​Vivendo em segundo plano?

Josenildo Melo

​Já ouviu esta expressão? O que de fato significa? Leão XIV está prestes a lançar a sua primeira encíclica e quem liga mais para isso? NINGUÉM. Somente a hierarquia da Igreja. Passaram a viver em segundo plano. Por mais que as emissoras de TV Católicas diariamente tentem incutir a importância papal; está ficando cada vez mais restrita ao mundo essencialmente religioso e católico. Estão alegres? Não é com alegria e entusiasmo que escrevemos sobre isso. Afinal cada um cuide do seu terreno. A questão é bíblica e enfatiza que cada vez mais somente crer em forças humanas não tem sentido e enfraquece. Nos dias atuais, o homem moderno e contemporâneo não quer mais saber de religião ou religiosidade agrupadora ou viver em comunidade de santos. E o que acontece quando os eleitos descobrem oásis? Querem viver no mesmo. A santidade é um dom de Deus e não para todos como costumam proclamar. Deus tem seus eleitos e cuida de todos os eleitos!

​E o que instigou o viver em segundo plano? A Reforma Protestante. Que foi um movimento religioso que surgiu na Europa no século 16. Seu objetivo principal era questionar práticas e doutrinas da Igreja Católica que muitos acreditavam estar desalinhadas com o cristianismo original. Ela começou como um pedido de mudanças internas, não com a intenção de criar novas igrejas. Com o tempo, porém, o movimento ganhou força, espalhou-se por diferentes regiões e acabou resultando na formação de várias diferentes igrejas protestantes. Isso transformou profundamente a religiosidade da época. Foi um processo amplo, gradual e marcado por debates, escritos e discordâncias teológicas. A Reforma também teve efeitos que foram além da religião. Ela influenciou a política, a cultura, a economia e a educação europeia. Por isso, é considerada um dos grandes marcos da história ocidental. A Reforma Protestante é um dos eventos mais marcantes da história mundial e, até hoje, desperta curiosidade por ter transformado profundamente a religião, a cultura e a política da época. É fato. E ninguém pode negar!

​Mas os evangélicos são farinha do mesmo saco? A expressão evangélico é algo dos dias atuais. O termo correto é protestantismo. Que em sua essência significa protestar contra tudo que não vai de encontro à santidade. O viver como Cristo viveu e se esforçar para alcançar isso é a essência protestante. Qualquer pessoa em sã consciência e principalmente os bons intelectuais; percebem que o catolicismo é relativista e a sua proposta é aglutinar a tudo e a todos a qualquer custo e principalmente se forem grupos que possuem “poder financeiro e força na sociedade”. Não costumam realmente acreditar nos desígnios de Cristo Jesus, Deus; preferem o crer na força humana institucional. E por este motivo “continuam se movendo nas sombras”. Vivendo em segundo plano? É o que aparenta ser. Nos bastidores dos poderes continuam “tramando e se articulando” cada vez mais. Só que o resultado não é mais o esperado. O número de fiéis que optaram por viver o mais próximo de Deus aumentou de uma forma vertiginosa. E tende a continuar assim!

​Vivendo em segundo plano? É no contexto da relevância? Que governo ou governos ainda escutam atentamente a voz papal? NENHUM. E as reuniões de demonstrações públicas de fé estão cada vez mais restritas a guetos e bolhas. Passaram a ocupar espaços secundários na sociedade. Mas sempre foi assim? Dizer isso é negar o contexto histórico. Em suma, quando mais uma sociedade se aproxima do mundo mundano qual a tendência? Perder o sentido. No mundo mundano não jaz o maligno? É o que diz claramente as sagradas escrituras. E isso não são palavras editoriais ou de cunho de rancores pessoais. O íntimo dos seres humanos clama e gosta de coerência e retidão! 

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