O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) teve um aumento inesperado em outubro, atingindo 1,76%, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês anterior, o índice havia subido 1,47%.
A previsão dos economistas ouvidos pela Reuters era de que o índice apresentaria uma alta menor, de 1,44%. Com esse resultado, o IGP-10 acumulou um crescimento de 5,02% ao longo dos últimos 12 meses.
O avanço do índice foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços ao produtor. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), responsável por 60% do IGP-10, registrou uma alta significativa de 2,36%, superior ao crescimento de 1,90% observado em setembro. O economista Matheus Dias destacou que a gasolina automotiva foi um dos principais fatores dessa aceleração.
Além disso, produtos como soja e bovinos também contribuíram para a elevação do IPA. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) mostrou uma desaceleração no crescimento, passando de 0,44% em setembro para 0,39% em outubro. No entanto, alimentos in natura como tomate e batata-inglesa pressionaram o índice para cima.
No setor da construção civil, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) apresentou uma elevação mais modesta de 0,28%, menor que a alta anterior de 0,50% registrada no mês anterior.
O cálculo do IGP-10 abrange as variações nos preços ao produtor e consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês corrente.