A Polícia Federal não encontrou armas de fogo durante a busca e apreensão realizada nesta quarta-feira (8) na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Os agentes permaneceram no imóvel por cerca de uma hora e meia e, segundo o relatório da operação, nenhum item foi apreendido.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após divergências entre a defesa de Bolsonaro e órgãos públicos sobre o paradeiro de duas armas registradas legalmente em nome do ex-presidente.
Na semana passada, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão do armamento registrado em seu nome. A medida ocorreu após a informação de que parte das armas não havia sido entregue à PF, como determinado pelo ministro.
A defesa informou ao STF que uma das armas, uma espingarda recebida como presente, estaria em uma importadora de produtos bélicos no Rio Grande do Sul. Sobre a segunda, uma pistola Glock, os advogados afirmaram que o equipamento já havia sido apreendido com um segurança do ex-presidente e estava sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
A divergência levou Moraes a determinar a realização da busca para verificar a situação dos armamentos. Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal afirmar que as armas estavam regularizadas e não ter indiciado Bolsonaro, o ministro avaliou que a posse de armamento não seria compatível com o cumprimento da pena imposta ao ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Após passar por uma cirurgia e apresentar problemas de saúde, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar temporária enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana.