Os juros dos financiamentos imobiliários subiram recentemente, mas quem já assinou o contrato não precisa se preocupar: as condições continuam as mesmas. A mudança afeta apenas aqueles que ainda não fecharam o acordo com os bancos.
O Bradesco, por exemplo, ajustou sua taxa mínima de 11,69% para 15% ao ano. Itaú e Santander também elevaram suas taxas para 12,95% e 12,49%, respectivamente. Segundo os bancos, essas novas condições se aplicam apenas a novos contratos.
Aqueles que têm crédito aprovado mas ainda não assinaram o contrato podem enfrentar incertezas. Se a proposta anterior não estava garantida por escrito, as novas taxas podem ser aplicadas. Cada banco segue suas próprias políticas, então é essencial conferir o que foi acordado inicialmente.
Especialistas sugerem que compradores solicitem confirmação escrita das taxas oferecidas e verifiquem o Custo Efetivo Total (CET) antes de fechar negócio. Comparar propostas entre diferentes instituições pode ajudar a garantir melhores condições.
A situação é mais delicada para quem comprou imóveis na planta. O financiamento só é contratado na entrega das chaves, momento em que as novas taxas podem ser aplicadas. Isso representa um risco maior para quem espera receber seu imóvel em alguns anos.
Para evitar surpresas, especialistas recomendam acelerar processos que já estão avançados e considerar a portabilidade do financiamento no futuro caso os juros diminuam. Essa estratégia pode permitir renegociação ou transferência do financiamento para outro banco com condições mais favoráveis.