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Um cabo e dois soldados

O Supremo Tribunal Federal, a nossa mais alta corte de justiça, vem dando pano para manga ao tomar, de forma colegiada ou monocraticamente através de seus membros, decisões estapafúrdias sobre os mais variados temas do direito pátrio. 

A mais recente anomalia oriunda do STF partiu do seu próprio presidente Dias Toffoli que, atendendo a uma demanda do advogado do senador Flavio Bolsonaro, sustou uma investigação do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro em desfavor do aludido senador, consubstanciando a sua decisão no levantamento do sigilo bancário do filho do presidente Bolsonaro, dados esses fornecidos pelo-Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( COAF),  autarquia pertencente ao Ministério da Fazenda. 

Essa decisão de Dias Toffoli põe por terra praticamente todo o trabalho da força tarefa Lava Jato realizado até aqui. Esta inusitada atitude provocou imediata reação dos Procuradores da República de todo o Brasil, destacando-se a indignação do coordenador da Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El Hage  que, em nota, afirmou que a sentença proferida pelo presidente do STF significa a paralisação de “praticamente todas as investigações de lavagem de dinheiro no Brasil”. 

Para o procurador El Hage, "a exigência de decisão judicial para utilização de relatórios do Coaf  ignora o macrossistema mundial de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo e aumenta o já combalido grau de congestionamento do judiciário brasileiro".  El Hage diz ainda que a decisão de Dias Toffoli é um “retrocesso sem tamanho”.

Para o diretor de assuntos jurídicos da Associação dos Procuradores da República (ANPR), Patrick Salgado, a decisão de Dias Toffoli vai de encontro ao que o próprio STF já tinha decidido a respeito. 

Por mais paradoxal que possa parecer, o autor da frase que encima o presente texto foi proferida pelo irmão do senador Flávio Bolsonaro, beneficiado pela sentença de Dias Toffoli, o deputado Federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro, escolhido pelo pai- presidente,  ao completar trinta e cinco anos, como futuro ocupante da mais importante embaixada do Brasil, instalada em Washington, capital dos Estados Unidos da América.  

É isso.

O Supremo Tribunal Federal, a nossa mais alta corte de justiça, vem dando pano para manga ao tomar, de forma colegiada ou monocraticamente através de seus membros, decisões estapafúrdias sobre os mais variados temas do direito pátrio. 

A mais recente anomalia oriunda do STF partiu do seu próprio presidente Dias Toffoli que, atendendo a uma demanda do advogado do senador Flavio Bolsonaro, sustou uma investigação do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro em desfavor do aludido senador, consubstanciando a sua decisão no levantamento do sigilo bancário do filho do presidente Bolsonaro, dados esses fornecidos pelo-Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( COAF),  autarquia pertencente ao Ministério da Fazenda. 

Essa decisão de Dias Toffoli põe por terra praticamente todo o trabalho da força tarefa Lava Jato realizado até aqui. Esta inusitada atitude provocou imediata reação dos Procuradores da República de todo o Brasil, destacando-se a indignação do coordenador da Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El Hage  que, em nota, afirmou que a sentença proferida pelo presidente do STF significa a paralisação de “praticamente todas as investigações de lavagem de dinheiro no Brasil”. 

Para o procurador El Hage, "a exigência de decisão judicial para utilização de relatórios do Coaf  ignora o macrossistema mundial de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo e aumenta o já combalido grau de congestionamento do judiciário brasileiro".  El Hage diz ainda que a decisão de Dias Toffoli é um “retrocesso sem tamanho”.

Para o diretor de assuntos jurídicos da Associação dos Procuradores da República (ANPR), Patrick Salgado, a decisão de Dias Toffoli vai de encontro ao que o próprio STF já tinha decidido a respeito. 

Por mais paradoxal que possa parecer, o autor da frase que encima o presente texto foi proferida pelo irmão do senador Flávio Bolsonaro, beneficiado pela sentença de Dias Toffoli, o deputado Federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro, escolhido pelo pai- presidente,  ao completar trinta e cinco anos, como futuro ocupante da mais importante embaixada do Brasil, instalada em Washington, capital dos Estados Unidos da América.  

É isso.

Hilárias O Estado do Piauí e a Cepisa