Onze permanecem internados após vazamento químico em petroquímica de Manaus

Ocorrência levou à criação de gabinete de crise; empresa foi multada em R$ 4,5 milhões.

Onze pessoas continuam internadas em Manaus após a exposição ao estireno liberado durante um vazamento em uma petroquímica do Distrito Industrial. O incidente, registrado na quarta-feira (15), mobilizou autoridades, resultou na criação de um gabinete de crise e na aplicação de uma multa de R$ 4,5 milhões à empresa responsável.

Foto: Reprodução
Vazamento de estireno mobilizou autoridades e mantém pacientes internados em Manaus.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, outras 192 pessoas procuraram atendimento médico após inalarem o ar contaminado, mas receberam alta após avaliação clínica. Os principais sintomas registrados foram falta de ar, náuseas, dor de cabeça, tontura e episódios de desmaio.

Um homem de 67 anos morreu após dar entrada em uma unidade hospitalar relatando mal-estar e informando ter sido exposto à substância. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que, até o momento, não há comprovação de que o óbito tenha relação direta com o vazamento.

O acidente ocorreu em um dos tanques da empresa Innova, que armazena estireno, composto químico utilizado na fabricação de plásticos, resinas e borrachas sintéticas. A substância é considerada tóxica e pode provocar efeitos à saúde quando inalada em concentrações elevadas.

De acordo com a empresa, o aumento anormal da temperatura no tanque acionou automaticamente os sistemas de segurança, provocando a liberação controlada de vapores para evitar riscos de explosão. A companhia afirma que o procedimento seguiu os protocolos operacionais previstos para esse tipo de ocorrência.

Após inspeção técnica, a Prefeitura de Manaus aplicou multa de R$ 4,5 milhões à empresa. A fiscalização constatou que os níveis de poluentes atmosféricos ainda permaneciam acima do limite considerado seguro para exposição humana.

Diante da situação, o município instalou um gabinete de crise para coordenar o monitoramento ambiental e o atendimento à população. Equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Saúde e de outros órgãos acompanham a evolução do caso.

O Corpo de Bombeiros informou que a emissão de vapores diminuiu desde o incidente. Segundo a corporação, cerca de 80% do material liberado atualmente é composto por partículas de água, o que reduziu significativamente a concentração de estireno no ambiente. As autoridades avaliam que, no momento, o risco à população é considerado baixo, mas o monitoramento permanece em andamento.

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