Universidades brasileiras enfrentam queda em ranking global

CWUR aponta desafios para o ensino superior no Brasil

O mais recente levantamento do Center for World University Rankings (CWUR) revelou um cenário desafiador para as universidades brasileiras. De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, 1º, 87% das instituições nacionais avaliadas perderam posições em comparação ao ano anterior.

Dentre as 52 universidades brasileiras analisadas, somente cinco conseguiram subir no ranking e duas mantiveram suas posições. A pesquisa abrangeu 21,2 mil instituições globalmente, destacando as 2 mil melhores.

Critérios de avaliação e desafios

A principal razão apontada para o declínio é o desempenho insatisfatório em pesquisa, que tem um peso significativo de 40% na avaliação. Este critério considera a produção acadêmica, publicações em periódicos importantes e citações.

Os demais critérios incluem educação e empregabilidade dos ex-alunos, cada um com peso de 25%, além da qualificação do corpo docente, que representa 10% da pontuação total. A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, caiu uma posição, ocupando agora o 119º lugar no ranking de 2026.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desceu para a 346ª posição, enquanto a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está agora em 379º. Outras universidades como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) mantiveram-se estáveis em seus respectivos lugares.

Análise do CWUR e impacto nacional

Nadim Mahassen, presidente do CWUR, destacou que a queda das universidades brasileiras reflete anos de financiamento insuficiente e desvalorização da educação como bem público. Segundo ele, isso afeta não apenas o meio acadêmico mas também o desenvolvimento científico e futuro do país.

Apesar dos reveses, as universidades brasileiras ainda lideram na América Latina e Caribe. Elas ocupam as dez primeiras posições regionais no ranking.

Cenário internacional

No cenário global, as universidades dos Estados Unidos dominam as primeiras posições, com Harvard liderando pelo décimo quinto ano consecutivo. Universidades chinesas têm mostrado crescimento notável graças a investimentos contínuos. Tsinghua lidera entre as chinesas em 36º lugar.

Mahassen observou que enquanto potências tradicionais como Reino Unido e Japão lutam para manter suas colocações, novas forças emergem na academia global.

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