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A mente de Bolsonaro

Em 1943, quando em pleno curso a matança comandada por Adolf Hitler na Alemanha, o psicanalista Walter Charles Langer foi imbuído da missão de decifrar a mente do nazista ditador e fornecer aos estrategistas militares norte-americanos um perfil que pudesse contribuir para a derrota daquele sanguinário na Segunda Guerra Mundial.

Do resultado, então, nasceu o livro “A mente de Adolf Hitler”, que o retrata com um perfil psicológico construído a partir de entrevistas com pessoas que conviveram com o líder nazista. “A mente de Adolf Hitler” é um fascinante documento histórico. E também peça fundamental para mostrar indícios de que o ditador nazista teria sido flagrado em comportamentos homossexuais.

Além de homem pervertido sexualmente - segundo os relatos históricos -, Hitler foi uma criança aterrorizada pelo pai, um alcoólatra que batia nos filhos até deixá-los inconscientes. Por estas e outras circunstâncias surgiu o Hitler com o perfil psicológico traçado por Langer. E que está longe de ser o “mito” da propaganda enganosa nazista.

* foi um homem atormentado;

* incapaz de se dedicar a qualquer tarefa que demandasse estudo e concentração;

* inseguro sempre que obrigado a se encontrar com intelectuais ou jornalistas;

* incapaz de conversar normalmente e de prestar atenção nos demais;

* atormentado por pesadelos atrozes e por ataques de fúria;

* incapaz de tomar decisões em momentos decisivos;

* sempre dirigido por suas perversões e pelo ódio à todos.

Baseado nos respectivos registros históricos, Kiko Nogueira fez uma análise comportamental do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. E o comparou com o perfil descrito na obra “A mente de Adolf Hitler”, o nazista idolatrado pelo presidente brasileiro – a idolatria vem até no corte do cabelo, em forma de peruca caindo com caimento.

No Piauí, mais precisamente na cidade de Parnaíba, pelas informações jornalísticas colhidas por Nogueira, teria sido a terceira vez em menos de três dias que Jair Bolsonaro usou da retórica escatológica do “cocô”, o escremento anal.

Dissertando, Nogueira lembra que a obra de Langer faz revelações intrigantes. De que, por exemplo, Hitler tinha fetiches sexuais “doentios”, que teria forçado a própria sobrinha a participar de atos sexuais “perturbadores”, entre os quais usando “fezes” para que ele, ditador, sentir-se prazeroso e realizado.

No livro, Adolf Hitler era adepto da coprofilia, o uso das fezes humanas para prazer sexual. A palavra vem do grego kopros (“corpo”, “excremento”) mais filia (“amor”).

“A prática dessa perversão representa a mais baixa profundeza da degradação”, escreveu Langer.

Pelas conclusões de psiquiatras e psicanalistas brasileiros, é perturbador o comportamento de Jair Bolsonaro em público. Sempre desconexo, uma coisa o presidente brasileiro não tira da cabeça: “ânus”, “fezes”, “pênis”,... É uma fixação incontrolável! Uma compulsão! No Carnaval pretérito, compartilhou o vídeo de um homem mexendo no ânus (introduzindo algo) e sugeriu que a cena era comum. Em 25 de abril de 2019, mostrou-se preocupado com o volume de amputações de pênis no país e fez um alerta sobre a necessidade de se lavar o órgão com água e sabão.

É verdade, muitos relatórios tentaram analisar Hitler psicologicamente. Um deles, feito por Walter Charles Langer, descreve Hitler como possuidor de tendências homossexuais, um coprofílico impotente. O psicólogo Henry Murray escreveu outro e chegou a conclusões semelhantes. Otto Strasser, um dos oponentes de Hitler no Partido Nazista, descreveu uma história similar em um interrogatório no pós-guerra.

Nas pesquisas após a morte do ditador alemão, uma variedade de informações surgiram sobre sua orientação sexual. De que seria homossexual, bissexual ou assexual. Chegou-se, então, a uma só conclusão: Hitler tinha distúrbios.

Vamos compreender o seguinte:

  • Como é que pessoas inteligentes possam se relacionar ao sadismo e ao mal?
  • Por que algumas pessoas aplaudem e incentivam a monstruosidade do mal?
  • Que fatores emocionais, cognitivos ou sociais levam pessoas normais a confiar, seguir, admirar e idolatrar um homem maldoso, sem caráter, pornográfico, tosco, grosseiro, imbecil, boçal, afeito à mortandade humana?

“É comum encontrar pessoas que cresceram sem ter recebido elogios ou palavras de incentivo. Muitas delas conviveram com críticas e palavras agressivas. Essas pessoas crescem com a ideia de que são inadequadas, nunca serão boas o suficiente e com isso surge a insegurança e o medo de não ser um adulto capaz de realizações”, avalia Alexandre Salvador, Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta Corporal.

