A caderneta de poupança registrou retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. No período, os saques superaram os depósitos, confirmando a tendência recente de redução no saldo dessa modalidade de investimento no país.
De acordo com o relatório, foram aplicados R$ 331,2 bilhões ao longo do mês, enquanto os resgates chegaram a R$ 354,7 bilhões. Apesar do resultado negativo, os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,4 bilhões, e o volume total aplicado na poupança permanece pouco acima de R$ 1 trilhão.
Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais retiradas do que depósitos. Em 2023 e 2024, as saídas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente, e, em 2025, o saldo negativo atingiu R$ 85,6 bilhões, reforçando o movimento de migração para outras aplicações financeiras.
Entre os fatores apontados está a taxa básica de juros elevada, que torna outros investimentos mais atrativos. A Selic permanece em 15% ao ano, e o Banco Central sinaliza possível início de redução a partir de março, mantendo, porém, a política monetária em níveis restritivos para conter a inflação.