Os dias de férias costumam ser marcados por banhos de piscina, mergulhos no mar e atividades ao ar livre, mas a exposição frequente à água também exige atenção com a saúde dos ouvidos. Segundo a otorrinolaringologista Alexandra Kolontai, do IDOMED, esse período favorece o surgimento da otite externa, conhecida como "otite do nadador", uma inflamação causada principalmente pelo acúmulo de umidade no canal auditivo, criando um ambiente propício para a proliferação de bactérias e fungos.
A especialista explica que os sintomas mais comuns da doença incluem dor, coceira, sensação de ouvido tampado e, em alguns casos, secreção. De acordo com ela, quanto maior a permanência da água no ouvido, maior é o risco de desenvolvimento da infecção, especialmente em pessoas que frequentam piscinas e praias com frequência durante as férias.
Para reduzir as chances de desenvolver o problema, Alexandra recomenda retirar o excesso de água inclinando a cabeça para os lados após os banhos e secar apenas a parte externa da orelha com uma toalha limpa. Ela alerta que o uso de cotonetes, grampos ou outros objetos para limpar o interior do ouvido deve ser evitado, pois esses itens podem provocar pequenas lesões no canal auditivo e facilitar o aparecimento de infecções.
Caso surjam sintomas como dor persistente, coceira intensa, sensação de ouvido fechado ou saída de secreção, a orientação é interromper os banhos e procurar atendimento médico. A especialista também desaconselha a automedicação e o uso de receitas caseiras, destacando que o tratamento depende da causa da inflamação. Para pessoas com histórico de otites recorrentes, uma avaliação médica antes das férias pode contribuir para a adoção de medidas preventivas e garantir um período de lazer com mais segurança.