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É cada vez mais difícil manter a esperança e o otimismo no Brasil

O advogado Joaquim Almeida tem expressado pessimismo e desesperança. Tentei não ter o mesmo sentimento, a despeito da má qualidade da governança, do negacionismo militante e obtuso, da deseducação orgulhosa de muitos de nós. Mas a gota d’água para eu ficar tristemente desesperançoso está em duas manchetes.

Capa do jornal O Estado de São Paulo (Foto: reprodução)

A primeira, de O Estado de São Paulo, anuncia que 8,1 milhões de brasileiros receberam indevidamente o auxílio emergencial em razão da pandemia de covid-19.

Esse desvio pode representar, no mínimo, R$ 4,8 bilhões. Pode ser mais, porque o valor pago pelo governo pode ser de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil.

Capa do jornal Valor Econômico (Foto: reprodução)

A segunda manchete é do jornal Valor Econômico revela que um em cada três brasileiros abastados - gente das classes A e B - solocitou a grana do auxílio emergencial. E 65% dos pedidos foram deferidos.

Não é razoável mesmo manter otimismo e a esperança em um país no qual mais de 8,1 milhões de pessoas resolvem delinquir,  em meio a uma severa crise sanitária.

O advogado Joaquim Almeida tem expressado pessimismo e desesperança. Tentei não ter o mesmo sentimento, a despeito da má qualidade da governança, do negacionismo militante e obtuso, da deseducação orgulhosa de muitos de nós. Mas a gota d’água para eu ficar tristemente desesperançoso está em duas manchetes.

Capa do jornal O Estado de São Paulo (Foto: reprodução)

A primeira, de O Estado de São Paulo, anuncia que 8,1 milhões de brasileiros receberam indevidamente o auxílio emergencial em razão da pandemia de covid-19.

Esse desvio pode representar, no mínimo, R$ 4,8 bilhões. Pode ser mais, porque o valor pago pelo governo pode ser de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil.

Capa do jornal Valor Econômico (Foto: reprodução)

A segunda manchete é do jornal Valor Econômico revela que um em cada três brasileiros abastados - gente das classes A e B - solocitou a grana do auxílio emergencial. E 65% dos pedidos foram deferidos.

Não é razoável mesmo manter otimismo e a esperança em um país no qual mais de 8,1 milhões de pessoas resolvem delinquir,  em meio a uma severa crise sanitária.

Lidar mal com estatística é quebrar a bússola para o sucesso das ações de governos Não há categorias de pessoas. Só há cidadãos livres e iguais em direitos