Kong é diversão sem firulas

Muito legal, o Kong- Ilha da Caveira (2017) claro que inferior ao melhor filme de monstros da história, King Kong de 2005, dirigido por Peter Jackson. Aqui, é mais um reboot com o bicho solto nos anos 70, por isso, tome Sabbath na trilha sonora e um bocado de filhotes do Vietnã loucos para matarem animais pré-históricos perdidos numa ilha difícil de encontrar.

Os atores são mera figuração, já fazem muito em não atrapalhar e Samuel L.Jackson está particularmente chato como o militar enlouquecido, o que vale mesmo é a ação e isso não falta. A introdução fantástica de um americano e japonês lutando na Caveira dá a noção do que vem por ali: Kong não é vilão, ele está em seu território e lá vem o bicho homem encher o saco, então tome porrada.

A sequencia dos dez helicópteros sendo abatidas é fantástica e a luta final supimpa, apesar do gênesis do gorilão ser meio esquisito (esqueceram os dinossauros). Enfim, a melhor diversão desse ano e ponto final.

Kong pelos tempos

King Kong (1933) - Impressionante como o filme não envelhece e ainda hoje me incita. São oito monstros que o gorilão destrói em fita muito saudosa.

King Kong (1976) - Dino de Laurentis acabou com o mito nessa refilmagem capenga que só tem um monstro, uma cobra ridícula que ele esmaga. Jessica Lange salva o filme com suas belas curvas.

King Kong 2 (1986) - Este é o pior da cinessérie, com uma Konga aparecendo e eles destruindo tudo com efeitos precários, o horror, o horror...

King Kong (2005) - Até melhor que o original, Peter Jackson ama monstros e fez o que sabe de melhor: fantasiou ao extremo a bela e a fera. Poderia ser uma hora menor, mas tá tudo lá: a mais bela luta já filmada entre monstros: Kong contra três tiranossauros, ação o tempo todo e grande elenco. Perfeito.