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A cor de Deus pode ser vista no espelho. Mire-se e verá!

Qual a cor de Deus? E sua forma? E seu gênero? E sua nacionalidade? Qual a cor dos cabelos de Deus? Seriam lisos ou encaracolados os cabelos de Deus? Teria Deus olhos de que cor? Deus seria alto, baixo, gordo, magro? Deus seria velho, jovem, adulto, criança? Qual seria mesmo a imagem de Deus?

Essas perguntas todas me vieram à mente na leitura de um texto a parte final de uma exposição que visitei em Olinda (PE), em julho de 2014. Era uma exposição de imagens sacras de santos católicos negros. A curadoria da mostra, muito adequadamente, colocou o texto com uma indagação simples, que eu estendi.

O texto ao fim da exposição era o seguinte:

“Então, Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou sobre suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente… Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher, Ele os criou. (Gênesis 2.7:1.27).

Qual é cor de Deus?
Qual é a tua verdeira cor?
Enxerga-te”.

Estava o texto impresso em um espelho, de tal modo que o visitante pudesse se enxergar lendo um trecho do Gênesis e se perceber como a imagem e semelhança de Deus, sendo homem ou mulher; branco, preto, índio ou oriental; gordo ou magro, alto ou baixo, criança, jovem, adulto ou idoso. Deus está no espelho.

Visitar uma exposição de santos católicos negros me encheu de alegria naquele julho em Olinda, uma cidade onde os braços de escravos africanos erigiram monumentos aos poderes clericais e seculares – mas que não foram capazes de produzir, infelizmente, a compreensão de que Deus é a semelhança de cada um de nós e não de um padrão humano que se possa sentir superior.

Deus, conforme a crença judaico-cristã, foi responsável pelo milagre da vida, ao soprar um hálito de vida sobre o barro desenhado homem – mas o fez sem determinar, pelo menos nos espaços de leituras bíblicas, uma cor para esse ser oriundo de Sua divindade.

Assim, nestes tempos de tantos insanos crentes cristãos desobedecendo o segundo dos dez mandamentos de Javé, cabe rogar que aprendam sobre Deus em Spinoza: “Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor. (…) Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você!

As imagens de santos católicos negros, numa exposição em Olinda (PE): a cor de Deus é a que enxergamos no espelho. Confira:

Qual a cor de Deus? E sua forma? E seu gênero? E sua nacionalidade? Qual a cor dos cabelos de Deus? Seriam lisos ou encaracolados os cabelos de Deus? Teria Deus olhos de que cor? Deus seria alto, baixo, gordo, magro? Deus seria velho, jovem, adulto, criança? Qual seria mesmo a imagem de Deus?

Essas perguntas todas me vieram à mente na leitura de um texto a parte final de uma exposição que visitei em Olinda (PE), em julho de 2014. Era uma exposição de imagens sacras de santos católicos negros. A curadoria da mostra, muito adequadamente, colocou o texto com uma indagação simples, que eu estendi.

O texto ao fim da exposição era o seguinte:

“Então, Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou sobre suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente… Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher, Ele os criou. (Gênesis 2.7:1.27).

Qual é cor de Deus?
Qual é a tua verdeira cor?
Enxerga-te”.

Estava o texto impresso em um espelho, de tal modo que o visitante pudesse se enxergar lendo um trecho do Gênesis e se perceber como a imagem e semelhança de Deus, sendo homem ou mulher; branco, preto, índio ou oriental; gordo ou magro, alto ou baixo, criança, jovem, adulto ou idoso. Deus está no espelho.

Visitar uma exposição de santos católicos negros me encheu de alegria naquele julho em Olinda, uma cidade onde os braços de escravos africanos erigiram monumentos aos poderes clericais e seculares – mas que não foram capazes de produzir, infelizmente, a compreensão de que Deus é a semelhança de cada um de nós e não de um padrão humano que se possa sentir superior.

Deus, conforme a crença judaico-cristã, foi responsável pelo milagre da vida, ao soprar um hálito de vida sobre o barro desenhado homem – mas o fez sem determinar, pelo menos nos espaços de leituras bíblicas, uma cor para esse ser oriundo de Sua divindade.

Assim, nestes tempos de tantos insanos crentes cristãos desobedecendo o segundo dos dez mandamentos de Javé, cabe rogar que aprendam sobre Deus em Spinoza: “Eu não o julgo, nem o critico, nem me irrito, nem o incomodo, nem o castigo. Eu sou puro Amor. (…) Respeite seu próximo e não faça ao outro o que não queira para você!

As imagens de santos católicos negros, numa exposição em Olinda (PE): a cor de Deus é a que enxergamos no espelho. Confira:

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