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Direito, Mulher e Sororidade

Na véspera da abertura oficial da III Conferência Nacional da Mulher Advogada, dezenas de dirigentes e lideranças da Ordem se reuniram para o I Encontro Nacional das Mulheres Dirigentes do Sistema OAB, realizado na sede da OAB-CE, em Fortaleza. A reunião serviu para tratar dos últimos ajustes para a realização da Conferência Nacional e, também, para debater a presença das mulheres em cargos diretivos no Conselho Federal, nas seccionais e nas subseções da OAB em todo o país.

Também em Fortaleza, nesta quinta-feira (05), inicia-se a Conferência Nacional da Mulher Advogada, cujo evento será palco para o lançamento de mais uma dezena de livros de advogadas e advogados.  Entre as publicações, o tema principal do encontro será: “Igualdade, Liberdade e Sororidade”.

Os lançamentos dos livros ocorrerão ao longo dos dois dias da conferência (05 e 06) no Centro de Eventos do Ceará. Entre as obras, destacam-se: “Emoções de Menina, Mulher, Mãe: um mergulho no universo feminino”, de Glória Chris Gordon; “Mulheres: Desvelando o cotidiano e seus múltiplos desafios”, de Noélia Sampaio e outras; e tantos outras.

No evento, o que chama à análise e à reflexão é o tema “Igualdade, Liberdade e Sororidade”, baseado na tese da norueguesa Marta Breen, que celebra a história da luta feminista em todo o mundo, intitulada “Mulheres na Luta: 150 Anos em Busca de Liberdade, Igualdade e Sororidade”. Segundo Cinthia Quadrado, jornalista e freela da vida, “de um jeito lúdico, criativo e acessível, no livro se mostra um jeito leve e, ao mesmo tempo, didático de trazer a trajetória de grandes figuras femininas como Elizabeth Cady Stanton, Lucretia Mott, Harriet Tubman, Sojourner Truth, entre outras tantas.

O que significa, então, sororidade?

O termo, em verdade, soa estranho. Sobretudo em se tratando de questões de Direito. Ele sequer integra alguns dicionários de língua portuguesa. Porém, muito utilizado nos últimos tempos no mundo inteiro quando o assunto envolve igualdade, liberdade e direitos das mulheres.

Sororidade é, em suma, empatia, solidariedade, companheirismo e respeito mútuo entre as mulheres. Nasceu dos movimentos feministas, implicando na ideia de que juntas as mulheres serão muito mais fortes na busca de liberdade, de igualdade e de direitos, para que alianças sejam fortalecidas entre elas no enfrentamento de estigmas e preconceitos enraizados na sociedade.

A discussão do tema é muito interessante. E deve merecer uma expansão cada vez maior. Afinal, como avalia Thaís Garcez, sororidade “representa qualquer apoio que se possa dar a todas as mulheres que precisam, que conhecemos e que não conhecemos”. Confira a seguir os seis gestos que uma mulher pode fazer para praticar essa empatia solidária, segundo Thaís:

1 – Acabe com o mito da rivalidade

Mulheres não devem enxergar outras mulheres como inimigas. Esse hábito que é incentivado no universo feminino desde cedo gera apenas desunião e dificulta a sororidade. Portanto, não alimente esse tipo de comportamento entre crianças e, também, não incentive outras mulheres a serem assim; por nenhum motivo! O mundo tem espaço para todas, e a conversa é sempre o melhor caminho.

2 – Apoie outras mulheres

Praticar a sororidade não significa ser amiga de todas as mulheres, mas apoiar e aconselhar quando necessário. Muitas vezes, uma pessoa que está passando por uma dificuldade precisa apenas de um amparo, aconselhamento ou incentivo. Não hesite em doar um pouco do seu tempo nessa tarefa. Além disso, seja verdadeira com suas amigas. Ser sincera também é uma forma de cuidado.

3 – Valorize o trabalho de outras mulheres

O número de desempregados é alto no nosso país. E a quantidade de mulheres desempregadas é ainda maior do que a dos homens. Muitas precisam apenas de um empurrãozinho para melhorarem sua condição financeira e você pode ajudar nesse desafio. Indique mulheres capacitadas para vagas abertas, divulgue nas redes sociais iniciativas de empreendedorismo feminino, compre produtos feitos por mulheres, elogie! Pequenos atos como esses podem ajudar muita gente.

4 – Evite julgamentos

Sabemos que é natural do ser humano fazer julgamentos, categorizar pessoas. É praticamente automático. Porém, em uma sociedade como a nossa, julgar outra mulher por seus atos, escolhas, roupas, hábitos etc. pode causar sérios danos. Antes de apontar o dedo, pratique a sororidade e não faça juízo de valor.

