A fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ultrapassou a marca de 3,1 milhões de solicitações em fevereiro de 2026, refletindo a dificuldade do órgão em dar vazão à demanda por benefícios previdenciários e assistenciais em todo o país.
O volume inclui requerimentos como aposentadorias, pensões, auxílios e outros serviços, que seguem aguardando análise.
Dados recentes apontam que, apesar de esforços do governo para acelerar o atendimento, o número de pedidos pendentes continua elevado. Entre os fatores que contribuem para esse quadro estão o crescimento da demanda, a complexidade dos processos e limitações operacionais.
Os dados Portal da Transparência do INSS passaram quase todo o primeiro trimestre desatualizados, com último relatório publicado sendo o de dezembro de 2025. Nos últimos dias, no entanto, subiram no sistema os relatórios de janeiro e fevereiro, indicando um crescimento na fila de cerca de 50.000 requerimentos, entre o primeiro e o segundo mês deste ano.
O tempo de análise dos pedidos varia conforme o tipo de benefício e a região, mas muitos segurados relatam espera prolongada para obter uma resposta. Em alguns casos, o prazo ultrapassa o limite considerado adequado pela legislação.
Para tentar enfrentar o problema, o INSS tem adotado medidas como a ampliação do atendimento digital, revisão de processos internos e realização de mutirões para análise de pedidos. Ainda assim, os resultados não têm sido suficientes para reduzir de forma consistente o estoque de solicitações.