Direto da Redação: Rafael chama Ciro Nogueira de FDP e de corrupto

“Eu não tenho nenhum medo de você não apoiar o Lula. Você não tem voto, seu vagabundo!

O discurso

“Você não tem voto, seu moleque! Vá pra puta que pariu, seu vagabundo.”

A frase é de um discurso inflamado pronunciado por Rafael Fonteles, agradecendo os mais de 70% dos votos válidos na eleição de domingo, sendo reeleito governador do Piauí.

Foto: Reprodução
Aqui, no “palanque da vitória”, o destempero do governador do Piauí.

Sem urbanidade

Seu gesto agressivo em cima de um palanque em nada lembra a urbanidade e os bons modos que se espera de um vencedor. Mas não foi exatamente o que fez Rafael Fonteles (PT) diante de uma plateia escassa no discurso de aceitação da vitória.

Vergonha

O homem a quem ele se referia na fala cheia de palavrões e raiva é o senador Ciro Nogueira, do PP, derrotado na tentativa de ser reeleito para um terceiro mandato.

Foto: Divulgação
Ciro Nogueira até agora não se posicionou sobre a fala do governador

Na fala, Rafael Fonteles lembra a derrota do senador e diz que o povo do Piauí tem vergonha dele, Ciro Nogueira, a quem chamou de “o senador mais corrupto do Brasil”.

Abstenção

Mais de 33,4 milhões de brasileiros não foram às urnas no domingo (4). A abstenção chegou a 21,08%, maior índice em primeiro turno desde 1998. Em 2022, foram 20,79%. O número chama atenção: numa eleição presidencial decidida por pouco mais de 2 milhões de votos, milhões simplesmente ficaram fora da escolha. Os dados são do TSE, divulgados em 4 de outubro.

Foto: Divulgação/Agência Brasil

Segundo turno

O TSE anunciou que pretende intensificar ações para reduzir a abstenção no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A medida é necessária. Em uma disputa apertada, não basta olhar apenas para quem votou: é preciso compreender por que milhões deixaram de votar. Democracia também exige participação.

ORAÇÃO DO DIA!

Oi, Deus! Peço que o Senhor me conceda paciência para suportar o processo, sabedoria para lidar com as situações que não posso controlar e discernimento para não tomar decisões precipitadas. Amém! 🙏🏻

Versículo do dia:

“Mas tu, ó Deus, tens sido o nosso Rei desde o princípio e nos salvaste muitas vezes.”

(Salmos 74,12) Bom dia! A paz do Senhor Jesus Cristo 

Interferência

A Polícia Federal abriu, no domingo (4), procedimento preliminar para apurar suspeitas de interferência e financiamento externo nas eleições. A apuração foi solicitada pela AGU e ainda está em fase inicial. A informação é grave e exige investigação séria, sem conclusões antecipadas. Em democracia, influência estrangeira precisa ser investigada com provas, não transformada em narrativa política.

Foto: Policia Federal/Divulgação

Menos votos 1

Átila Lira não se elegeu deputado federal, apesar de ter tido mais votos que o último a entrar na lista dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara.

O representante do PP teve 85.351 votos, 2.808 a mais que Wilson Martins, do PSD, eleito com 82.543 votos.

Foto: Reprodução
Átila Lira

Quase três vezes mais

O ex-governador foi eleito na esteira da redação recorde do deputado estadual Georgiano Neto, que teve 234.254 votos, ou seja, quase três vezes mais que a votação do segundo colocado em sua chapa.

Menos votos 2

Entre os deputados estaduais, quatro dos eleitos tiveram menos votos que Vinicius Dias, do PT, que, com 34.200 votos, ficou como primeiro suplente.

Foto: Reprodução
Vinicius Dias

Graças à proporcionalidade, foram eleitos com menos voto que o filho de Wellington Dias os deputados estaduais Simone Pereira, do PSD (33.914), Dr. Hélio, do MDB (33.391), Marden Menezes, do PSD (32.135), Zé Fernando, do PP (30.578) e Júnior Percy, do PP (29.628).

Bem montado

Jadyel Alencar, que se viu isolado nos maiores partidos, desenhou bem sua chapa para garantir o mandato no Republicanos.

Foto: Reprodução
Jadyel Alencar

Eleito em 2022 na chapa da Federação PT-PV-PCdoB, era com chances limitadas, mas, com 123,8 mil votos e a votação de Fabio Abreu (33,2 mil votos), Magno Soares (14,1 mil), Ana Fidelis (12,2 mil) e Alan Osório (10 mil votos), fez o quociente eleitoral.

De fora

Átila Lira terminou primeiro suplente no PP e os petistas Merlong Solano e Florentino Neto também amargaram primeira e segunda suplências em seus partidos.

Foto: Reprodução/Facebook
Merlong Solano

Quais as chances de eles assumirem uma vaga? Pouca, ainda mais que Rafael prefere nomear deputados estaduais para o secretariado.

Faz favor

Ciro Nogueira é um líder nacional derrotado, mas derrota maior que a dele parece ser a de Wellington Dias, ministro de Lula, destronado do posto de morubixaba-mor do PT piauiense e que terá de contar com a boa vontade do seu ex-pupilo Rafael Fonteles para ver o filho Vinícius Dias na Assembleia.

Foto: Reprodução
Wellington Dias

O filho do ministro petista amargou uma primeira suplência de deputado estadual.

Fim de linha

Gracinha Mão Santa conseguiu a proeza de ser a última da dinastia política criada pelo pai. Ao ter pouco mais de 13 mil votos para na tentativa de um segundo mandato de deputada estadual, ela ficou como sexta suplente no MDB.

Chances de ser assumir: zero.

Foto: Reprodução
Gracinha Mão Santa (MDB)

Mais um

Outro integrante de uma dinastia política findada é o ex-deputado estadual Mauro Tapety, do MDB, que obteve somente 3.010 votos para deputado estadual.

Está no fim da fila da suplência.

Foto: Foto: Divulgação
Mauro tapety

Erundina

Ex-prefeita de São Paulo e ex-deputada federal, Luíza Erundina segue na política. A veterana foi eleita deputada estadual pelo PSOL com mais de 169 mil votos.

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