5 – Compartilhe seus conhecimentos

Conhece outra mulher que precisa aprender um idioma para conseguir um emprego? Ou que necessita de conhecimento profissional para criar seu próprio negócio? Com certeza há várias! Então, busque essas pessoas e ofereça seus conhecimentos, lhes dê ferramentas para melhorar de vida. Tire um tempo para ensinar e ver crescer outras mulheres. Isso também é sororidade!

6 – Seja empático!

Se colocar no lugar da outra pode ser um conselho bem clichê, mas muito útil quando o assunto é a maternidade. Mulheres podem ser mães de diversas formas: mães de primeira viagem, solo, que trabalham fora, que têm 3 filhos, etc. Não importa! Todas precisam de uma rede de apoio. Mas, se você não conhece nenhuma mãe que você possa ajudar diretamente, seja ao menos empático. Evite julgamentos, não dê palpites e, acima de tudo, respeite!

“Praticar a sororidade - conclui Thaís - é enxergar outras mulheres como membros de uma só família. Num mundo com tantos preconceitos precisamos nos apoiar de verdade, ajudar a levantar outras mulheres e promover conquistas”.

A importância da reflexão de Maria Clara Serpa:

“Toda vez que for criticar uma mulher, pare e pense se você faria a mesma crítica a um homem. Muitas vezes não é algo consciente, mas você pode discordar não da atitude em si, mas da percepção de que uma mulher não poderia se comportar de determinado jeito apenas pelo seu gênero. Apesar do nome complicado, o conceito de sororidade é simples. É ouvir, dar voz, se colocar no lugar da outra. É estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres e fazer com que elas sejam agentes de transformação na vida umas das outras. É exercitar um olhar mais humano e menos crítico para toda e qualquer mulher, sejam elas amigas ou não”.

Por fim, conclama: “A sororidade é essencial porque, na sociedade em que vivemos, temos pouca voz sozinhas. Infelizmente, as mulheres ainda são muito duvidadas. É difícil conseguir qualquer mudança ou reivindicação sendo só uma. Quando várias mulheres se unem em uma situação como essa, é muito mais provável que alguma providência seja tomada”.

Na véspera da abertura oficial da III Conferência Nacional da Mulher Advogada, dezenas de dirigentes e lideranças da Ordem se reuniram para o I Encontro Nacional das Mulheres Dirigentes do Sistema OAB, realizado na sede da OAB-CE, em Fortaleza. A reunião serviu para tratar dos últimos ajustes para a realização da Conferência Nacional e, também, para debater a presença das mulheres em cargos diretivos no Conselho Federal, nas seccionais e nas subseções da OAB em todo o país.

Também em Fortaleza, nesta quinta-feira (05), inicia-se a Conferência Nacional da Mulher Advogada, cujo evento será palco para o lançamento de mais uma dezena de livros de advogadas e advogados.  Entre as publicações, o tema principal do encontro será: “Igualdade, Liberdade e Sororidade”.

Os lançamentos dos livros ocorrerão ao longo dos dois dias da conferência (05 e 06) no Centro de Eventos do Ceará. Entre as obras, destacam-se: “Emoções de Menina, Mulher, Mãe: um mergulho no universo feminino”, de Glória Chris Gordon; “Mulheres: Desvelando o cotidiano e seus múltiplos desafios”, de Noélia Sampaio e outras; e tantos outras.

No evento, o que chama à análise e à reflexão é o tema “Igualdade, Liberdade e Sororidade”, baseado na tese da norueguesa Marta Breen, que celebra a história da luta feminista em todo o mundo, intitulada “Mulheres na Luta: 150 Anos em Busca de Liberdade, Igualdade e Sororidade”. Segundo Cinthia Quadrado, jornalista e freela da vida, “de um jeito lúdico, criativo e acessível, no livro se mostra um jeito leve e, ao mesmo tempo, didático de trazer a trajetória de grandes figuras femininas como Elizabeth Cady Stanton, Lucretia Mott, Harriet Tubman, Sojourner Truth, entre outras tantas.

O que significa, então, sororidade?

O termo, em verdade, soa estranho. Sobretudo em se tratando de questões de Direito. Ele sequer integra alguns dicionários de língua portuguesa. Porém, muito utilizado nos últimos tempos no mundo inteiro quando o assunto envolve igualdade, liberdade e direitos das mulheres.

