STJD rejeita anulação de jogo por erro na troca de Neymar

Tribunal descarta pedido do Santos e mantém resultado

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu não anular o jogo entre Santos e Coritiba, realizado na Neo Química Arena, onde o time paulista perdeu por 3 a 0. O pedido santista baseava-se em um alegado 'erro de direito' durante a substituição do jogador Neymar, que saiu por engano no lugar de Escobar. No entanto, a 5ª Comissão Disciplinar do STJD considerou o incidente como 'erro de fato' e, portanto, sem impacto no resultado da partida.

Durante a sessão realizada nesta sexta-feira (22), os auditores do tribunal foram unânimes ao manter o resultado do campo. A confusão ocorreu quando o quarto árbitro levantou a placa com o número 10 de Neymar em vez do 31 de Escobar, conforme constava na papeleta entregue pela comissão técnica santista. Naquele momento, o Santos já estava sendo derrotado por três gols.

Marcelo Belizze, auditor responsável pelo caso, destacou que a súmula tem presunção de veracidade e que não havia provas suficientes para contrariá-la. Ele explicou que mesmo confrontando as versões apresentadas pelo clube e pela arbitragem, não se concluiu que houve uma decisão deliberada para substituir Neymar.

A súmula relatada pelo árbitro Paulo Cesar Zanovelli indicava que Bruno Mota Correia, quarto árbitro, teria ouvido César Sampaio solicitar a saída de Neymar. O atacante estava à beira do campo recebendo atendimento médico devido a um problema na panturrilha e admitiu ter pedido para sair.

Belizze também mencionou que Robinho Jr., jogador que entrou no lugar de Neymar, deveria ter aguardado até que a situação estivesse clara. Porém, uma vez em campo, a substituição se tornou oficial e irreversível. Mesmo diante das reclamações dos santistas, Zanovelli manteve sua decisão no dia da partida.

Neymar chegou a mostrar para as câmeras que na cédula entregue ao quarto árbitro constava o nome de Escobar como substituído. Contudo, Belizze reforçou que esse documento é apenas uma ferramenta informal entre clubes e arbitragem e não possui valor regulamentar.

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