesmo.

Desenvolvimento do bebê: O que faz o Bebê com cinco meses Padecendo no paraíso: da intensidade do amor ao limite do estresse