Produção agrícola do Piauí chega a R$ 10,6 bilhões e é a 4ª maior do Nordeste

Estado registrou crescimento de 2,7% em 2025 e respondeu por 9,34% do valor da produção agrícola nordestina

O valor da produção agrícola do Piauí atingiu R$ 10,6 bilhões em 2025, crescimento de 2,7% em relação ao ano anterior, quando havia registrado R$ 10,3 bilhões. Com o resultado, o estado ocupou a quarta posição no Nordeste e a 16ª no ranking nacional, segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

O levantamento considera o valor da produção das lavouras temporárias e permanentes. No Nordeste, o Piauí ficou atrás da Bahia, que liderou a região com R$ 55,4 bilhões, seguida pelo Maranhão, com R$ 13,9 bilhões, e Pernambuco, com R$ 11,6 bilhões.

A produção piauiense representou 9,34% do valor agrícola do Nordeste, estimado em R$ 113,6 bilhões. Na comparação nacional, a participação do estado foi de 1,15% do total produzido no país.

Crescimento nacional supera resultado do Piauí

Enquanto o Piauí registrou alta de 2,7%, o valor da produção agrícola brasileira cresceu 18,4% em 2025, passando de R$ 783,2 bilhões para R$ 927,3 bilhões. O avanço nacional foi, portanto, superior ao observado no estado.

Mato Grosso manteve a liderança do ranking brasileiro, com R$ 165,6 bilhões, equivalente a 17,86% do valor total da produção agrícola do país. São Paulo apareceu na segunda posição, com R$ 124 bilhões (13,38%), seguido por Minas Gerais, com R$ 109,3 bilhões (11,8%).

Entre os estados nordestinos, a Bahia ocupou a sétima posição nacional, enquanto o Maranhão ficou em 13º lugar e Pernambuco em 15º. O Piauí apareceu logo em seguida, à frente do Ceará, que registrou R$ 6,6 bilhões.

Na outra ponta do ranking brasileiro, Amapá apresentou o menor valor de produção agrícola, com R$ 251 milhões, equivalente a 0,03% do total nacional. Acre e Distrito Federal também ficaram entre as menores participações, com 0,11% e 0,20%, respectivamente.

Os dados da PAM medem o valor monetário da produção agrícola, e não o volume físico colhido. Dessa forma, as variações podem refletir tanto mudanças na quantidade produzida quanto nos preços recebidos pelos produtores.

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