O sadismo, por exemplo, é uma característica negativa da personalidade humana. O termo define indivíduos que sentem prazer em machucar ou magoar outras pessoas. Pesquisadores relacionam nove itens capazes de identificar uma pessoa sádica:

1. Eu já tirei sarro de alguém para mostrar que estou no controle; quem manda sou eu;

2. Eu nunca me canso de provocar as pessoas;

3. Eu magoaria alguém se soubesse que isso me deixaria no controle da situação;

4. Quando rio de alguém, é engraçado ver a pessoa ficar incomodada;

5. Ser maldoso com os outros pode ser emocionante;

6. Eu sinto prazer ao rir de alguém na frente dos amigos;

7. Ver pessoas se envolvendo em brigas me anima;

8. Eu considero a possibilidade de magoar pessoas que me irritam;

9. Eu não machucaria ninguém, mesmo se não gostasse da pessoa; quando, na verdade, machuca.

O distúrbio do sadismo nasceu do comportamento doentio do Marquês de Sade, aristocrata francês preso diversas vezes por Napoleão Bonaparte, que costumava criar enredos teatrais nos quais os protagonistas eram maltratados com requintes de perversidade. Assim como no masoquismo, o sadismo pode ter origem na infância, no comprometimento do desenvolvimento psicossexual, propiciando a formação de “aberrações” na vida adulta, quando o desejo mórbido de ser maltratado (masoquismo) e o de maltratar (sadismo) são pré-requisitos para a satisfação da pessoa mentalmente afetada.

“É importante sabermos que o masoquismo e o sadismo podem se mesclar numa mesma pessoa, já que são patologias afins, constituindo-se no quadro chamado Sadomasoquista, conhecido por muitos. (...) O que caracteriza o masoquismo e o sadismo não é somente o sofrer e nem o fazer sofrer; mas, sim, a compulsão ao sofrimento e ao fazer sofrer, respectivamente”. (Carleial Mendonça, Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais, Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito).

É necessário continuarmos refletindo sobre o que ocorre atualmente no Brasil. Para que possamos convencer nossos normais a não seguir nossos sádicos, que disseminam perversamente a maldade prazerosa para rir da sociedade do bem.

Como diz o sociólogo Marcos Coimbra, o que quer Bolsonaro “é uma matilha pronta para morder, uma milícia que, a seu comando, saia para bater nos outros. (...) Não é normal. (...) Nem nas atitudes, nem no comportamento”.

Em 1943, quando em pleno curso a matança comandada por Adolf Hitler na Alemanha, o psicanalista Walter Charles Langer foi imbuído da missão de decifrar a mente do nazista ditador e fornecer aos estrategistas militares norte-americanos um perfil que pudesse contribuir para a derrota daquele sanguinário na Segunda Guerra Mundial.

Do resultado, então, nasceu o livro “A mente de Adolf Hitler”, que o retrata com um perfil psicológico construído a partir de entrevistas com pessoas que conviveram com o líder nazista. “A mente de Adolf Hitler” é um fascinante documento histórico. E também peça fundamental para mostrar indícios de que o ditador nazista teria sido flagrado em comportamentos homossexuais.

Além de homem pervertido sexualmente - segundo os relatos históricos -, Hitler foi uma criança aterrorizada pelo pai, um alcoólatra que batia nos filhos até deixá-los inconscientes. Por estas e outras circunstâncias surgiu o Hitler com o perfil psicológico traçado por Langer. E que está longe de ser o “mito” da propaganda enganosa nazista.

* foi um homem atormentado;

* incapaz de se dedicar a qualquer tarefa que demandasse estudo e concentração;

* inseguro sempre que obrigado a se encontrar com intelectuais ou jornalistas;

* incapaz de conversar normalmente e de prestar atenção nos demais;

* atormentado por pesadelos atrozes e por ataques de fúria;

* incapaz de tomar decisões em momentos decisivos;

* sempre dirigido por suas perversões e pelo ódio à todos.

Baseado nos respectivos registros históricos, Kiko Nogueira fez uma análise comportamental do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. E o comparou com o perfil descrito na obra “A mente de Adolf Hitler”, o nazista idolatrado pelo presidente brasileiro – a idolatria vem até no corte do cabelo, em forma de peruca caindo com caimento.

No Piauí, mais precisamente na cidade de Parnaíba, pelas informações jornalísticas colhidas por Nogueira, teria sido a terceira vez em menos de três dias que Jair Bolsonaro usou da retórica escatológica do “cocô”, o escremento anal.

Dissertando, Nogueira lembra que a obra de Langer faz revelações intrigantes. De que, por exemplo, Hitler tinha fetiches sexuais “doentios”, que teria forçado a própria sobrinha a participar de atos sexuais “perturbadores”, entre os quais usando “fezes” para que ele, ditador, sentir-se prazeroso e realizado.

