Um contrato de R$ 250 mil para a apresentação das bandas Pegadões do Forró e Forró Cavalo Branco durante os festejos de Santo Antônio, em Campo Maior, passou a ser alvo de questionamentos sobre a aplicação de recursos públicos. O acordo foi publicado no Diário Oficial do Estado e prevê o show das atrações no dia 11 de junho de 2026.
A contratação foi realizada pela Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (CENDFOL), órgão estadual responsável por ações voltadas à prevenção ao uso de drogas e incentivo a atividades de lazer.
O valor do contrato chamou atenção devido à pouca projeção regional e nacional atribuída às bandas contratadas. O debate gira em torno da compatibilidade entre o cachê pago e os valores normalmente praticados pelo mercado para atrações de porte semelhante.
Especialistas em gestão pública costumam considerar fatores como histórico de contratações, alcance de público, relevância artística e preços pagos em eventos similares para avaliar a razoabilidade de despesas dessa natureza. Por isso, o caso levanta discussões sobre quais critérios foram utilizados para definir o montante da contratação.
A polêmica ocorre poucos meses após outro episódio envolvendo os festejos de Campo Maior. Na ocasião, a Justiça suspendeu a contratação do cantor Nattan após questionamentos relacionados ao valor do cachê. O caso ganhou repercussão porque a Associação Piauiense de Municípios havia estabelecido entendimento recomendando limite de R$ 350 mil para apresentações custeadas com recursos públicos.
Embora o contrato atual esteja abaixo desse valor, críticos defendem que a discussão não se limita ao teto financeiro, mas também à justificativa técnica utilizada para definir o preço pago.
Diante da repercussão, surgem questionamentos sobre a existência de pesquisas de mercado, estudos comparativos de cachês e eventual acompanhamento por órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado do Piauí e o Ministério Público do Estado do Piauí.
Até o momento, não houve manifestação pública dos órgãos envolvidos sobre eventuais análises ou procedimentos relacionados ao contrato. O tema reacende o debate sobre transparência e controle de gastos em eventos financiados com dinheiro público.