Caso na Delegacia-Geral: versão de relação pode descredibilizar vítima

Segundo relatos, familiares desconhecem vínculo entre vítima e acusado;

A versão que tem circulado de que a vítima do caso de possível estupro ocorrido na Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí mantinha a dois ano um relacionamento com o investigado não se confirmou até o momento e é contestada por pessoas próximas à família.

Foto: Ascom/SSP
Sede da Polícia Civil do Piauí

Interlocutores afirmam que não há qualquer evidência desse suposto vínculo com Joelmir Fagner Barros Ferraz, de 34 anos, servidor terceirizado investigado no caso. 

Pessoas ligadas a familiares relatam que desconhecem essa informação e destacam que, diante do estado de saúde da vítima — que permanece desacordada —, não há como confirmar ou refutar esse tipo de alegação neste momento.

A vítima segue internada em estado grave, sem condições de se manifestar, o que torna ainda mais sensível a circulação de versões sobre sua vida pessoal.

Segundo pessoas ligadas a família e amigos da vítima, a avaliação de que esse tipo de narrativa pode representar uma tentativa de descredibilizar a vítima em um momento de extrema vulnerabilidade. Além disso, há o entendimento de que a insistência em sugerir um relacionamento prévio pode funcionar como estratégia para minimizar a gravidade do caso e, na prática, servir como uma forma de relativizar ou “passar pano” para um possível crime de estupro.

O caso segue sob investigação, com análise de provas técnicas e depoimentos. Até o momento, não há confirmação oficial de qualquer relação entre vítima e investigado.

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