No livro, Adolf Hitler era adepto da coprofilia, o uso das fezes humanas para prazer sexual. A palavra vem do grego kopros (“corpo”, “excremento”) mais filia (“amor”).

“A prática dessa perversão representa a mais baixa profundeza da degradação”, escreveu Langer.

Pelas conclusões de psiquiatras e psicanalistas brasileiros, é perturbador o comportamento de Jair Bolsonaro em público. Sempre desconexo, uma coisa o presidente brasileiro não tira da cabeça: “ânus”, “fezes”, “pênis”,... É uma fixação incontrolável! Uma compulsão! No Carnaval pretérito, compartilhou o vídeo de um homem mexendo no ânus (introduzindo algo) e sugeriu que a cena era comum. Em 25 de abril de 2019, mostrou-se preocupado com o volume de amputações de pênis no país e fez um alerta sobre a necessidade de se lavar o órgão com água e sabão.

É verdade, muitos relatórios tentaram analisar Hitler psicologicamente. Um deles, feito por Walter Charles Langer, descreve Hitler como possuidor de tendências homossexuais, um coprofílico impotente. O psicólogo Henry Murray escreveu outro e chegou a conclusões semelhantes. Otto Strasser, um dos oponentes de Hitler no Partido Nazista, descreveu uma história similar em um interrogatório no pós-guerra.

Nas pesquisas após a morte do ditador alemão, uma variedade de informações surgiram sobre sua orientação sexual. De que seria homossexual, bissexual ou assexual. Chegou-se, então, a uma só conclusão: Hitler tinha distúrbios.

Vamos compreender o seguinte:

  • Como é que pessoas inteligentes possam se relacionar ao sadismo e ao mal?
  • Por que algumas pessoas aplaudem e incentivam a monstruosidade do mal?
  • Que fatores emocionais, cognitivos ou sociais levam pessoas normais a confiar, seguir, admirar e idolatrar um homem maldoso, sem caráter, pornográfico, tosco, grosseiro, imbecil, boçal, afeito à mortandade humana?

“É comum encontrar pessoas que cresceram sem ter recebido elogios ou palavras de incentivo. Muitas delas conviveram com críticas e palavras agressivas. Essas pessoas crescem com a ideia de que são inadequadas, nunca serão boas o suficiente e com isso surge a insegurança e o medo de não ser um adulto capaz de realizações”, avalia Alexandre Salvador, Psicólogo Clínico e Psicoterapeuta Corporal.

O sadismo, por exemplo, é uma característica negativa da personalidade humana. O termo define indivíduos que sentem prazer em machucar ou magoar outras pessoas. Pesquisadores relacionam nove itens capazes de identificar uma pessoa sádica:

1. Eu já tirei sarro de alguém para mostrar que estou no controle; quem manda sou eu;

2. Eu nunca me canso de provocar as pessoas;

3. Eu magoaria alguém se soubesse que isso me deixaria no controle da situação;

4. Quando rio de alguém, é engraçado ver a pessoa ficar incomodada;

5. Ser maldoso com os outros pode ser emocionante;

6. Eu sinto prazer ao rir de alguém na frente dos amigos;

7. Ver pessoas se envolvendo em brigas me anima;

8. Eu considero a possibilidade de magoar pessoas que me irritam;

9. Eu não machucaria ninguém, mesmo se não gostasse da pessoa; quando, na verdade, machuca.

O distúrbio do sadismo nasceu do comportamento doentio do Marquês de Sade, aristocrata francês preso diversas vezes por Napoleão Bonaparte, que costumava criar enredos teatrais nos quais os protagonistas eram maltratados com requintes de perversidade. Assim como no masoquismo, o sadismo pode ter origem na infância, no comprometimento do desenvolvimento psicossexual, propiciando a formação de “aberrações” na vida adulta, quando o desejo mórbido de ser maltratado (masoquismo) e o de maltratar (sadismo) são pré-requisitos para a satisfação da pessoa mentalmente afetada.

“É importante sabermos que o masoquismo e o sadismo podem se mesclar numa mesma pessoa, já que são patologias afins, constituindo-se no quadro chamado Sadomasoquista, conhecido por muitos. (...) O que caracteriza o masoquismo e o sadismo não é somente o sofrer e nem o fazer sofrer; mas, sim, a compulsão ao sofrimento e ao fazer sofrer, respectivamente”. (Carleial Mendonça, Psicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais, Escritor e Pesquisador nas áreas da Psicobiologia e do Direito).

É necessário continuarmos refletindo sobre o que ocorre atualmente no Brasil. Para que possamos convencer nossos normais a não seguir nossos sádicos, que disseminam perversamente a maldade prazerosa para rir da sociedade do bem.

Como diz o sociólogo Marcos Coimbra, o que quer Bolsonaro “é uma matilha pronta para morder, uma milícia que, a seu comando, saia para bater nos outros. (...) Não é normal. (...) Nem nas atitudes, nem no comportamento”.

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