Sororidade é, em suma, empatia, solidariedade, companheirismo e respeito mútuo entre as mulheres. Nasceu dos movimentos feministas, implicando na ideia de que juntas as mulheres serão muito mais fortes na busca de liberdade, de igualdade e de direitos, para que alianças sejam fortalecidas entre elas no enfrentamento de estigmas e preconceitos enraizados na sociedade.

A discussão do tema é muito interessante. E deve merecer uma expansão cada vez maior. Afinal, como avalia Thaís Garcez, sororidade “representa qualquer apoio que se possa dar a todas as mulheres que precisam, que conhecemos e que não conhecemos”. Confira a seguir os seis gestos que uma mulher pode fazer para praticar essa empatia solidária, segundo Thaís:

1 – Acabe com o mito da rivalidade

Mulheres não devem enxergar outras mulheres como inimigas. Esse hábito que é incentivado no universo feminino desde cedo gera apenas desunião e dificulta a sororidade. Portanto, não alimente esse tipo de comportamento entre crianças e, também, não incentive outras mulheres a serem assim; por nenhum motivo! O mundo tem espaço para todas, e a conversa é sempre o melhor caminho.

2 – Apoie outras mulheres

Praticar a sororidade não significa ser amiga de todas as mulheres, mas apoiar e aconselhar quando necessário. Muitas vezes, uma pessoa que está passando por uma dificuldade precisa apenas de um amparo, aconselhamento ou incentivo. Não hesite em doar um pouco do seu tempo nessa tarefa. Além disso, seja verdadeira com suas amigas. Ser sincera também é uma forma de cuidado.

3 – Valorize o trabalho de outras mulheres

O número de desempregados é alto no nosso país. E a quantidade de mulheres desempregadas é ainda maior do que a dos homens. Muitas precisam apenas de um empurrãozinho para melhorarem sua condição financeira e você pode ajudar nesse desafio. Indique mulheres capacitadas para vagas abertas, divulgue nas redes sociais iniciativas de empreendedorismo feminino, compre produtos feitos por mulheres, elogie! Pequenos atos como esses podem ajudar muita gente.

4 – Evite julgamentos

Sabemos que é natural do ser humano fazer julgamentos, categorizar pessoas. É praticamente automático. Porém, em uma sociedade como a nossa, julgar outra mulher por seus atos, escolhas, roupas, hábitos etc. pode causar sérios danos. Antes de apontar o dedo, pratique a sororidade e não faça juízo de valor.

5 – Compartilhe seus conhecimentos

Conhece outra mulher que precisa aprender um idioma para conseguir um emprego? Ou que necessita de conhecimento profissional para criar seu próprio negócio? Com certeza há várias! Então, busque essas pessoas e ofereça seus conhecimentos, lhes dê ferramentas para melhorar de vida. Tire um tempo para ensinar e ver crescer outras mulheres. Isso também é sororidade!

6 – Seja empático!

Se colocar no lugar da outra pode ser um conselho bem clichê, mas muito útil quando o assunto é a maternidade. Mulheres podem ser mães de diversas formas: mães de primeira viagem, solo, que trabalham fora, que têm 3 filhos, etc. Não importa! Todas precisam de uma rede de apoio. Mas, se você não conhece nenhuma mãe que você possa ajudar diretamente, seja ao menos empático. Evite julgamentos, não dê palpites e, acima de tudo, respeite!

“Praticar a sororidade - conclui Thaís - é enxergar outras mulheres como membros de uma só família. Num mundo com tantos preconceitos precisamos nos apoiar de verdade, ajudar a levantar outras mulheres e promover conquistas”.

A importância da reflexão de Maria Clara Serpa:

“Toda vez que for criticar uma mulher, pare e pense se você faria a mesma crítica a um homem. Muitas vezes não é algo consciente, mas você pode discordar não da atitude em si, mas da percepção de que uma mulher não poderia se comportar de determinado jeito apenas pelo seu gênero. Apesar do nome complicado, o conceito de sororidade é simples. É ouvir, dar voz, se colocar no lugar da outra. É estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres e fazer com que elas sejam agentes de transformação na vida umas das outras. É exercitar um olhar mais humano e menos crítico para toda e qualquer mulher, sejam elas amigas ou não”.

Por fim, conclama: “A sororidade é essencial porque, na sociedade em que vivemos, temos pouca voz sozinhas. Infelizmente, as mulheres ainda são muito duvidadas. É difícil conseguir qualquer mudança ou reivindicação sendo só uma. Quando várias mulheres se unem em uma situação como essa, é muito mais provável que alguma providência seja tomada”.

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