Viagem misteriosa
Uma informação que circula nos bastidores políticos dá conta de que o empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, teria deixado o Brasil neste domingo (25). O destino e as circunstâncias da suposta viagem ainda são desconhecidos. Não há, até o momento, confirmação independente do embarque ou de qualquer relação com investigações policiais.
Caldo de pinto
O clima seria de apreensão, segundo relatos que circulam nos bastidores. As especulações envolvem a possibilidade de novos desdobramentos policiais em apurações sobre lavagem de dinheiro. Há quem descreva o ambiente como um verdadeiro “caldo de pinto”. Entretanto, nenhuma operação iminente foi oficialmente confirmada.
O passado que preocupa
O nome de Fernandin OIG não é estranho aos órgãos de investigação. O empresário já prestou depoimento à CPI das Bets, que examinou suspeitas de irregularidades financeiras no setor de apostas. Em 2025, um relatório da comissão chegou a propor seu indiciamento, mas o documento foi rejeitado. A existência dessas apurações não comprova responsabilidade criminal nem confirma os rumores atuais.
A política entra na conversa
O componente mais explosivo das especulações é uma suposta conexão com personagens de grande influência política, incluindo referências a um nome conhecido que saiu derrotado das urnas em 2026. Por enquanto, não há documentação ou confirmação oficial que permita associar essas pessoas a qualquer esquema criminoso. A pergunta que movimenta os bastidores é se existe realmente uma investigação com desdobramentos políticos ou se tudo não passa de especulação.
Sem desculpas
Flávio Bolsonaro e seus apoiadores precisam entender que perderam a eleição. Pregar que houve qualquer tipo de favorecimento é desculpa de mau perdedor.
Exemplo: a lambança judicial da prorrogação do tempo para votação teve impacto insignificante, com 34 mil eleitores a mais votando em um universo de 105 milhões de votos, ou seja, nada.
Estatística
O candidato derrotado à Presidência só não teve um dia de Fábio Novo, que começou prefeito e terminou derrotado, porque no Brasil os institutos de pesquisa não erraram. Na margem de erro, acertaram e, claro, não puderam medir variáveis que as estatísticas só puderam enxergar quando consolidada a apuração: queda na abstenção, em brancos e nulos.
Apuração
Lula ficou com 73% dos votos de eleitores que não compareceram no primeiro turno e resolveram ir às urnas na segunda rodada eleitoral.
O presidente reeleito também ficou com um bom naco de votos da direita não bolsonarista e de quem decidiu não anular nem votar em branco.
Competência
As duas campanhas fizeram do segundo turno uma eleição de rua, com grandes eventos, mas, pelo resultado obtido, somente a de Lula foi capaz de fazer com que as energias das ruas se projetassem nos resultados das urnas.
Por anos, esse será um “case”, como gostam de dizer marqueteiros.
Bem rápido
Quem acompanhava a votação por redes sociais, no domingo, viu o governador do Piauí projetar a reeleição de Lula com menos de dois por cento das urnas apuradas.
Ele acertou, mas ou teve muita sorte para acertar ou usou algum modelo matemático que somente ele domina.
Ministro
Aliás, Rafael Fonteles é citado por vários meios nacionais de informação como nome que poderá ocupar o Ministério da Fazenda. É uma possibilidade real pelo espaço ocupado e pelo trânsito que ele criou quando ocupou a pasta no Piauí e dirigiu o Conselho Estadual dos Secretários de Fazenda.
No domingo, Lula citou seu nome durante o discurso de vitória, assim como também o de Camilo Santana, senador pelo Ceará, cogitado para a Casa Civil.
Precedente
Caso seja indicado para o Ministério da Fazenda, Rafael terá que abrir mão do mandato de governador do Piauí. Ele não pode simplesmente se licenciar.
Em 1994, no fim de seu mandato como governador do Ceará, Ciro Gomes deixou o cargo para ser ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco.
Rafael Fonteles muda de patamar
A reeleição com 70,90% dos votos foi apenas uma parte da vitória política de Rafael Fonteles. A atuação no segundo turno presidencial aproximou o governador do núcleo de decisões de Lula e lhe abriu uma perspectiva nacional. O político que chegou ao governo do Piauí em 2023 agora participa das discussões sobre a renovação dos quadros do PT. O projeto político de Rafael começa a ultrapassar as fronteiras do estado.
