Sedentarismo entre jovens preocupa especialistas e aumenta riscos à saúde

Uso excessivo de telas e longos períodos sentado favorecem dores musculares e doenças crônicas

O sedentarismo entre os jovens tem acendido um alerta para a saúde, diante de uma rotina cada vez mais marcada pelo uso prolongado de celulares e computadores, pelas atividades de estudo e trabalho e pela falta de espaços adequados para a prática de exercícios. A redução dos movimentos no cotidiano pode provocar consequências que vão além do condicionamento físico, afetando o bem-estar e aumentando os riscos de problemas de saúde ao longo da vida. A adoção de hábitos mais ativos é apontada como uma das principais formas de prevenir esses efeitos.

Foto: Reprodução | Divulgação

De acordo com a fisioterapeuta da Clínica DMI, Maryelle Merval, as mudanças no estilo de vida contribuem diretamente para o aumento do comportamento sedentário. “O aumento do sedentarismo entre os jovens é impulsionado principalmente pelo uso excessivo de telas e entretenimento passivo, pela diminuição do deslocamento ativo no dia a dia, pela falta de espaços públicos seguros para lazer e esportes, e por longas jornadas de estudo ou trabalho na posição sentada”, explica. Esse conjunto de fatores reduz as oportunidades de movimentação e favorece a permanência por longos períodos na mesma posição.

Os efeitos da falta de atividade física podem aparecer ainda na juventude, com dores na coluna e na região cervical, enfraquecimento muscular, perda de flexibilidade e cansaço precoce. A longo prazo, o sedentarismo também pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, além de prejudicar a formação da massa óssea e acelerar o desgaste das articulações. Por isso, reconhecer os sinais e modificar hábitos cotidianos é importante para reduzir os impactos da inatividade sobre a saúde.

Para combater o problema, Maryelle recomenda incorporar pequenas mudanças à rotina, sem a necessidade de começar com exercícios intensos. “Para sair do sedentarismo, pequenas mudanças na rotina já fazem diferença: fazer pausas ativas a cada hora para se espreguiçar e caminhar, trocar elevadores por escadas, reduzir o tempo de tela contínuo, escolher atividades prazerosas como dançar ou andar de bicicleta e monitorar o progresso usando o contador de passos do celular”, orienta. A escolha de atividades que despertem interesse e a redução dos períodos prolongados sentado podem ajudar os jovens a construir uma rotina mais ativa e preservar a saúde a longo prazo.

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