Direto da Redação: chapa “casada” não vingou no Piauí. Ciro avança

Os petistas apostam num desgaste do senador Ciro Nogueira em razão do noticiário do Banco Master

Batalha

Sem conseguir demover até mesmo os prefeitos de seu partido de manter o apoio a Ciro Nogueira, que segue performando bem em pesquisas internas, os governistas resolveram atacar o senador em dezenas de grupos de mensagens. A tática é usar pesquisas de credibilidade duvidosa para desacreditar a posição até aqui favorável à reeleição do senador.

Foto: Andressa Anholete/ Agência Senado
Ciro Nogueira e os votos de partidos da legenda governista

Voto casado?

A questão é que, ao contrário do que pensam os governistas, a eleição para senador no Piauí ganhou uma dinâmica própria, dissociada do discurso do voto casado, que uniria Rafael Fonteles e Lula aos dois postulantes da chapa governista ao Senado. Em todo o Piauí, os votos para senador seguem numa lógica municipal, que não obedece nem aos interesses estaduais, tampouco estaduais.

Voto urbano

Os petistas e adjacentes apostam num desgaste do senador Ciro Nogueira em razão do noticiário do Banco Master, por exemplo, mas mesmo essa, que seria uma vantagem, não se mostra ainda como algo bastante forte para afastar Ciro Nogueira de uma reeleição. Por enquanto, o caso Master se mantém nas bolhas e no pessoal já catequizado.

Foto: Reprodução
Marcelo Castro e a disputa com Júlio César no esquema  governista

Multa

Uma multa de R$ 990 é quanto deve pagar o prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel, por decisão do Tribunal de Contas do Piauí, que resolveu aplicar a punição ao gestor em razão de a Prefeitura não ter comprovado a adequada destinação dos materiais adquiridos com recursos do Fundeb.
Com uma multa tão grande assim, o prefeito certamente vai cumprir a lei a partir de agora.

Foto: Reprodução | Instagram | @franciscoemanuelll
O prefeito Emanuel pega multa por falta de comprovação de verba federal. Isso é o poder público ou uma garapeira da Caramurú

Sem opções

A reta final de negociações para composições de chapas deixou o deputado Jadyel Alencar num mato sem cachorro. Mesmo com esforços do MDB, PT e PSD para desidratar sua candidatura à reeleição, ele teve que ficar na composição governista, onde as chances de manter o mandato são maiores que na oposição.

Sai pra lá

O governismo segue favorito no Piauí, mas quem tem pescoço tem medo, e o governador Rafael Fonteles tratou de reduzir a chance de Joel Rodrigues, evitando que o Republicanos de Jadyel se mudasse de mala e cuia para a chapa de oposição sob a liderança do PP de Ciro Nogueira.

Chapa caseira

Entrou em campo como vice de Joel o vice-prefeito de Teresina, Jeová Alencar, do União Brasil, que vai ampliando sua importância como ator político na capital do Piauí.
Jeová pode, sim, ser um diferencial em favor do nome de Joel em Teresina, inclusive liberando o candidato do PP para seguir numa agenda que o direcione mais ao interior e litoral.

Foto: Jeová Alencar
Jeová Alencar entra na chapa de Joel como reforço em Teresina.

Mercado

R$ 1.745.027,98 é quanto a Secretaria de Defesa Civil do Piauí vai pagar à empresa BSC Empreendimentos por obra de um mercado público na cidade de Lagoa do Piauí.

Luto

Faleceu ontem e foi sepultada na manhã desta quinta-feira a professora Apolônia Carvalho, mãe da ex-primeira-dama do Piauí, Carlota Carvalho, de Maria Luiza Carvalho Fortes, da ex-secretária estadual da Educação do Rio Grande do Norte, Rosário Carvalho, e do professor José Nelson Carvalho.
Ela tinha 96 anos.

Filas que desafiam direitos

O acesso à saúde ainda é marcado por longas esperas que penalizam principalmente quem não possui recursos para buscar alternativas privadas.
O INSS e as políticas públicas representam conquistas importantes para milhões de brasileiros, mas os gargalos precisam ser enfrentados.
A demora em perícias, atendimentos especializados e procedimentos de alta complexidade revela um sistema que precisa ser mais ágil. A esperança de quem espera por uma cirurgia ou tratamento não pode depender apenas da passagem do tempo.

