Gustavo Petro, presidente da Colômbia, decidiu adiantar seu discurso de despedida para 20 de julho, data que marca a Independência do país. Originalmente, esse pronunciamento ocorreria em 7 de agosto, quando o novo presidente toma posse. Petro não participará das cerimônias de agosto, que considera uma "data trágica", e convocou uma mobilização em prol das reformas sociais que implementou durante seu governo.
O anúncio veio logo após a conclusão das eleições presidenciais, onde Abelardo de la Espriella venceu Iván Cepeda com cerca de 250 mil votos de diferença. Espriella promete adotar uma postura mais rígida contra o crime e revisar a participação da Colômbia em organismos internacionais.
Durante o processo eleitoral, Petro criticou o sistema de votação e alegou irregularidades na pré-contagem dos votos pela empresa Thomas Greg & Sons (TGS). No entanto, após a recontagem oficial mostrar divergência mínima em relação aos resultados preliminares, as contestações perderam força.
A vitória de Espriella foi reconhecida por Iván Cepeda após o escrutínio final. Apesar do triunfo, o novo presidente enfrentará um Congresso fragmentado, no qual o Pacto Histórico mantém a maior bancada, dificultando a aprovação de projetos nos primeiros meses.