Subiu para 30 o número de mortos em decorrência do terremoto de magnitude 6,8 que atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão. As equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes em um shopping center parcialmente destruído, uma fábrica de papel e imóveis que desabaram após o tremor.
Segundo o governo provincial, pelo menos 62 pessoas ficaram feridas. Nesta quinta-feira (30), cerca de cinco mil integrantes das Forças de Autodefesa atuavam na região afetada sob temperaturas que chegaram a 35°C. Os trabalhos também foram prejudicados por um tremor secundário de magnitude 5,8 registrado durante a noite.
Um dos principais focos das operações é o shopping Aeon, na cidade de Kashima. Aproximadamente 170 equipes de resgate seguem mobilizadas no local, que recebia milhares de pessoas no momento do terremoto.
A empresa informou que cerca de três mil clientes conseguiram deixar o prédio e foram encaminhados para um estacionamento antes de uma explosão de gás atingir outra área do centro comercial. Das 12 pessoas retiradas dos escombros, seis não resistiram aos ferimentos.
Segundo a administração do shopping, todas as vítimas da explosão eram funcionários que retornaram ao edifício após a evacuação. O presidente da empresa pediu desculpas publicamente e afirmou que a explosão não era esperada. As causas do incidente ainda estão sendo investigadas.
Imagens divulgadas pela imprensa japonesa mostram parte do teto do shopping desabada, além de estruturas metálicas e outros destroços espalhados pelo piso, enquanto equipes especializadas realizavam buscas entre os escombros.
As operações também seguem em uma fábrica da Nippon Paper, na cidade de Yatsushiro, onde uma chaminé desabou. Um trabalhador continua desaparecido. Dos outros dez funcionários que ficaram presos, oito morreram e dois foram resgatados com ferimentos.
Os impactos do terremoto também afetaram os serviços essenciais. De acordo com as autoridades locais, cerca de 23 mil residências permanecem sem energia elétrica e outras 75 mil estão sem abastecimento de água. Aproximadamente 15 mil pessoas foram encaminhadas para cerca de 400 abrigos.
O governo japonês reforçou a assistência às áreas atingidas. As Forças de Autodefesa transportam refrigeradores para os abrigos por via aérea, enquanto embarcações distribuem água e alimentos às comunidades afetadas.
O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, afirmou que a prioridade das autoridades é salvar vidas e garantir o fornecimento de itens essenciais à população.
A Autoridade Nacional de Informação Geoespacial informou que, em alguns pontos, o solo se deslocou até 87 centímetros durante o terremoto.
A província de Kumamoto já havia sido atingida por fortes terremotos em 2016, desastre que deixou 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos. O Japão está localizado em uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta e concentra cerca de 18% dos terremotos registrados no mundo.