Anunciado pelo governo como “maior programa de gestão ambiental da história do Estado!”, o Eco Piauí lançado na segunda-feira é na verdade o relançamento de uma iniciativa semelhante do ex-governador Wellington Dias (PT), que não deixou o papel.
Em sua nova configuração, o programa corta em 20% a quantidade de mudas a serem plantadas.
Redesenhado pelo governador Rafael Fonteles, o Proverde Piauí foi lançado originalmente em novembro de 2021 propondo plantar 5 milhões de árvores em cinco anos – garantia que deu meses antes de criar o programa, em agosto do mesmo ano, à banda inglesa Coldplay, pelo Twitter.
Wellington Dias ficou na promessa e nunca desde que lançou o programa uma só muda foi plantada pelo governo do Piauí, que ao refazer o programa da gestão anterior cortou em 1 milhão a promessa de cultivo de árvores, estabelecendo o prazo para cumprimento da meta em três anos – o que torna ainda mais ambiciosa a missão, pois para chegar a esse número terá que plantar 1,333 milhão de árvores a cada ano.
Segundo o redesenho de um programa antigo que não saiu do papel, a distribuição e/ou plantio de mudas de espécies nativas e frutíferas será direcionado, sempre que possível, para a recuperação de ambientes degradados de áreas públicas protegidas (unidades de conservação), nas áreas de preservação permanentes - APP's, nas áreas de utilização limitada e nas de uso restrito (reservas legais e as encostas de morros com inclinação entre 25 e 45 graus.
Para atingir suas metas, o governo de Rafael Fonteles usou de um artifício: contará como ação de governo o plantio de árvores como resultado de compensações ambientais, implementadas por meio de mudas plantadas com a finalidade de cumprimento da reposição florestal obrigatória por parte de pessoas físicas e jurídicas detentoras de autorizações para supressão vegetal expedidas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.