Petróleo dispara após ataques dos EUA ao Irã e tensão em Ormuz

Brent se aproxima de US$ 80 com escalada militar e novas sanções ao petróleo iraniano

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta quarta-feira (8) após novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e a retomada de sanções às exportações de petróleo iraniano. A escalada do conflito elevou as preocupações com o abastecimento global, especialmente diante das tensões no Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o transporte da commodity.

Foto: REUTERS/Stringer
Escalada do conflito entre EUA e Irã impulsiona preços do petróleo e aumenta tensão no Estreito de Ormuz.

Ao longo da manhã, o barril do Brent, referência internacional, chegou a subir 7,67%, sendo negociado a US$ 79,85. O petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, avançou 7,13%, alcançando US$ 75,44.

A reação do mercado ocorre em meio ao agravamento das hostilidades entre Washington e Teerã. Além da ofensiva militar, o governo norte-americano restabeleceu sanções sobre as exportações de petróleo do Irã, revogando a autorização temporária que permitia a comercialização do produto.

Em resposta, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de descumprirem os compromissos firmados para reduzir as tensões na região e prometeu reagir à nova ofensiva.

A insegurança também afetou a navegação no Estreito de Ormuz. Dados de monitoramento marítimo indicam que pelo menos quatro petroleiros e navios transportadores de gás interromperam a travessia da rota após novos ataques a embarcações comerciais. Analistas do setor afirmam que o fluxo de navios na região foi drasticamente reduzido.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da queda dos estoques da Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos, que atingiram o menor nível desde 1983, aumentando a sensibilidade do mercado a possíveis interrupções na oferta mundial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que novas ações militares contra o Irã poderão ocorrer ainda nesta quarta-feira, elevando a expectativa de continuidade da volatilidade nos mercados de energia.

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