Direto da Redação: filha de senador rejeita vaga no Senado. E daí?

E mais: a conta milionária de uma pobre “Bolsa Família”

Recuo com recado

A decisão de Iasmin Dias de recusar o convite para ser primeira suplente de Júlio César foi apresentada como uma escolha de ordem pessoal. Nos bastidores, porém, a leitura é mais política. Integrar uma chapa ao Senado significa assumir a possibilidade real de exercer o mandato em caso de afastamento do titular. Ao abrir mão da vaga, a filha do ministro Wellington Dias também evita vincular seu futuro político a uma candidatura cuja competitividade ainda desperta dúvidas dentro do próprio grupo governista.

Foto: Reprodução
Iasmim Dias avisa que não quer a segunda suplência de Júlio César.

Sinal interno

Embora o PT mantenha apoio formal à pré-candidatura de Júlio César, o recuo de Iasmin é visto como um indicativo de que nem todos os setores do partido demonstram a mesma confiança no desempenho eleitoral do deputado. Se houvesse convicção de uma vitória tranquila, a suplência seria considerada uma posição estratégica e altamente cobiçada.

Foto: Reprodução
Wellington Dias: se ele pudesse até os tarefeiros caseiros teriam mandatos

Distanciamento calculado

Na nota, Iasmin reafirmou apoio a Júlio César, Marcelo Castro, Rafael Fonteles e Lula, mas preferiu permanecer fora da chapa. O gesto preserva sua relação com a base governista sem assumir o risco político de atrelar sua trajetória a uma disputa considerada desafiadora por parte de aliados.

Nova opção

Ao declinar do convite, Iasmin ainda indicou publicamente a ex-vereadora Rosário Bezerra para a suplência, ajudando a direcionar a sucessão da vaga e encerrando as especulações sobre seu próprio nome. A movimentação reorganiza a composição da chapa e mantém a discussão dentro do campo petista.

Oração do Dia 

Não comece a semana
carregando ansiedade.

Entregue a Deus
o que você não controla,
o que ainda preocupa
e o que precisa
de direção. ✍️BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏

Dona de conta milionária é do Bolsa Família

Francisca Rodrigues de Carvalho, 42, começou a trabalhar na lavoura aos 8 anos, no interior do Piauí. Cultivou milho, feijão e hortaliças. Também vendeu motos e foi atendente de churrascaria.

No ano passado, ganhou na Justiça R$ 6.104,05 em salário-maternidade rural, pago pelo INSS. Beneficiária do Bolsa Família, recebeu R$ 800 em março.

No mesmo mês, Francisca assinou um contrato de R$ 113 milhões para levar internet a escolas públicas. Os recursos saem de um “cofre” bilionário do setor de telecomunicações, paralelo ao Orçamento federal, operado sob influência do centrão e com baixa transparência.

Foto: Reprodução/ Uol

A empresa da qual ela era a única sócia, com sede no Maranhão, foi contratada por uma entidade que atua no setor público. A área está sob influência do grupo político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
Alcolumbre tem participação nessa história da conta milionária

Quatro dias após a assinatura do contrato, a empresa de Francisca passou a ser comandada por um grupo de empresários maranhenses.

O estado é berço político do ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (PSDB-MA) — atualmente deputado federal e recém-saído do União Brasil.

O grupo de Alcolumbre passou a dominar, com aval do Palácio do Planalto, postos-chave em toda a cadeia de controle do setor, do Ministério das Comunicações à Anatel e à estatal Telebras.

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