Emissões globais por incêndios atingem menor nível dos últimos 24 anos

Levantamento do Copernicus aponta redução histórica, apesar de focos extremos em regiões

As emissões globais de gases de efeito estufa provocadas por incêndios florestais e queimadas atingiram, no primeiro semestre de 2026, o menor nível registrado nos últimos 24 anos, segundo dados do Serviço de Monitoramento da Atmosfera do programa europeu Copernicus. O levantamento indica uma redução significativa na quantidade de carbono lançada na atmosfera em comparação com anos anteriores, resultado associado principalmente à menor ocorrência de grandes incêndios em áreas tradicionalmente afetadas. 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

De acordo com os pesquisadores, a queda nas emissões não significa que o cenário mundial esteja livre de preocupações. Embora o volume total de gases liberados tenha diminuído, diversas regiões continuaram registrando incêndios de grande intensidade e impacto ambiental. O Copernicus destaca que eventos extremos seguem ocorrendo em diferentes partes do planeta, impulsionados por condições climáticas adversas, como altas temperaturas e longos períodos de seca. 

Os especialistas ressaltam que o monitoramento das emissões é fundamental para compreender os efeitos das mudanças climáticas e orientar políticas públicas de prevenção e combate aos incêndios. Além dos prejuízos ambientais, as queimadas afetam a qualidade do ar, a biodiversidade e contribuem para alterações no clima global, reforçando a necessidade de investimentos em ações de preservação e controle do fogo. 

O programa Copernicus utiliza imagens de satélite e modelos atmosféricos para acompanhar, em tempo real, a evolução dos incêndios e estimar a quantidade de gases emitidos. Os dados servem de referência para governos, pesquisadores e organismos internacionais na elaboração de estratégias voltadas à redução das emissões e ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas em escala global. 

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