Incêndio destrói pesquisa de 30 anos na Embrapa Teresina

Fogo consome até 50 hectares e mobiliza bombeiros e Exército

Um incêndio de grandes proporções atingiu a área da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Teresina, consumindo entre 40 e 50 hectares desde a noite de segunda-feira (5). O chefe-geral da instituição, Anísio Ferreira Lima Neto, afirmou que ainda há focos ativos, o que impede a mensuração completa dos danos. Este é o maior incêndio já registrado na história do instituto na cidade.

O fogo destruiu um banco de germoplasma que abrigava espécies estudadas há mais de três décadas, como mangaba, bacuri e cajá. “Os danos são profundos para a pesquisa agropecuária”, declarou Lima Neto.

Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio do Exército Brasileiro, estão no local para conter as chamas. As altas temperaturas e a vegetação seca complicam o trabalho das equipes. Três viaturas e caminhões-pipa foram mobilizados para combater o incêndio.

Moradores próximos à Embrapa vivenciaram momentos de tensão. Teresa Cristina relatou à TV Clube que uma fagulha entrou em sua casa, quase causando um incêndio: “A sorte é que apagamos logo”. Carol, outra moradora da região, descreveu a situação como insuportável: “Ninguém está aguentando dormir. O fogo está tão grande que os bombeiros tiveram que recuar antes de retornar”.

Os focos de incêndio voltaram a surgir na terça (6) e quarta-feira (7), aumentando a preocupação sobre possíveis novos danos. Até o momento desta publicação, não havia informações atualizadas sobre a extensão total da área afetada neste último dia.

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