Mobilidade precisa mudar

Teresina cresceu, mas seu sistema de transporte coletivo ainda não acompanha a expansão urbana. A cidade precisa ampliar corredores viários, criar novas alternativas de deslocamento e atender comunidades que permanecem isoladas dos principais eixos.
A zona Sul é um exemplo de regiões que necessitam de maior integração. Uma capital moderna exige transporte eficiente, acessível e planejado para reduzir distâncias entre trabalho, saúde, educação e lazer.

Foto: Reprodução
Teresina precisa urgente de um planejamento. Para alinhar os serviços essenciais

Medicina

A saúde no interior do Piauí ainda enfrenta uma concentração de profissionais especializados na capital. Muitos municípios possuem atendimento básico, mas não conseguem oferecer acompanhamento de áreas essenciais. O paciente que precisa de um especialista enfrenta viagens, custos e desgaste emocional. A descentralização dos serviços médicos precisa avançar para que o local onde uma pessoa mora não determine a qualidade do tratamento que ela receberá.

Foto: Silvio Mendes
Até parece que o prefeito Silvio se vê refém do grupo burocrático que emperra a máquina

Urgência não espera

Casos de alta complexidade exigem respostas rápidas e urgentes. Pacientes que dependem de cirurgias especializadas enfrentam uma espera que pode comprometer o tratamento e agravar situações delicadas. A regulação precisa funcionar com prioridade, transparência e critérios técnicos. Uma fila não pode ser apenas uma sequência administrativa; por trás de cada nome existe uma história, uma família e uma vida aguardando uma solução.

Cidade sem integração

O crescimento de Teresina exige um novo olhar sobre planejamento urbano. Novas comunidades surgem, mas muitas vezes sem a mesma velocidade na chegada de serviços essenciais. Transporte, saneamento, saúde e educação precisam acompanhar a expansão territorial. Uma cidade equilibrada não é construída apenas com novas obras, mas com políticas capazes de garantir qualidade de vida para todas as regiões.

Distância também adoece

Para muitos moradores do interior, buscar atendimento médico significa enfrentar quilômetros de estrada em busca de um profissional especializado. Essa realidade aumenta o sofrimento de pacientes e familiares, principalmente em casos que exigem acompanhamento contínuo. O fortalecimento dos hospitais regionais e a presença de especialistas são caminhos necessários para reduzir desigualdades e aproximar o cuidado de quem precisa.

Tecnologia como solução

Ferramentas digitais podem ajudar a transformar o atendimento público, aproximando especialistas de comunidades distantes e reduzindo barreiras geográficas. Telemedicina, prontuários integrados e sistemas inteligentes de regulação podem melhorar a eficiência dos serviços. Porém, tecnologia sem infraestrutura não resolve problemas históricos. É necessário investimento, planejamento e capacitação para que a inovação chegue a quem mais necessita.

Transporte além do ônibus

A mobilidade urbana precisa ser pensada de forma ampla, com integração entre diferentes formas de deslocamento. Enquanto o prefeito Sílvio Mendes ficar refém de um grupelho sem ação, nada sairá do papel. Uma cidade que depende apenas de um modelo tradicional de transporte limita oportunidades e aumenta o tempo perdido pela população. Teresina precisa discutir novas alternativas, melhorar a conexão entre bairros e garantir que o cidadão tenha mais liberdade para circular pela própria cidade.

Direitos não podem esperar

Quando serviços públicos demoram excessivamente, o cidadão acaba pagando o preço da ineficiência. Filas, burocracias e falta de estrutura transformam direitos garantidos em desafios diários. A gestão pública precisa estabelecer metas, acompanhar resultados e buscar soluções permanentes. A população espera menos discursos e mais capacidade de transformar demandas antigas em respostas concretas.

Piauí em desenvolvimento?

O desenvolvimento de um Estado depende da capacidade de reduzir desigualdades e garantir oportunidades em todas as regiões. O que não é considerado pelo atual governador do Estado, que vive no mundo de Alice. Investimentos em saúde, transporte e infraestrutura precisam considerar não apenas grandes centros, mas também comunidades afastadas. O desafio é construir um Piauí onde serviços essenciais estejam mais próximos das pessoas e onde viver longe da capital não signifique ter menos direitos.

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