Greve da Caixa pode terminar nesta terça com julgamento no TST

Tribunal analisa impasse sobre plano de saúde e mantém 60% dos empregados em atividade

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29), a partir das 14h30, o dissídio coletivo da greve dos empregados da Caixa Econômica Federal. A paralisação começou em 10 de setembro e tem como principal impasse as regras de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. Ainda não há decisão definitiva sobre a greve.

Acompanhe ao vivo, a partir das 14h30 aqui:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Agência da Caixa Econômica Federal

A Caixa levou o conflito ao tribunal depois que as negociações terminaram sem acordo. Enquanto o julgamento não ocorre, uma decisão provisória do ministro Maurício Godinho Delgado determina que ao menos 60% dos empregados de cada agência permaneçam em atividade, presencialmente ou de forma remota. O banco havia pedido a manutenção de 80% do efetivo.

A decisão permite a continuidade da paralisação. Segundo o TST, o percentual fixado busca preservar os serviços bancários necessários à população durante a greve. O ministro também manteve provisoriamente as cláusulas do acordo coletivo anterior até a análise do dissídio.

No Piauí, a proposta apresentada pela Caixa foi rejeitada pelos empregados em votação realizada pelo Sindicato dos Bancários no dia 21 de setembro. A rejeição teve 50,13% dos votos; 48,46% foram favoráveis ao acordo e 1,41% se abstiveram. O resultado manteve a greve no estado.

Para quem precisa de atendimento, a retomada de parte das atividades não significa que todos os serviços já estejam normalizados. A Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí informou que, após cobrar providências da Caixa, recebeu da superintendência estadual a previsão de atendimento regular à advocacia em todas as agências a partir de segunda-feira (28), especialmente para pagamento de alvarás judiciais e requisições de pequeno valor. Segundo a OAB-PI, a Caixa prevê normalização integral a partir de quarta-feira (30) se a greve for encerrada.

O julgamento desta terça pode definir os rumos da paralisação e das cláusulas em disputa. Até lá, permanece em vigor a ordem de funcionamento mínimo das agências.

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