O Ministério da Fazenda no horizonte
A presença de Rafael Fonteles entre os cotados para comandar o Ministério da Fazenda não é casual. Ex-secretário estadual da Fazenda, o governador reúne experiência administrativa e proximidade política com Lula. Mas a pasta representa um desafio de outra dimensão: reorganizar as contas públicas, enfrentar pressões fiscais e negociar medidas econômicas com um Congresso conservador. A eventual nomeação dependerá da decisão presidencial e exigirá que Rafael deixe o governo estadual.
Uma porta para 2030
O Ministério da Fazenda pode representar muito mais que uma promoção política. Caso assuma a pasta, Rafael terá uma vitrine nacional, mas também ficará exposto aos problemas econômicos do país. Uma passagem bem-sucedida pelo ministério poderá fortalecer seu nome nas discussões sobre a sucessão presidencial de 2030. Aos 41 anos, Rafael pertence a uma geração de petistas que começa a disputar espaço com lideranças historicamente mais conhecidas. O desafio será transformar projeção política em reconhecimento nacional.
Wellington perde centralidade no Piauí
A ascensão de Rafael também modifica a distribuição de poder dentro do PT piauiense. Wellington Dias, que durante duas décadas foi uma das principais referências do grupo governista, vê o sucessor conquistar autonomia, organizar sua própria base e estabelecer uma relação direta com Lula. Isso não significa o desaparecimento político do ex-governador, mas aponta para uma mudança importante: o centro das decisões políticas estaduais está cada vez mais associado a Rafael Fonteles.
Wellington ainda tem uma carta importante
O novo Congresso, de perfil conservador, poderá abrir outro caminho para Wellington Dias. Senador eleito em 2022, com mandato até 2031, ele poderá retornar ao Legislativo caso deixe o Ministério do Desenvolvimento Social. Sua experiência política e suas relações com diferentes partidos podem ser úteis nas negociações parlamentares do novo governo Lula. O paradoxo é que Wellington pode perder protagonismo no Piauí.
ORAÇÃO DO DIA!
Oi, Deus! Quero iniciar este dia clamando pela Tua presença e Te convidando para caminhar comigo por onde eu for. Hoje, tudo vai dar certo, porque o Senhor está no controle e a Tua bondade nunca falha. Amém! 🙏🏻
Versículo do dia:
“Ó Senhor Deus, faze com que eles se sintam envergonhados e assim reconheçam o teu poder!”
(Salmos 83,16)
BOM DIA! A PAZ DO SENHOR JESUS CRISTO 🙏
Washington Bandeira e a reorganização do poder
Uma eventual ida de Rafael Fonteles para o Ministério da Fazenda provocaria uma mudança histórica no comando do Piauí. O vice-governador eleito Washington Bandeira assumiria o Palácio de Karnak. Como integrante do círculo de confiança de Rafael, Bandeira poderia assegurar a continuidade administrativa e política do grupo. Nesse cenário, Rafael passaria a exercer influência nacional sem necessariamente abrir mão de sua articulação estadual. A relação entre Brasília e o Karnak seria decisiva para a configuração do poder no Piauí.
Um novo ciclo político
As eleições de 2026 podem marcar uma transição importante na política piauiense. Rafael Fonteles reúne hoje três ativos: uma votação estadual expressiva, uma base partidária ampla e acesso ao núcleo político do presidente da República. A possibilidade de assumir a Fazenda acrescenta uma dimensão nacional a esse conjunto. Wellington Dias, por sua vez, terá de redefinir seu papel nessa nova configuração. O que está em discussão já não é apenas quem governa o Piauí, mas até onde podem chegar as lideranças políticas do estado.
O tamanho do desafio
Se Rafael assumir a Fazenda, terá diante de si uma escolha de grande consequência: trocar um mandato estadual recém-renovado por uma função nacional sujeita às turbulências da economia. A experiência poderá ampliar suas credenciais políticas, mas também produzir desgastes. A sucessão de Lula não dependerá apenas de articulações partidárias. Dependerá de resultados concretos. É nesse terreno que uma eventual candidatura presidencial de Rafael começaria a ser testada.