Direto da Redação: as ruas mostram vantagem de Flávio sobre Lula

A manifestação com Nikolas Ferreira na avenida Marechal Castelo Branco foi gigante

Movimento de rua

A presença de milhares de pessoas na tarde e noite de sábado em apoio a Flávio Bolsonaro, em evento na avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, evidencia uma novidade no segundo turno da eleição presidencial, que são os movimentos de rua – com ou sem a presença dos candidatos finalistas.

Foto: Reprodução
Em torno de Nikolas e de Pavanato, o piauiense mostra outra realidade

Quanto?

O evento em Teresina, chamado de Bloquinho do 22, com a presença de Nicholas Ferreira (PL_MG), reeleito deputado federal com a maior votação neste ano, reuniu segundo avaliação dos organizadores, mais de 50 mil pessoas.
Não há estimativas oficiais da Polícia Militar, que sempre é quem faz esse tipo de projeção.

Foto: Reprodução
Multidão pode tirar a maioria de Lula no primeiro turno

Menos, menos!

Havia um mar de gente vestindo verde e amarelo em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro, mas estimar em 50 mil pessoas é um exagero otimista dos organizadores.
Pelas imagens que se mostrou, havia em torno de cinco quarteirões ocupados nas duas pistas da avenida, o que realmente pode indicar alguns milhares de pessoas, mas nunca cinco dezenas de milhares.

Disputa 

Hoje, o PT promete ocupar o mesmo espaço, mas com uma caminhada que vai dar Marechal Castelo Branco, seguirá pela Ponte JK até a Raul Lopes.
O PT espera reunir 30 mil pessoas – o que é um número superlativo, bem maior do que os 10 mil projetados pela campanha de Lula no Piauí para manifestação ocorrida no domingo passado.

Foto: Reprodução/Foto: Gabriel Paulino
Petistas assombrados, cobram presença de Rafael que tem mais viajado com Lula

Vai dar na urna?

Resta saber se a mobilização de rua que vai reunindo multidões em todo o país vai se transformar em votos nas urnas.
Convém lembrar que quem vai às ruas já compareceu às urnas, estando nas manifestações porque quer mobilizar mais pessoas para seu candidato. 

Mobilização

Por isso, os movimentos de rua são um estimulante a eleitores simpáticos aos candidatos para comparecer às urnas, mas as campanhas querem levar essas pessoas a votar. Tarefa dificil que querer logísticas, convencimento e a busca do apoio de quem quer fazer o vira-voto, ou seja, aquele eleitor que fará sua parte convencendo um amigo ou parente a votar ou mesmo levando a pessoa ao local de votação.

Despetizar

Nicholas Ferreira, falando em Teresina, disse que a grande presença de eleitores antipetistas, não petistas ou de direita no ato na Marechal Castelo Branco, significa que se começou a “despetizar” o Piauí.
Bom, num estado em que o PT até agora já fez barba e cabelo, faltando o bigode, é lícito espera que o PL consiga ampliar a votação de seu candidato para confirmar as palavras do deputado mineiro.

Foto: Reproduçao
Nikolas Ferreira em Teresina

A “picanha” do Flávio

As pesquisas indicam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula e se o senador fluminense for eleito presidente, ele já tem a sua “picanha”, que virou o paradigma de melhor qualidade de vida e da gestão para Lula.
A “picanha” de Flávio é sua promessa de fazer dos hospitais do SUS um padrão Einstein, em referência ao famoso e caro hospital israelita de São Paulo.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mentira calculada

O problema do Brasil é que político faz promessa sem fazer conta do custo e o eleitor faz de conta que sabe que vai dar certo.
Nem baixar o preço da picanha, como parâmetro de carne de qualidade, é algo que um governo possa fazer, nem é também possivel que se prometa hospital de alta qualidade para todos.

Não cabe

Assim como numa economia de mercado – e o Brasil o é, ainda que tenha doido achando que é socialista – não se pode prometer preço baixo sobre o que quer que seja (picanha, por exemplo), não cabe no orçamento público já engessado prometeu elevado padrão de qualidade, tecnologia etc. numa rede pública que já faria muito se mantivesse excelência nos serviços ambulatoriais.

Fantasma

Assim sendo, se eleito, Flávio Bolsonaro não terá orçamento para o tal padrão Einstein no SUS, o que vai levar seus adversários a usar essa frase marqueteira como um fantasma a lhe assombrar, como assombrou a Lula a sua picanha barata que nunca chegou à mesa dos brasileiros pobres.

