Os esforços de resgate foram intensificados nesta quinta-feira (27) após inundações repentinas e deslizamentos atingirem áreas do Nepal e da China, na região próxima à fronteira entre os dois países. Segundo as autoridades, pelo menos 270 pessoas morreram e 1.384 estão desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros que visitavam a região montanhosa.
No Nepal, o número de desaparecidos chegou a 826 pessoas, sendo 517 estrangeiros. Do lado chinês, outras 558 pessoascontinuam desaparecidas, entre elas 260 estrangeiros.
A dimensão do desastre ainda está sendo avaliada pelas equipes de emergência. Uma grande avalanche avançou por um vale e destruiu infraestruturas, além de provocar bloqueios em estradas com lama e escombros. As condições dificultam o acesso dos socorristas às áreas atingidas.
Familiares de pessoas desaparecidas aguardam informações e relatam dificuldades para conseguir contato com parentes há mais de 24 horas.
Na China, equipes de emergência chegaram à principal área atingida, mas encontram obstáculos provocados pelos deslizamentos e pelo acúmulo de lama e detritos nas estradas.
No Nepal, helicópteros também enfrentam dificuldades para pousar nas regiões afetadas devido ao alto nível da água. A União Europeia e a Índia anunciaram planos para enviar ajuda humanitária.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a inundação repentina no distrito de Rasuwa, no Nepal, foi provocada pelo colapso de uma geleira. Um grande bloco de gelo teria despencado pelo vale e arrastado sedimentos que já estavam saturados pela água das monções.
O órgão americano descartou que um terremoto tenha provocado o desastre.
Risco de novos desastres
As autoridades chinesas também emitiram alerta para a possibilidade de novos deslizamentos, fluxos de lama e inundações repentinas. A previsão de mais chuvas para o condado de Gyirong aumenta o risco de novos episódios na região.
O local já é considerado vulnerável a esse tipo de ocorrência por causa do relevo e das condições climáticas.
Nesta quinta-feira, o Dalai Lama manifestou solidariedade às vítimas e ofereceu orações pelas pessoas que morreram. Ele também citou as mudanças climáticas como uma possível causa adicional para a ocorrência de eventos extremos.