Debate

Lula e Flávio Bolsonaro têm encontro marcado neste domingo, às 20h, na Band, no primeiro debate televisivo entre os candidatos no segundo turno. O confronto ocorre a uma semana da votação. A expectativa jornalística é que os candidatos esclareçam propostas para economia, segurança pública e políticas sociais. 

Foto: Reprodução
Flavio e Lula debatem hoje na Band, às 20h

Urnas

Mudanças em locais de votação atingem aproximadamente 592 mil eleitores no segundo turno, segundo levantamento publicado pela Folha. São 2.033 seções eleitorais com endereços alterados. A orientação da Justiça Eleitoral é consultar o local atualizado antes de sair de casa. A divulgação dessas mudanças é importante para reduzir dúvidas e dificuldades no dia da votação. 

Trabalho

O fim da escala 6x1 foi promulgado pelo Congresso, com previsão de implementação gradual da redução da jornada. A mudança recoloca no centro da discussão as condições de trabalho, a produtividade e os custos empresariais. A aplicação das novas regras exigirá acompanhamento para verificar como diferentes setores econômicos vão se adaptar. 
 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Campanha

A escala de trabalho, a segurança pública e o custo de vida estão entre os assuntos que ganharam espaço na disputa presidencial. A tramitação de propostas no Congresso, às vésperas da eleição, aproxima a agenda legislativa da campanha. O acompanhamento dessas medidas exige distinguir o que já virou norma, o que está em implementação e o que permanece como promessa. 

Maioridade

A redução da maioridade penal para crimes hediondos entrou nas declarações de campanha de Lula, conforme noticiado pela Agência Brasil. A proposta envolve questões constitucionais, políticas de segurança e o sistema socioeducativo. Para avaliar seus possíveis efeitos, é necessário conhecer o texto defendido, os limites da mudança e as evidências sobre prevenção da violência. 

Dívida

A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em agosto, segundo reportagem da Folha publicada neste domingo. O indicador recoloca as contas públicas no centro das preocupações econômicas. A avaliação fiscal depende não apenas do volume de gastos, mas também das receitas, do crescimento econômico, dos juros e da capacidade de cumprir as metas orçamentárias. 

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasi

Atividade

A atividade econômica brasileira cresceu 0,3% em agosto, na comparação com julho, segundo o índice do Banco Central. O resultado indica expansão mensal, mas não permite, isoladamente, concluir que a renda das famílias melhorou na mesma proporção. Para compreender o cenário, também é preciso observar inflação, emprego, crédito e evolução dos rendimentos. 

Microempreendedor

O governo federal anunciou uma proposta para perdoar cerca de R$ 12,6 bilhões em dívidas de microempreendedores com a União. A iniciativa ainda depende das etapas legais necessárias. O alcance do programa, os critérios de acesso e os efeitos sobre a arrecadação precisam ser acompanhados para que os empreendedores saibam quem poderá receber o benefício. 

Transporte

A proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana voltou à pauta nacional. A medida anunciada por Lula prevê uma implantação que dependerá de financiamento e participação dos municípios. O desafio é definir quem pagará a conta e como garantir recursos para custear a operação sem comprometer a qualidade do serviço. 

Combustíveis

Subsídios aos combustíveis integram o conjunto de medidas econômicas anunciadas pelo governo durante a campanha eleitoral. A política pode afetar os preços e os custos de diferentes setores, mas seus resultados dependem do desenho do programa, do financiamento e da duração dos incentivos. A transparência sobre os gastos públicos é necessária para dimensionar o impacto fiscal. 


Energia

O Piauí anunciou isenção de ICMS sobre a energia elétrica para famílias de baixa renda que consumam até 80 kWh por mês. A medida pode reduzir a despesa de consumidores que atendam aos critérios estabelecidos. É necessário acompanhar as regras de enquadramento e a forma como o benefício aparecerá na conta de luz. 

 

Foto: Conta de luz

Eleitores

O segundo turno presidencial está marcado para 25 de outubro. No Piauí, mais de 7 mil pessoas solicitaram voto em trânsito, segundo notícia publicada nesta semana. A preparação para a votação inclui conferir a seção eleitoral, observar as regras aplicáveis e verificar antecipadamente as informações oficiais para evitar contratempos.

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